Terça-feira, 29 de Maio de 2007
Trocadilhos mesmo, mesmo parvos

- Os presos quando vão à praia, vão em caução de banho?


 

- É verdade que captas os pensamentos da mente?


- Mente? Capto.


 

- Tenho um grilo em acricrilico.


 

- Condeixa?


- Deixo.



publicado por joao moreira de sá
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Ó M’lher!


- Quero fazer uma permanente.

- Devo frisar que não concordo.



publicado por joao moreira de sá
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Teoria com duvida
A quantidade de vezes que o euromilhões sai em Portugal faz-me desconfiar que das duas uma, ou é ajuda humanitária ou foi a forma que a UE encontrou de nos dar os subsídios sem passar pelo governo.



publicado por joao moreira de sá
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Trocadilhos com erro ortográfico


- Preciso de um conselho, amigo.

- Como teu amigo, o único que te posso dar é o de Almeirim.

publicado por joao moreira de sá
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Gilda e Rita
[Alfarrabista, Atlântico 22, Janeiro último]

Este A.J.P. Taylor foi arrancado a um alfarrabista teimoso, londrino desdentado e maldisposto, algures naquela rua que um dia hei-de ter em Lisboa: a Charing Cross Road. A Charing Cross é, em simultâneo, o altar, o paraíso, o harém e o bordel do bibliómano. Nada melhor, portanto, para introduzir A.J.P. Taylor (1906-1990), provavelmente o maior historiador britânico do século XX. Um homem que recusava tirar «lições da história» porque não tinha «sistema» ou «interpretação moral» (p. 7). É, por isso, um autor desconhecido em Portugal, país conhecido por ser uma sucursal da moral marxista.

Em Europe: Grandeur and Decline, Taylor reuniu 53 ensaios, escritos entre 1943 e 1955, sobre diversos temas e, sobretudo, personalidades europeias dos séculos XIX e XX. Mas porquê regressar a Taylor neste momento? Para se perceber o tema do momento nos EUA: o regresso dos realistas depois do fracasso dos esquerdistas convertidos ao culto do Poder, os neoconservadores. Neste momento, os neocon são os grandes defensores da grande tradição iluminista ocidental. Atacam a predisposição conservadora de Kissinger e Baker à boa maneira esquerdista: o realismo, dizem, é “reaccionário”. A ligação entre o neocon e a direita é tão íntima como o elo entre o árctico e o camelo. E as discussões entre esquerdistas europeus e neocons americanos são assuntos de família (eis o segredo destes últimos anos).

Os neocon consideram os realistas como “amorais”. Figuras históricas como Bismarck ou Kissinger são reduzidas a uma dimensão caricatural: monstros amorais que defendem o Ancien Regime, ou seja, as velhas ideias da Velha Europa; ideias incompatíveis com a City upon the Hill do Novo Mundo. Para contestar esta visão superficial, não há nada melhor do que recuperar um grande historiador da velha Europa (a genuína, não a de Chirac e Schroeder). A.P.J. Taylor é o homem ideal para nos ajudar a compreender os grandes realistas do passado como Otto von Bismarck (1815-1898). Sem moralismo, Sem provincianismo do presente, sem veredictos de fim-de-história.

Taylor recorda-nos a diferença central entre o optimista progressista (aquele que acredita) e o céptico conservador (aquele que duvida). O optimismo político determina uma linear meta histórica (expandir a democracia, no caso neocon). O céptico, como Bismarck, não pretende levar a História para lado nenhum. Não quer o sublime no futuro. Quer apenas a dignidade no presente. Não quer fazer o Bem para a fictícia Humanidade; quer somente evitar o pior para os homens reais. O grande feito de Bismarck «foi manter a grandeza alemã dentro dos limites» (p.87). Enquanto foi possível, o Chanceler de Ferro controlou a loucura germânica. Como? Através daquilo que Taylor descreveu como a choice of evils (p. 234). Numa época de guerras justas, a nossa, convém lembrar que as guerras não são justas ou injustas. São necessárias ou desnecessárias. Uma guerra ou é um lesser evil (p. 96) ou não é.

