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blogue atlântico

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21
Jun08

Notas para um discurso

Vasco Campilho

Não podendo fazer uma verdadeira reportagem para a Atlântico, optei por deixar aqui as notas que elaborei para a intervenção que fiz perante o Congresso. Naturalmente, só a versão proferida faz fé...

 

"Exm.º Sr. Presidente da Mesa doCongresso,

Exm.ª Sr.ª Presidente do PSD,

Caros congressistas,

Amigos e companheiros,

 

Tenho ouvido falar - mais lá fora do que cá dentro - de Bloco Central. Bloco Central?! Só se for para o PSD o liderar! Confesso que me dava algum gozo ver o PS a pedir-nos lugares em 2009... Mas mesmo assim, não me parece uma boa ideia. Em 34 anos de democracia, o PSD fez três coligações. Nem uma acabou o seu mandato. Acho que isto diz tudo. Por isso me parece surreal que hoje, a um ano de eleições, se esteja a falar em coligações.

 

Se queremos ganhar em 2009, não podemos pensar em Blocos Centrais. Não podemos pensar em coligações. Temos de pensar em Portugal, temos de pensar num projecto de mudança e liberdade para Portugal.

 

E para aqueles que pensam que o PS nos vai dar facilidades, tenho uma pequena mensagem: se esperarmos pela desgraça de José Sócrates, perdemos. Se nos fiarmos na crise económica internacional, perdemos. Só ganharemos com um projecto distinto do PS, um projecto que signifique uma mudança para Portugal, um projecto que traga mais liberdade para os portugueses.

 

E para construir esse projecto, o PSD não pode desperdiçar os contributos que aqui foram trazidos, como por exemplo o contributo do dr. Miguel Frasquilho na área da reforma fiscal.

 

Mas para ganhar a maioria em 2009, o PSD precisa de ter uma estratégia clara de reconquista dos eleitores dos centros urbanos, que são mais de metade da população portuguesa. Somos o maior partido autárquico português: nas eleições autárquicas, conseguimos chegar a esse eleitorado. Temos de replicar esse sucesso a nível nacional. Até porque os grandes centros urbanos vivem grandes carências que o PS não soube resolver: no domínio da qualidade de vida, da qualidade dos espaços públicos e do ambiente; no domínio da mobilidade, cada vez mais difícil e no coração da revolta das classes médias; no domínio da pobreza e da exclusão social, com bolsas de miséria cada vez mais enraizadas nas nossas periferias; no domínio da segurança, que inquieta os cidadãos preocupados com aqueles que lhes são mais queridos.

 

Precisamos, no fundo, de ter um projecto político que traga soluções para melhorar concretamente a vida dos portugueses. E para isso, devemos convocar as estruturas autárquicas, locais e distritais, que são quem está perto dessas realidades, para preparar não apenas as eleições autárquicas, mas também um projecto para Portugal."

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