Sexta-feira, 4 de Maio de 2007
Apoio por correspondência
Lusa: Madeira/Eleições: PSD obtém maior maioria de sempre-Sondagem Católica/RDP-RTP
Funchal, 03 Mai (Lusa) - O PSD-M obtém a maior maioria absoluta de sempre nas eleições de domingo na Madeira, alcançando 66 por cento das intenções de voto segundo uma sondagem da Universidade Católica para a RDP e RTP.

É nos momentos difíceis que se vêem os grandes líderes: onde esteve José Sócrates durante toda a campanha eleitoral na Madeira? Será que, como secretário-geral do PS, irá assumir esta derrota no próximo domingo? Ou limitar-se-á a enviar condolências por correspondência?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2007
O candidato independente
Como diz João Miranda no Blasfémias é realmente desagradável "existirem eleitos que não seguem os ditames das organizações partidárias." Acrescentando-se o título irónico de Carlos Abreu Amorim sobre a "coincidência na orientação" entre Marques Mendes e Carmona Rodrigues fica quase tudo dito. Em todo o caso, o tiro de Mendes saiu-lhe pela culatra e perde em qualquer dos cenários. Se Carmona fica, a legitimidade política do líder do PSD é posta em causa. Se sai, arrisca-se seriamente a confrontar-se com uma candidatura independente de Carmona. E, como já se viu em Oeiras ou em Gondomar, ninguém pode garantir que seja uma candidatura perdedora. Bem pelo contrário. É um facto: os homem livres são muito perigosos.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Lisboa
A autarquia está mergulhada num caos. As eleições eram a única alternativa possível e satisfatória. Marques Mendes tomou a única decisão que poderia ter tomado. O timing não foi assim tão despropositado. Carmona Rodrigues tentou manter-se autónomo da cúpula social-democrata. Pode ser um gesto nobre e corajoso, mas é também um pouco insensato, dado que todos estão conscientes que Carmona é o que é hoje, graças ao capital político investido pelo PSD na sua candidatura.

Quanto aos delírios que por aí andam, sobre Santana Lopes e o PND, enfim, nem comento. Como disse, delírios...

publicado por Bruno Gonçalves
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Quase tudo
De Carmona pode dizer-se tudo, menos que não tem coragem. O seu discurso coloca Marques Mendes e o PSD em muito maus lençóis. Já se percebeu que haverá um forte candidato independente nas próximas eleições em Lisboa, sejam elas quando forem.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Reclamação

 


À atenção da Gerência:


 


Falta-me uma categoria: Humor?.


 



publicado por joao moreira de sá
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(i)Responsabilidade



Deixei de votar logo que atingi a maioridade.





publicado por joao moreira de sá
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Não acontece
Sarkozy, “malabarista encartado”, vendedor de “banha-da-cobra”, tomou “calmantes”, para se manter “nas estribeiras” e não olha ninguém nos olhos. Ségolène, pelo contrário, é um poço de virtudes. Que possui ela? Possui “reflexão, convicção, humanidade, serenidade, bom senso, firmeza”, e muitas coisas mais (“audácia” e “energia”, por exemplo). Mesmo a sua “agressividade” é divinamente adequada às coisas do mundo. Bom, uma coisa é certa: Ana Gomes, no Causa Nossa, está entusiasmada. Corrijo: Ana Gomes é entusiasmada. Suponho que os calmantes não produziriam nela qualquer efeito. Ela destruía-os. Com “serenidade, bom senso, firmeza” e mais coisas assim. Sobretudo com “convicção”. Muita “convicção”. Uma fanática a quem o pensamento não acontece. Deus nos proteja.

publicado por Paulo Tunhas
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Quem quer ver socialistas felizes?
Não é que se morra de amores por Sarkozy, mas a escolha é fácil. Num qualquer dia longínquo em que a Esquerda desista daquele ar de superioridade moral que irritava em passados tempos, e com carradas de razão, nos católicos, a hipótese de votar nela até que se pode pôr. Até aí, ela representa um namoro do Bem, com as histriónicas "cóleras justas" adjacentes da praxe, de pôr os cabelos (metafóricos ou não) em pé. O melhor é votar - na cabeça, é claro - contra a RTP, delegada de Ségolène em Lisboa. Quem quer ver socialistas felizes?