Os realistas, ao contrário do que julgam os neocon, não são amorais. Têm é uma moral diferente. Se Kristol tem uma moral derivada da convicção, Kissinger tem uma moral derivada da necessidade. O espírito bismarckiano responde à pergunta “o que deve ser feito?”. O neocon não questiona; faz afirmações: “devemos fazer X e Y”. O ponto de interrogação (?) do teclado de Kagan e Kristol nunca foi usado.

Bismarck olhava de frente os homens tal como eles são no mundo real e não como deveriam ser num mundo ideal. E isso é um pecado na terra santa dos progressistas. A modernidade é um jogo de máscaras. Quem não coloca a sua máscara, quem não entra na política “cénica”, quem não procura fugir da realidade tem um destino certo: ser desprezado. Quando os “homens não gostam de Bismarck devido ao seu realismo, o que eles não gostam mesmo é da realidade” (p. 94). Hoje, quando os neocon criticam o realismo de Baker, na verdade, estão a revelar o seu reduzido à-vontade com a realidade plural e caótica dos homens. Uma realidade que não aceita o seu arrumadinho Homem ideal. Mas, mesmo assim, os neocon recusam rever as suas concepções à luz da realidade. Ignoram-na, simplesmente. E, para cúmulo, transferem a frustração não para a realidade mas para o realista. Matam o mensageiro do mal, evitando o mal. Afinal, há que evitar os factos, esses grandes reaccionários.

Rita Hayworth dizia que os “homens vão para a cama com a Gilda, mas acordam comigo”. Quando, às 8 da manhã, percebiam que a Gilda (a personagem lendária) era uma ilusão das 10 da noite, e que a Rita era uma mulher como todas as outras, os amantes de Hayworth saiam de cena. Os esquerdistas, neocon incluídos, fazem o mesmo com a realidade. Dormem com a Gilda (utopia), mas quando descobrem que, afinal, apenas existe a Rita (realidade), deixam esta pendurada, e vão à procura de outra Gilda (quantas Gildas já tiveram os comunistas?). E, para cúmulo, criticam os homens que são capazes de fazer amor com a Rita às 9 da manhã.

A grande lição de homens como Bismarck (e, já agora, Taylor) é a seguinte: evitar o fascínio fictício da Gilda e amar a simplicidade crua da Rita. Hoje, a América, depois de um caso com a Gilda, regressa ao colo da Rita. Washington regressa à «política como arte do possível» (p. 367). A Rita é um mal menor? Se calhar. Mas tem uma vantagem sobre a Gilda: existe mesmo. E não nos prega estalos.



publicado por Henrique Raposo
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Chamar urubu de meu louro
Lembro-me que a coisa começou a sério ainda eu estava no Rio. A coisa é o problema das quotas. Começou-se a discutir se se deveria introduzir quotas para brancos, pretos e pardos (como lá se diz) nas universidades. A última Veja traz alguns detalhes sobre a polémica e a possibilidade de se passar, como eufemisticamente se pode dizer, para a “extra-polémica”. Um livro com trinta e quatro contribuições diferentes põe em causa a introdução do sistema de quotas. A organizadora, a antropóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro Yvonne Maggie, tem sofrido ameaças de morte. Dois dos autores, pretos, do livro são chamados “escravos” na Internet. Um antropólogo defensor do sistema de quotas, Júlio César Tavares, “militante do movimento negro”, declarou a propósito, ao Estado de S. Paulo: “Chega um momento em que o diálogo se esgota (…) Acho que o racista na rua tem de apanhar”. No que se encontra bem apoiado pela ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial: “Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco”. Para mais, as coisas são, por razões óbvias, complicadas no Brasil. A atleta Daiane Santos, pretíssima, tem 40% de DNA branquíssimo, e o risco é muito grande, como me diz o meu amigo Renato Lessa, citando alguém que eu não conheço, de “chamar urubu de meu louro”.

publicado por Paulo Tunhas
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Como aplicar o liberalismo aos partidos?


