Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Mas porque raio um padre não tem direito à opinião?
Discordo totalmente do que escreve Pedro Marques Lopes sobre o direito da Igreja a pronunciar-se sobre leis civis, muito especialmente sobre a Lei do Divórcio. Esta é aliás uma tendência que não é só do Pedro, mas de muitos meios ateus ou ditos laicos: o de pretenderem calar a Igreja Católica sobre assuntos que dizem respeito ao mundo terreno. Eu aceito que desvalorizem a opinião da Igreja, que possam não lhe dar qualquer relevância, que a critiquem e ataquem - mas não é essa a atitude. Porque raio devemos nós considerar a opinião de um padre, enquanto indíviduo ou como representante da Igreja, inferior à opinião de um jornalista de causas, de um maçom, de uma feminista, ou do Pedro Marques Lopes? O direito à opinião, venha ela de onde vier, é base essencial da democracia liberal. Não queiram amordaçar os padres ou a Igreja.



PS. Diga-se aliás que a Lei do Divórcio, aprovada em nome dos "afectos" de Alberto Martins, líder parlamentar do Partido Socialista, é um monstro jurídico, cheio de erros, possíveis más interpretações e lacunas jurídicas. Uma vez que não sou padre, será que posso dar a minha opinião?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
link do poste | comentar

Comentários:
De Nuno Resende a 17 de Abril de 2008 às 14:46
Boa pergunta e boa resposta.


De Joao Galamba a 17 de Abril de 2008 às 15:11
Paulo,

tens toda a razão. Mas acho que deves ser consistente e achar que a vida da Igreja também é assunto público (não sei se é o teu caso, mas lembro-me de muito boa gente que se indignava sobre não católicos a perorar sobre a instituição). Eu acho que muitos dos argumentos da Igreja são maus e devem ser criticados como argumentos, não como vindos de uma cripta maléfica que deve calar-se e meter-se nos seus assuntos.


De Pedro Sá a 18 de Abril de 2008 às 09:14
Eu precisamente por não ser católico é que acho que as questões sobre a respectiva doutrina são um problema dos seus crentes e portanto não tenho nada a ver com isso.

Por outro lado, as posições sobre assuntos políticos dos membros da Igreja são tão passíveis de crítica como as de qualquer outra pessoa.


Comentar post

pub
pesquisar
 
linques
blogs SAPO