publicado por Paulo Tunhas
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A nossa Internet
Boas ideias, como esta que agrega os primeiros episódios de séries como Alf, Curb Your Enthusiasm, Family Guy, Heroes, Prision Break, The Office (o inglês e o americano), entre outras, têm sempre a externalidade de nos revelarem como a nossa Internet, aquela feita por nós, é muito o espelho daquilo que somos. Claro que os americanos são muitos, mas a sua generosidade e a forma como agregam informação  (sobretudo a mais estapafúrdia) e a disponibilizam livre de custos na Internet apenas porque sim, porque querem e porque lhes apetece, é qualquer coisa de extraordinário.

Sites portugueses, feitos por portugueses, mesmo mesmo úteis, à borla, de navegabilidade rápida e intuitiva (sem layers, frames e animações) e feitos com motivação meramente altruísta, são mais raros que uma boa decisão de Carmona Rodrigues na CML.

É uma questão de preguiça, desorganização ou a mais elementar falta de generosidade?

publicado por Pedro Boucherie Mendes
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Pedro Lomba e Henrique Raposo no “Descubra as Diferenças”


Aproveitando a leitura do artigo assinado por Pedro Lomba no "DN" de hoje sobre a crise da Turquia, informa-se que o seu autor estará amanhã pelas 7 da tarde a debater com Henrique Raposo este e mais temas no programa "Descubra as Diferenças" da Rádio Europa.

Outras crises serão tratadas, como a da Câmara Municipal de Lisboa - em que se defende as eleições também para a Assembleia Municipal e não só para a Câmara, como pretende o PSD de Marques Mendes - ou a do Estado Social em França, a propósito das eleições francesas de domingo e do debate presidencial entre Ségolène Royal e Nicolas Sarkozy na quarta. Contando com a imoderação de Antonieta Lopes da Costa e a minha presença habitual, falaremos ainda da nomeação de Jorge Sampaio para o Diálogo das Civilizações - nomeação algo bizantina, digo eu, mas nem todos estarão de acordo. Outras conversas surgem pelo meio, como é certo e sabido.

Ao contrário do que é habitual, o programa tem emissão única amanhã às 7 da tarde, dado que no domingo a Rádio Europa transmite uma edição especial dedicada às eleições presidenciais francesas, dirigida por Antonieta Lopes da Costa, com a presença de Helena Matos e Paula Moura Pinheiro, assim como as notícias frescas do enviado em Paris, Milton Blay.

Oportunidade única então para ouvir o "Descubra" desta semana, também em directo no seu computador ou na TV/Cabo, se tiver aquela caixa a que chamam power box.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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São brindes mas não são brindes - ou a lógica do arquitecto
O jornal Sol está a preparar uma colecção de livros de História para distribuir entre Junho e Agosto com a sua edição semanal. A decisão tomada pela administração da empresa contraria a promessa feita pelo seu director, José António Saraiva, aquando do lançamento da publicação, de que nunca iria aderir à moda do marketing editorial.

O próprio cabeçalho do jornal tem inscrito desde o primeiro número, em Setembro do ano passado, a frase "Um jornal que vale por si. Este semanário não oferece brindes nem faz promoções".

Contactado pelo DN, o director do Sol garante que não há qualquer contradição com a promessa feita anteriormente. "Não se trata de um brinde, mas sim uma forma de melhorar as vendas, que são sempre mais fracas no verão", disse. José António Saraiva sublinha que não há recuo. "A estratégia continua a ser a mesma, desde o início. Não estamos a pensar fazer o que o Expresso fez em relação, por exemplo, aos DVD, que considero ser um suicídio."

No "DN" de hoje

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A cartola do Coelho
Curiosa, muito curiosa a intervenção, preventiva, de Jorge Coelho na Quadratura do Círculo.
Conclusão: o PS pede eleições antecipadas em Lisboa porque o Presidente e três vereadores foram constituídos arguidos, mas desde já avisa, para memória futura, que quando for consigo não o fará.
Estamos esclarecidos!

publicado por Tiago Moreira de Sá
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O “Atlântico” já ganhou
Após o debate de ontem à noite em França já não restam dúvidas acerca da vitória de Sarkozy nas eleições presidenciais.
É razão para dizer que o “Atlântico” já ganhou.

publicado por Tiago Moreira de Sá
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Vive la France!
Ontem à noite, no debate decisivo para eleger o próximo presidente francês, discutiu-se a comparticipação do Estado na compra de óculos. Assim é difícil levar-vos a sério.

publicado por Bernardo Pires de Lima
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Os gatos são os spin doctors da S. Royal
- A minha cólera é justa! Ouviu?