Concordo com o Rui de Albuquerque: o liberalismo não é uma ideologia. Não deve ser posto ao serviço de um ou mais partidos. Para mim, ser liberal é sobretudo uma predisposição, no conceito conservador de Michael Oakeshott. Devemos fugir das prateleiras ou etiquetas rígidas, mais ou menos puristas. Discutir o sexo dos liberais pode ser interessante para ocupar o tempo mas não leva a lado nenhum. Sobretudo num país atrasado e dominado por (pre)conceitos estatistas - ou socialistas - como Portugal. Só posso porém ler com alguma ironia o restante texto citado de RA e faço-lhe por isso uma pergunta: de que modo é que o "liberalismo é perigoso" e qual a melhor forma de o prosseguir: mantendo-o apenas teórico em textos obviamente recomendáveis, mas lidos por algumas - poucas - elites, ou procurando aplicar as suas receitas na medida do possível em políticas concretas a serem apresentadas por um ou mais partidos?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Eles deviam ler


"O Eduquês em discurso directo", de Nuno Crato, deveria ser livro de cabeceira dos senhores responsáveis do Ministério de Educação. E o novo episódio das "provas de aferição" pode dar um novo capítulo para o autor.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler
A propósito disto - dos erros de ortografia que servem como "técnica de avaliação" - ler este provas de aferissão, no Portugal Contemporâneo.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Para ler antes de “largar disparates”
Reflectir um bocadinho não resolve tudo mas ajuda a evitar "largar disparates" de forma leviana e mal criada:

Paternalismos. Por João Miranda.

O paternalismo é uma abordagem aos problemas sociais que pressupõe que determinadas pessoas (habitualmente os seus proponentes que se autonomeiam para a função) não são afectadas pelos problemas que minam o resto da sociedade.


Uma questão disparatada sobre paternalismo liberal. Por Carlos G. Pinto.

Justifica-se aqui algum tipo de intervenção liberal-paternalista (p.e.: 5 anos em que só são permitidas relações sexuais homossexuais seguidos de um período de liberalização)?


publicado por André Alves
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Viva o velho
http://expresso.clix.pt/Storage/ng1011451.jpg

Como já se percebeu, o velho Partido Socialista não morre de amores pelo "novo socialismo" de José Sócrates - e vice-versa. A desagregação no interior do PS já tinha dado os seus primeiros passos com a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República. Com a candidatura de Helena Roseta em Lisboa, reforçam-se os sinais de um confronto que não se limita a questões pessoais, mas também. Há no PS quem apenas tolere Sócrates em razão da maioria absoluta. Falta saber até onde vai esta desagregação socialista e a votação que Roseta obtiver nas próximas intercalares poderá ser o princípio de mais do que um mero movimento de cidadãos. Como demonstra a presença conjunta de Manuel e Helena no lançamento de um livro sobre as presidenciais. Dificilmente tudo continuará como antes depois do dia 15 de Julho.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Reler a revista no blogue
 

