Esse é um tema que divide opiniões, os "limites do humor". Pode ser encarado como simples mau gosto ou pode ser entendido como uma forma de lembrar uma tragédia humana usando o humor como "arma".
No meu blogue, o Arcebispo de Cantuária, dou a este tipo de humor o titulo "mau gosto", mas não, não concordo que haja coisas com as quais não se deva ou possa fazer humor. Aceito é que me achem uma besta por o fazer, risco meu.
A lógica do "coisas com que não se deve" é tão variavel de pessoa para pessoa - a Igreja para uns, os deficientes para outros - que se baseasse fosse levar isso em consideração, para não "ofender" ninguém, não podia fazer humor com quase nada. Esses tempos acabaram, creio, em 1974.
Na minha modesta opinião e até porque me atrevi a "comentar": Desde já não acho que seja uma questão de dever. Isso remete para o campo da moral que, julgo eu, não é para aqui chamado. Do que se trata aqui, perante o que o Arcebispo faz, quando muito, é de uma questão estética e, vá lá, ética. E, nestes domínios , o Arcebispo é irrepreensível, senão mesmo escrupuloso. Além da ENORME qualidade do que escreve, fá-lo com extrema elegância. Atente-se só nas etiquetas e nos títulos que coloca, através dos quais, de forma sintética, faz ressalvas antecipadas para enquadrar susceptibilidades maiores (que se sabe que as há). Assim sendo, acho que esta também é uma oportunidade, isto é (o humor) "entendido como uma forma de lembrar uma tragédia humana usando o humor como "arma".