- Não se enerve!

-Eu não estou enervada, só estou colérica.

- Não se zangue!

- Eu não estou zangada, estou colérica. E a minha cólera é a dos justos.

- Não se chateie.

- Não estou chateada, estou colérica.

-Olhe, que é preciso ter calma para chegar a presidente.

- Eu estou perfeitamente calma. Só estou colérica.

Ficámos a saber que, para os justos, para a esquerda, há fúrias e fúrias. A fúria, quando é de esquerda, é boa. Aliás, não é fúria, mas justiça em estado puro. Quando um justo se zanga, ficamos com a sensação que o santo graal foi finalmente encontrado. Ou como diria o outro intrujão, a S. Royal, se calhar, é o santo graal em pessoa.

publicado por Henrique Raposo
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E não se esqueçam de ser inconformistas
RUI RAMOS
[PÚBLICO 02.05.07]



A semana passada, o Presidente da República pediu uma coisa aos “jovens portugueses”: “não se conformem”. Ainda não sabemos como vão reagir os destinatários do apelo. Quanto aos comentadores, já sabemos: não comentaram. Nem para denunciar mais um lugar comum, nem para descobrir outra profundidade maquiavélica. A maioria aproveitou para desenvolver o mais cansado tema das redacções do regime: a relação entre os de menor idade e os rituais de memória da democracia. Mas talvez o inconformismo juvenil desejado pelo presidente mereça uma anotação.



Os jovens são uma das coisas velhas da política. Há anos que demasiada gente explora as classes etárias mais baixas à procura de pureza e renovação. Quatro décadas atrás, a “juventude em revolta” era um cliché viçoso. Os jovens constituíam então a maioria das populações. Em Portugal, por exemplo, nunca houve tantos como em 1960. Nesses anos, distinguiam-se facilmente pelos gostos e pontos de vista. Por causa deles, o mundo parecia condenado a mudar. Hoje nada é assim. Os jovens deixaram de abundar – em Portugal, os menores de 15 anos já pesam demograficamente menos do que os maiores de 65 anos. A separação entre as modas e as opiniões das gerações já não mostra os abismos da década de 1960. Tal como a “classe operária”, a “juventude” passou de moda enquanto referência e garantia de alternativas. O mundo, de resto, perdeu a maleabilidade de há quarenta anos. Em Portugal, está “consagrado” nas leis: é o Estado Social para sempre. Dito isto, não vou citar Paul Nizan. Houve certamente épocas piores para ter vinte anos. Os “jovens portugueses” a quem o presidente tentou aliciar para o “inconformismo” são mais altos, têm a promessa de mais anos de vida, e acumulam as mais elevadas habilitações escolares de qualquer geração em Portugal. O seu número reduzido tornou-os suficientemente preciosos para merecerem todo o mimo das famílias. Com o que é que deveriam estar inconformados?



Não com o presente, mas com o futuro. Porque o futuro, em países como Portugal, não pertence aos escassos jovens de agora, mas continuará a pertencer aos abundantes jovens do passado aqueles que nasceram no Ocidente entre cerca de 1940 e cerca de 1960, e que nos EUA são conhecidos como baby boomers. Foram os primeiros a ter uma vida simpática no século XX. Sem as grandes guerras e os constrangimentos morais que provocaram tragédias nas gerações anteriores, ainda nasceram no meio de dificuldades, mas destinados para vidas longas e prósperas. Puderam ser rebeldes na juventude, para depois se reconciliarem com um “sistema” que lhes permitiu outorgarem-se a si próprios um bilhete de entrada no país de Cocanha: empregos garantidos por lei; rendas de casa congeladas; carreiras com progressão automática; educação e saúde gratuitas mesmo para os ricos; e reformas precoces, com valores sem relação com os descontos realizados. O truque deste ilusionismo foi simples: pedir a factura em nome dos que estavam para nascer. Para estes, ficaram a instabilidade e a incerteza.