O resgate do soldado Bradley

Luciano Amaral

Vale a pena começar pelo óbvio sobre As Bandeiras dos Nossos Pais, de Clint Eastwood: é uma grande história. É a história dos soldados americanos que ficaram na fotografia célebre em que a stars and stripes é erguida no topo do monte Suribachi, na ilha de Iwo Jima, durante a guerra do Pacífico. O que a transforma numa grande história é a colecção de ironias de que se constrói. Os soldados da fotografia não foram os primeiros a erguer a bandeira (e portanto não foram os primeiros a chegar ao topo do monte), mas um segundo grupo que substituiu a bandeira original, a qual foi pedida (como souvenir) pelo secretário da Marinha ao chegar à ilha. O acto de erguer a bandeira também não representou a vitória dos EUA na batalha de Iwo Jima. A bandeira foi colocada ao quinto dia de confrontos e estes iriam durar ainda cerca de um mês. Embora nunca conste das versões americanas da batalha, certas versões japonesas dizem que por mais de uma vez a bandeira americana foi substituída pela japonesa durante o mês seguinte. Há ainda a ironia dos erros de identificação dos soldados, sendo atribuída a um deles a presença na fotografia, esquecendo-se o nome de um outro. Claro que a grande ironia é o facto de os soldados da fotografia terem ficado conhecidos pelo nome e célebres à época enquanto heróis da guerra do Pacífico, apesar de nenhum deles se ter exactamente destacado por feitos heróicos em batalha (embora, como o filme nos pretende dizer, nas condições de carnificina de Iwo Jima – e, depois, de Okinawa – todos tenham sido heróis). Centenas de milhares de soldados morreram nos desembarques de Iwo Jima e Okinawa e permaneceram anónimos. Estes seis (na verdade três, porque os outros três viriam a morrer em combate antes de regressarem aos EUA) mereceram a fama apenas por terem ficado numa fotografia.
Este é, evidentemente, um excelente material trágico e Eastwood é um grande cineasta de tragédias (há mesmo quem já o tenha chamado de “Sófocles moderno”). Nem sempre é valorizada a importância da ironia para a tragédia, mas a verdade é que, na tragédia, a ironia é quase tudo. O esteio da tragédia é a ironia de que as coisas não deveriam ter-se passado como passaram: não há sequência mais irónica, neste sentido, do que o regresso do herói Agamémnon a Argos, depois dos anos da guerra de Tróia, para encontrar Clitemnestra nos braços de Egisto e ser assassinado pelos dois, desencadeando-se assim o ciclo trágico que terminará com o julgamento de Orestes, depois de cumprir a vingança sobre a mãe que o deu à luz. Este filme possui, porém, um fundo pedagógico que quebra com o princípio inexplicável da tragédia. Eastwood é inteiramente explícito sobre o que pretende que o espectador entenda. Por isso coloca os veteranos do Pacífico e o filho do corpsman Bradley a explicar-nos o que acha que é o heroísmo. Heróis foram todos e não apenas os que ficaram conhecidos por aparecerem numa mera fotografia e, se heróis foram todos, então não há heróis, e muito menos aqueles que são reconhecidos enquanto tais. Eastwood cai também na facilidade da denúncia do presumível cinismo dos responsáveis políticos, que usam os “heróis” da fotografia para o fim supostamente obsceno de lançarem um empréstimo público para financiamento da guerra. Havendo ainda o recurso tosco à vitimização da condição índia, personificada no soldado Ira Hayes (que os amantes de country music conhecem da célebre The Ballad of Ira Hayes, popularizada por Johnny Cash) e outros truques retóricos do mesmo género.
Já muita gente estabeleceu um paralelo entre este filme e O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg. O paralelo justifica-se por mais de uma razão. Em primeiro lugar, porque Spielberg é o produtor e esteve para ser o realizador original de As Bandeiras dos Nossos Pais. Depois, porque há uma certa réplica formal na maneira como o desembarque e a batalha são filmados. Dito isto, o filme de Eastwood é menos interessante do que o de Spielberg. Embora tenha sido muito louvada a frenética sequência original do desembarque na Normandia em O Resgate do Soldado Ryan, algumas das partes mais interessantes do filme são aquelas em que não acontece nada. Abundam os livros de memórias que nos falam do tédio da guerra: dias e dias em que nada acontece, seguidos então de momentos (que parecem anos) de combate feroz. E há ainda, no filme de Spielberg, o lado irremediável da morte de um esquadrão inteiro de soldados apenas para salvar a vida de um só que ficou para trás nas linhas inimigas. Não vale a pena explorar aqui as implicações trágicas da história. Mas é fácil ver que tem muitas.
Claro que As Bandeiras dos Nossos Pais é mais uma reedição do grande tema de Eastwood: a perda da inocência e a corrupção da personalidade a que se resume o decurso da vida. Mas Eastwood já filmou melhor o tema (basta lembrar, por exemplo, Mystic River ou Absolute Power). Não é isto que faz deste um filme mau (Eastwood ainda está para fazer um). Apenas não é um filme extraordinário.

