Terça-feira, 1 de Abril de 2008
What´s new?

Eis uma notícia que não dá trabalho a quem a tem de escrever. O jornalista vai buscar a mesma notícia que escreveu quando o PSD era Governo e apenas tem de trocar as siglas partidárias. Também não tem de se preocupar em recolher as reacções dos partidos: são sempre as mesmas.

É uma discussão sem sentido e sem fim. Todos sabemos que a RTP foi, é e será manipulada pelo Governo e o partido que estiver circunstancialmente no poder, e, digo eu, com toda a legitimidade. Não são os administradores nomeados pelo Governo? Quem é que eles haviam de nomear? Inimigos políticos? Se o Governo faz o que acha que está certo porque diabo não havia de fazer o mesmo em empresas que são do Estado e que devem estar subordinadas politicamente às suas directrizes?

Só há uma questão: deve ou não o Estado ser dono de canais de televisão ou, já agora, de retrosarias?

O problema é que não há partido nenhum que esteja interessado nesta discussão. No fundo, os dirigentes partidários não querem prescindir desta arma gigantesca que é a RTP quando for a vez de eles estarem no poder. Basta ver, aliás, a posição de Menezes. A actual direcção do PSD quer ainda mais controle político sobre a RTP quando propõe que se acabe com a publicidade. Estando este canal de televisão, segundo a proposta, mais dependente do dinheiro do Estado, maior dependência existirá.  

Pedro Passos Coelho, em entrevista ao Público, RR e RTP 2, teve a coragem de lançar esta discussão e disse claramente que defendia a privatização da RTP. Quantos, dentro do PSD ou fora, estarão de acordo com ele? Temo que poucos.



publicado por Pedro Marques Lopes
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Comentários:
De Mário Lopes a 1 de Abril de 2008 às 13:49
Claro, até porque são apenas as estações públicas as visadas pela propaganda...

A FOX News do republicano Rupert Murdoch é uma fonte de propaganda republicana, adulterada ao bom sabor dos interesses corporativos.

Esta mania liberal que tudo o que é público é mau e tudo o que é privado é bom é visceral.

A diferença entre ser público e ser privado é que, neste caso, a propaganda muda com a mudança de Governo. No caso da estação privada tudo flui ao sabor dos interesses de um grupo diminuto (neste caso, os neoconservadores americanos).


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