Nos seus estudos sobre o Estado Social europeu, o sociólogo Maurizio Ferrera definiu um modelo mediterrânico que, basicamente, funcionaria como uma espécie de conspiração dos mais velhos contra os mais jovens, e que, entre outras coisas, explicaria a queda da natalidade. Segundo Ferrera, a parcialidade geriátrica do Estado Social em Portugal, Espanha ou Itália seria compensada pela “solidariedade intra-geracional”, isto é, pela propensão dos mais velhos para, dentro das famílias, ajudarem os mais novos. É assim que o Estado Social acomoda os jovens de hoje: enquanto menores, feitos para permanecer eternamente filhos, estudantes, subsidiados e dependentes. Do actual Estado Social, nada lhes está garantido, a não ser a dívida pública. E agora, o mais elevado magistrado do regime pede-lhes para não se conformarem. Muito bem. Mas como?



O inconformismo tem vários caminhos. O mais radical foi descrito pelo humorista americano Christopher Buckley. Na sua sátira, Boomsday, imaginou uma Spartacus de 30 anos a levantar a juventude contra a escravidão fiscal a que os baby boomers sujeitaram os mais novos. Assistiremos mesmo a essa batalha das gerações? É duvidoso. Em França, a via preferida é outra: os jovens ainda acreditam que, se o sistema durar, sobejará alguma coisa para eles, e sonham maioritariamente em ser funcionários públicos. Não se conformam com o fim da mina que serviu tão bem o pai e o avô. Em Portugal, finalmente, descobrimos ainda outro modo de lidar com o problema. Em 2005, o Banco Mundial revelou que era o país da Europa ocidental mais atingido pela fuga de jovens licenciados: um em cada cinco já estaria no estrangeiro. Recentemente, a PricewaterhouseCoopers confirmou essa tendência. Os jovens portugueses inconformados sabem o que fazer: vão-se embora. Os velhos que paguem a crise.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007
Cuidado com as correntes de ar
Sarkozy vs. Corrente de Ar, na RTP/N, à meia-noite.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Linhas tortas

Apeteceu-lhe traçar a perna mas não o fez.


 


Não trazia consigo nada que escrevesse.


 



publicado por joao moreira de sá
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Causa-Efeito

 


Se um lado fala em chuva de balas e o outro garante ter disparado para o ar, não vejo nenhuma contradição.


 



publicado por joao moreira de sá
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PSD/Continente

O exercício do poder politico pressupõe (na maioria das situações) um conjunto de convicções. Da mesma forma, parte-se do princípio que o facto de se pertencer a um partido impõe a aceitação e o apoio a um conjunto de valores.


Assim sendo, parece-me lógico que fazendo o PSD/M parte do PSD se guie pelos mesmos princípios ideológicos. Sabendo ainda que não houve uma demarcação clara do PSD/Continente (esta esquizofrenia é, no mínimo, curiosa) às politicas do PSD/M pressupõe-se que as aceita e apoia.


Não se põe em causa a legitimidade das decisões políticas de Alberto João Jardim. Mais, é patente que os madeirenses apoiam a sua governação. Isso é tão claro que parece que há madeirenses que se ofendem por se criticar o Presidente deles...


O que se pergunta é se o modelo de desenvolvimento madeirense é o modelo que o PSD quer para o país. Quererá o PSD que o “Estado seja um corrector das desigualdades sociais e motor da economia, através do investimento público”?


É que uma resposta positiva a esta pergunta serviria, na pior das hipóteses, para sabermos das convicções do actual PSD. E, para defender isto ninguém melhor que Alberto João Jardim.


O que não se pode é confundir isto com qualquer tipo de anti-jardinismo. É apenas uma forma de saber escolher o caminho que se quer tomar.