[Artigo publicado na Atlântico de Fevereiro]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Dia Europeu dos Vizinhos
Acabo de ser informado, pela TSF, que hoje é o Dia Europeu dos Vizinhos. Há dias europeus e mundiais de tudo e mais alguma coisa, e ninguém dá conta deles, tirando o do “sem carros”, porque complica a vida das pessoas. Mas dei-me a pensar no que me aconteceria se fosse um cidadão escrupuloso e dedicado, um verdadeiro autómato humano do século XXI. Bom, tinha que me meter no elevador, e, com um ar genial (como diria o Tiago Mendes, para logo corrigir por sorridente e alegre), andar a abraçar e a dar beijinhos a uma data de gente que nunca vi, graças a Deus, mais gorda. Consumado o exercício, e já com reputação garantida de maluquinho no prédio, atravessava a rua para cumprimentar efusivamente o pessoal e os proprietários do Restaurante “Romaria”. O pouco que me restava de dignidade ver-se-ia quase esgotado nesta última perfeita acção. Não teria depois mais cara para entrar lá dentro (o que seria pena, porque se come muito barato, e surpreendentemente bem). Mas precisaria ainda de um pouco de energia suplementar: primeiro, para ir aos correios em baixo do prédio, cada vez mais genial (ver o primeiro parêntesis do post) e cada vez mais ridículo; e, depois, para entrar no “espaço de moda íntima” ao lado e assustar a menina com efusões de boa vizinhança. Se, nesta altura, a polícia ainda não me tivesse apanhado, voltava para casa, ligava o computador e era a vez dos vizinhos (metafóricos) deste blog. Como os cumprimentar individualmente, já que uma saudação genérica seria insuficiente e contrária ao espírito da coisa? Pela ordem alfabética, é claro. Esgotado e destroçado por tanta genialidade (voltar ao princípio do texto), receberia finalmente um mail do Paulo Pinto Mascarenhas a dizer-me que precisava de descansar. Moral da história: se levasse a sério o Dia Europeu dos Vizinhos, faria ainda piores figuras do que de costume e queixar-me-ia amargamente de me ter levantado hoje. Portanto, vou tratar toda a gente com a indiferença que esses previsíveis ingratos merecem. Levam um “Bom dia” e andam com sorte.

publicado por Paulo Tunhas
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Estado mau pagador
Um relatório hoje divulgado revela que o prazo médio de pagamento do Estado a fornecedores agravou-se atingindo os 152 dias. Como bem lembra o Jornal de Negócios, o programa deste governo dizia ser esta uma "das maiores barreiras ao crescimento das empresas" pelo que pretendia "diminuir os atrasos nos pagamentos comerciais".

Ainda recentemente o Estado implementou uma série de medidas que incluiam o não pagamento a fornecedores que se encontrassem em dívida com o Estado. Seria pois lícito que os credores do Estado suspendessem o pagamento de impostos até verem a sua situação regularizada.

publicado por Miguel Noronha
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Abaixo o feminismo (2)
Is Feminism a Mental Disorder? Por Carey Roberts.

Peer into the dark heart of radical feminism, and you'll get a glimpse of a seething caldron of delusion, phobia, and paranoia.

Visit the N.O.W. website and you'll see dark warnings that "women are still not receiving equal pay for equal work." Things are even worse at the National Abortion Rights League, which alerts us that President Bush "has waged a tireless war on women's reproductive rights and personal privacy."