 


 



publicado por Pedro Marques Lopes
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Rui Ramos e mais
Pode parecer - e é - elogio em causa própria, mas não posso deixar de aplaudir a recém-entrada de Rui Ramos no mundo da blogosfera. Porque este é o primeiro poste da vida do historiador. Mais logo, depois da meia-noite, publicaremos na íntegra o seu habitual artigo de quarta-feira no "Público". Depois de Luciano Amaral, que também promete aparecer sempre que puder, assim como dos autores que já faziam parte há mais tempo desta equipa, outras grandes aquisições se seguirão - no sentido de que o blogue da Atlântico seja cada vez mais a continuidade da revista em papel. Para quem queira conhecer melhor os autores que por aqui escrevem, aconselha-se uma visita à página dos Atlânticos - ainda em construção tal como o site que está para chegar, obra e graça do talento de Lucy Pepper. Thank you.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Dúvidas e Confusões
Dizer que a campanha eleitoral na Madeira demonstra uma confusão no plano ideológico da sociedade portuguesa é, na minha opinião, querer fazer da Madeira uma espécie de escape do verdadeiro problema do país.

Se é um facto que a Madeira é governada há 30 anos pelo mesmo partido e pelo mesmo governante, também convém lembrar que o PSD/M nunca teve uma grande sinergia com o PSD nacional. Se este último está actualmente num dilema ideológico, isso em nada se reflecte na Madeira. Por várias vezes, Alberto João Jardim expôs as bases das suas políticas, uma das quais o papel que deve ter o Estado na sociedade, enquanto corrector das desigualdades sociais e enquanto motor da economia, através do investimento público. Este é o mesmo Alberto João Jardim, que perante uma alteração na leis das Finanças Regionais, reconheceu que o modelo de desenvolvimento da região teria que ser alterado.

Se agora está tanto na moda falar-se de anti-americanismo primário, sugeria que se começasse a pensar também em anti-jardinismo primário. Cada vez mais se lê tanta estupidez e tantas ideias erróneas sobre o que se passa na Madeira, facto que já nem dá revolta. Dá pena. Talvez seja por isso que os madeirenses aceitem tão alegremente os insultos que o seu presidente recebe.

O problema do PSD nacional não é Alberto João Jardim, nunca foi. A razão para esta governação social-democrata na Madeira é, para além da habilidade política do seu líder, a mediocridade dos socialistas na Madeira. O problema actual do PSD nacional, tem apenas um nome: José Sócrates. Até no PSD/M, este está a ter repercussões. Ignorar isto é fechar os olhos. Nada mais.

E apenas mais uma coisa. Há umas semanas, num jantar, disseram-me que Alberto João Jardim era a vergonha da nossa democracia. Na altura respondi: Para alguns até pode ser verdade. O que é certo, é que não consigo imaginar a nossa democracia sem o seu contributo, seja ele positivo ou negativo. Conseguem?

publicado por Bruno Gonçalves
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A não perder
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INGenuidades

Fotografia e Engenharia 1846-2006
Visitas guiadas em Maio
Prof. Jorge Calado (comissário)

Quinta-feira, 3 de Maio, 13h00
Sexta-feira, 4 de Maio, 13h15
Domingo, 6 de Maio, 16h00
INGenuidades – das forças da natureza ao espaço sideral

Acreditem que vale mesmo a pena esta visita proporcionada pelo serviço de Ciência da Gulbenkian. E guiada por Jorge Calado. Aproveitem que estes são os últimos dias.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Alberto João a Primeiro-Ministro

A campanha eleitoral na Madeira põe claramente a nu a confusão sobre pressupostos ideológicos na sociedade portuguesa e a inexistência de propostas políticas claras dentro da direita.


A Madeira é há trinta anos governada por alguém que acredita que deve ser o Governo Autónomo o maior empresário. Desta forma, chegou-se à situação em que cerca de 70% dos madeirenses dependem, directa ou indirectamente, do orçamento da Região Autónoma. Não me parece necessário discorrer sobre o impacto disto para toda a comunidade...


Pergunta-se: é isto que o PSD acredita ser uma proposta de governo à direita?


Defendendo o PSD este tipo de governação, sendo Alberto João o seu mestre executor e sabendo este, como ninguém, ganhar eleições, de que é que estão à espera os militantes do PSD para o eleger presidente do partido?


Não se percebe.


 



publicado por Pedro Marques Lopes
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A ler:
Taxa plana, taxa óptima, pelo Tiago Mendes no Diário Económico.

publicado por Bruno Gonçalves
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Bom sinal a oriente
Recordo uma das minhas previsões para 2007:
- «Eleições antecipadas em Israel».
É um bom sinal.

publicado por Tiago Moreira de Sá
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Um, dois, esquerda, direita
(A propósito de o jornalismo português ser mais de esquerda que de direita)

Na verdade, muito do nosso jornalismo é ainda uma criatura que nasceu no pós 25 de Abril. Livre da Censura oficial, a esmagadora maioria dos jornalistas que viveu a revolução (e conservou os seus empregos) depressa percebeu que convinha dar uma matiz de esquerda aos 'conteúdos' (como se diz agora). Para o meu argumento é irrelevante saber se era militância de causa; se uma normal consequência de querer a maior distância possível do antigo regime; se uma mera aplicação do ditado Em Roma sê Romano. Para o meu argumento também é irrelevante saber se foi o jornalismo que foi pintando a realidade à esquerda, se era o 'público' (como se diz agora) que assim o exigia e portanto o jornalismo acompanhou a tendência.



Esta matiz de esquerda que refiro é aquela tendência contra-poder para com os Governos; aquela tendência paternalista para com os pobres e os desempregados; aquele descarregar de culpabilização que implicava publicar fotografias do Sebastião Salgado por tudo e por nada; aquela veneração do intelectual; aquele desprezo por tudo o que fosse popular entre os populares; uma certa animosidade para com os americanos e os ricos, etc.

No fundo, esta matiz de esquerda caracaterizava-se por uma indiferença total perante aquilo que os leitores eventualmente haveriam de querer ler. Os media eram feitos por jornalistas e eram 'assim'. Ponto final. Se alguma vez faliram, foi porque alguém lhes tirou o tapete e não investiu, jamais porque o 'público' não se identificava com eles.

É que esta matiz de esquerda do jornalismo também implicava noitadas com colegas; horários de trabalho heteredoxos; desrespeito pelos anunciantes; prazos queimados e bastante ócio profissional. Digamos que uns trabalhavam que nem uns cães, enquanto que outros andavam meses, anos, em busca da 'verdade', do 'rigor' e da 'cacha'. Por mais que o ordenado lhes chegasse ao fim do mês, o raio da 'verdade' e do 'rigor' teimavam em não aparecer.

Em comum a quase todos uma absoluta ignorância e indiferença para com as contas, o negócio, dos meios de comunicação onde se trabalhava. Nada podia parar o jornalismo, muito menos um contabilista ou um empresário. O jornal/revista/rádio perdia dinheiro? Que se saiba, isso nunca foi culpa nem do jornalismo, nem dos jornalistas. Aliás, o que é o dinheiro quando se trata da nobre missão de formar e informar?

Aliás, o conflito entre o patrão (na medida em que este queria poupar e queria o seu capital remunerado) e o jornalista (que queria gastar o que entendia ter de ser gasto a perseguir a 'verdade', o 'rigor' e a 'cacha' e que queria sobretudo comprar fotografias do Sebastião Salgado), foi (e ainda é) uma constante nas nossas redacções.

A esquerda, Os jornalistas, sempre mais gastadores, tramaram-se. Se hoje os empresários e os patrões são quem manda de facto nos media e os fecham quando 'aquilo não dá dinheiro' é uma consequência deste despesismo (ainda que plenamente justificado em nome da nobre missão).

Porque vocês nem imaginam o quanto Sebastião Salgado gosta de dinheiro, o quanto custam aquelas fotos...

publicado por Pedro Boucherie Mendes
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A ler
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Desta vez, uma recomendação realmente em causa própria. São dois postes sobre artigos na revista Atlântico, desta edição nas bancas, um deles do próprio autor, o que é assinado por André Abrantes Amaral n' O Insurgente. O outro, também no mesmo blogue, de André Azevedo Alves, sobre o excelente texto de David Oppenheimer, a propósito de um livro de Miguel Portas.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Juntar o inútil ao desagradável


O Grande Oriente Lusitano (GOL), principal obediência maçónica em Portugal, aprova o aproveitamento, em 2010, das celebrações dos cem anos da instauração da República, para se rever o Código Civil de forma a permitir o casamento entre homossexuais.

João Pedro Henriques, no "DN".

--

O único comentário possível é que será natural que o GOL ofereça as suas facilities - e, até, quem sabe, as suas saias e restante indumentária - para a celebração dos novos "casamentos". Não tenho nada a opôr. Numa altura em que já ninguém se quer casar os homossexuais são os únicos que poderão reabilitar uma instituição em decadência. Só lamento que não possam procriar, porque seria um sério contributo no combate ao envelhecimento das populações e à quebra de natalidade. Espero ainda que a República não imponha a sua obrigatoriedade.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Vale a pena
Vale a pena insistir – e alguns ainda o fazem –, porque a questão não é despicienda. Não é coisa apenas de monomaníacos ou de “jornalismo de sarjeta”. Refiro-me, é claro, ao caso da licenciatura de Sócrates e a saber se ele faltou (e se o fez voluntariamente) à verdade nas explicações que deu. A Procuradoria-Geral da República decidiu-se a avançar com uma investigação: ainda bem. Porque, francamente, é muitíssimo mais importante que as coisas do futebol. Tem a ver com o mínimo de confiança que devemos depositar nos nossos governantes: interessa saber se eles são apenas "máquinas de palavras" ou não. Mas se, com a investigação, tudo permanecer inconclusivo e se for esbatendo, é péssimo. Num número já antigo da revista Atlântico, escrevi um texto crítico sobre Portugal Hoje, de José Gil (um filósofo que aprecio, de resto, sob muitos outros aspectos), e, nomeadamente, sobre o seu conceito de “não-inscrição” (as coisas passam por nós, em Portugal, e é como se nunca tivessem acontecido, para simplificar). Não creio que hoje tirasse uma vírgula ao que escrevi. A “não-inscrição” não é uma tara lusitana. É, entre outras coisas, o produto de forças agentes que devem ser combatidas. E devem ser combatidas com um propósito: manter alguma saúde (atenção à realidade) na nossa relação com o passado e o presente. Apurar responsabilidades é uma maneira de combater a impunidade dessas forças e, no caso presente, de ponderar a confiança que concedemos a quem nos pastoreia. Uma confiança que até pode voltar – não digo que volte, digo que pode ser assim – se as culpas (no caso de existirem) forem admitidas. Como toda a gente – meio por ignorância, meio por vergonha, meio por causa de sei lá quê (por acaso sei) – fartei-me de rir, desde Bill Clinton, com a mania contemporânea de pedir desculpas. Hoje já não me rio tanto. Ou, pelo menos, o riso é menos alarve.

publicado por Paulo Tunhas
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Terça-feira, 1 de Maio de 2007
Enquanto isto, na Turquia


O primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan anunciou hoje que pretende pedir ao Parlamento a convocação de eleições legislativas antecipadas, depois do Tribunal Constitucional ter anulado hoje a primeira volta das presidenciais.

A propósito desta notícia do "Público", ler o muito recomendável Notícias da Turquia, de Lídia Lopes, em Ancara.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quem é selvagem, quem é?
O líder do PNR lembrou que a classe média portuguesa está cada vez mais endividada, enquanto os governantes "acumulam o tacho", "servem e servem-se do capitalismo selvagem em nome do lucro e da competitividade".

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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De share em share, até à derrota final
"The Middle of Nowhere", Edward Luttwak, na Prospect, que é como quem diz na esquerda civilizada.

Um dos grandes mitos do nosso tempo é a centralidade do médio oriente, como se aquilo fosse o centro do mundo. As TVs, na Europa, centram todas as atenções sobre aquilo. Como já escreveu Luttwak noutro sítio, a TV é um buraco negro, um factor de desinformação, e de estupidificação. Os eleitorados, usando apenas a emoção das imagens (já não se usa a razão das palavras e números), são simplesmente enganados em relação ao que se passa na política internacional. A coisa mais fácil do mundo é mentir através de imagens reais. E, às vezes, a mentira mediática não vem apenas por escolha ou omissão ideológica. É a própria incapacidade da TV para explicar as coisas que complica a situação.

Há regiões mais importantes do que o Médio Oriente, mas a TV centra-se ali (e era assim antes do 9/11 e sequelas). Um polícia israelita dá um tiro: 10 minutos de telejornal. O Paquistão e a Índia entram em guerra: mísera nota de rodapé (apesar de estarmos aqui a falar de guerra convencional entre potências... nucleares). Desde 1921, morreram 100 mil pessoas no conflito judaico-mundo árabe. Morrem 100 mil pessoas por ano no Sudão.

Hoje, os problemas estratégicos centrais estão no Extremo Oriente. Mas como só há americanos a morrer e a matar no Médio Oriente é disso que se fala. A Índia assina um acordo com o Japão (3ª e 4ª economias do mundo em PPP). Nada. O Castro tem um bocadinho de tosse: oh, meu deus, meia hora de telejornal e enviada especial a Havana. Japão e China reúnem-se para aliviar os nervos do presente e do passado. Nada. Nem nota de rodapé. O Chavéz faz uma diabrura mediática: as redacções riem-se e mostram a coisa já no final do telejornal como comic relief.

De share em share, até à derrota final. É assim a Europa de hoje. Derrota às mãos de uma actualidade sem ligação com a realidade estratégica.

publicado por Henrique Raposo
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Historiador fanhoso


Tallin é uma cidade cheia de estónia.


 

publicado por joao moreira de sá
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E por falar em pobres

 


A América Latina anda à procura das chavez da evo-lucão?


 



publicado por joao moreira de sá
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Queixinhas

 


O problema de os ricos estarem cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres talvez resida no facto de apenas os segundos se queixarem.




publicado por joao moreira de sá
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Jornais e Jornais

Em França, como em Portugal, há dois tipos de jornais.


 


Lá, os que dão indicação para votar em Ségolène e os que dão indicação para votar em Sarkozy.


 


Cá, os que dão noticias e os que dão brindes.


 



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Ironiazita 1/5

Viva, viva!


 


Conquistámos a liberdade de passar um dia inteiro no Colombo.


 



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Recordar é viver?
Talvez se possa agora, mais de trinta anos passados, revisitar com alguma distância o passado recente das 'Prisões políticas depois do 25 de Abril' , como se pode ler ao visitar o site recentemente criado precisamente por «um grupo de ex-presos políticos depois do «25/04». «Abril...Prisões Mil!» (*) é um desafio em nome da verdade histórica, um teste à liberdade de expressão e à liberdade política nos dias de hoje.(*) abrilprisoesmil.googlepages.com

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Credibilidade na Procuradoria
O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, não ficou indiferente à "mão-cheia" de cartas que recebeu sobre a licenciatura obtida pelo primeiro-ministro, José Sócrates, na Universidade Independente (UnI). Ordenou ontem que "todas as denúncias e documentos" remetidos à Procuradoria-Geral da República (PGR) fossem canalizados para a coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida.

Por despacho de Pinto Monteiro "todas as denúncias e documentos remetidos relacionados com a Universidade Independente foram entregues à procuradora-geral adjunta, para que investigue o que for necessário, sem prejuízo das investigações já em curso", refere informação ao PÚBLICO do gabinete de imprensa da PGR.

No Público de hoje.

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Correio atlântico
Associação Portuguesa de Photographi@

Foi criada no dia 13 de Abril a Associação Portuguesa de Photographi@. Cem anos depois de ter sido fundada a sua antecessora, a Sociedade Portuguesa de Photographia. No Cartório Nacional de Georgina Martins, em Lisboa, assinaram a escritura de fundação e legalização os seguintes doze sócios fundadores: Alexandre Ramires, Ângela Camila, António Barreto, António Faria, António Pedro Vicente, Carlos Miguel Fernandes, João Clode, João Loureiro, José Pessoa, Madalena Lello Colaço, Sérgio Gomes e Vitória Mesquita. A associação conta já com várias dezenas de futuros sócios fundadores.

Sem propósitos de especulação comercial nem fins lucrativos, a APPh tem como objectivos o estudo histórico e o progresso científico e artístico da fotografia nas suas implicações técnicas, históricas e sociológicas e aplicações científicas e artísticas, designadamente a investigação sociológica e histórica da imagem fotográfica; a memória fotográfica e a sua preservação; a aplicação de métodos de inventariação e catalogação; a investigação estética e artística inclusivamente na fotografia moderna.

A Associação procurará dignificar o património fotográfico nacional, estimular a organização de uma biblioteca e de um centro de documentação. Assim como se esforçará por organizar exposições, cursos, conferências e colóquios. A APPh pretende ainda contribuir para o fomento do ensino da fotografia em todos os níveis e graus de ensino.

A APPh tem já, ainda em construção mas já acessível a todos, um Blogue, cujo endereço é: http://apphotographia.blogspot.com/

[Recebido por email]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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