But the greatest feminist boogeyman is domestic violence. No other issue so propels the luna-chicks into a wailing convulsion of breast-beating and hair-pulling.


Leitura complementar: FEMINISMO E A FAMÍLIA.

publicado por André Alves
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E vem aí o nosso correspondente europeu
Henrique Burnay dispensa para mim muitas apresentações, mas vou só dizer que, para além de amigo de longa data, é um antigo camarada de jornalismo desde os tempos do velho Indy, onde também foi editor. Colaborador da revista quase desde o seu início, é ainda hoje o nosso correspondente de guerra em Bruxelas, responsável pela coluna Couve de Bruxelas. Um especialista em assuntos europeus - e não só. Dentro de momentos entrará em funções aqui no blogue da Atlântico, acumulando com o blogue de origem, o 31 da Armada. Bem-vindo, Henrique, podes começar quando quiseres, que esta casa também é tua.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007
Those Fucking Portuguese

What is the history of these developments? Six hundred years ago, China and the area that is now India accounted for about 75 percent of global GDP. Europe was insignificant, and America still lay undiscovered beyond the Atlantic. Then, Portugal's Prince Henry the Navigator led an effort to develop superior ships and nautical technology, enabling his captains to get around Africa and develop sea routes that would evade the Arab/Venetian-controlled overland caravan tracks to the riches of the East.


When Vasco da Gama arrived in Calicut in 1497, the first era of globalization was launched: European countries competed to use their superior technology to create worldwide empires. Earlier in the 15th century, the Chinese had sent great fleets to India, the Persian Gulf, and the South Pacific, but without establishing trade ties or conquering territory. By the time the Portuguese arrived, the Chinese had gone home and forgotten how to build ships. Five hundred years later, at the dawn of the 20th century, Europe and the United States accounted for the vast bulk of world GDP, while Asia had slipped into increasing economic insignificance.


 





publicado por Henrique Raposo
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A Igreja Internacional da Micrologia - II
Os resultados das eleições em Espanha, particularmente em Madrid, foram bons. Maus, é claro, para a Igreja Internacional da Micrologia (lema: nada é indiferente ou ilegislável). Mas bons para quem, sem folclore, quer respirar alguma liberdade. Claro que Madrid sucumbiu a uma vaga de fascismo, extremismo de direita, xenofobia, antropofagia, opressão, sarko-blayro-bushismo e coisas afins. Paciência. É como em França. Depois de amanhã ninguém repara. Não é tão terrível assim.

publicado por Paulo Tunhas
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Paradoxos II


Rio Frio é o nome mais estúpido que se podia dar a um deserto, que é quente e não tem água.



 

publicado por joao moreira de sá
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Paradoxos I
O cigarro mata 


Já a fêmea, a cigarra, é inofensiva.



 

publicado por joao moreira de sá
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Musicas: as respostas que ficaram por dar


"Quem me leva os meus fantasmas..."


- A Associação Remar.


 


"As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha tão modesta quanto eu"


- Pudera! Moras numa barraca.


 


"Eu, não sei o que me aconteceu..."


- Eu disse para não beberes tanto.


 


"Fui bailar, no meu batel..."


- És muita estúpida. Então não viste logo que aquilo se virava? Agora tás encharcada.



 

publicado por joao moreira de sá
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Mais um… Exclusivo Atlântico



- Deve construir-se um aeroporto numa zona que seja um deserto, um cancrozinho, uma coisinha sem um braço ou uma perninha? 

- "Jamais, jamais".  

 


Acabaram de assistir à Transcrição integral do trabalho final de Francês Técnico de Mário Lino.


 



publicado por joao moreira de sá
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O ocaso do Ocidente?
Twilight of the West

[alfarrabista, Atlântico 23, Fevereiro último]

Twilight of the West é um clássico contemporâneo. A Academia e a Imprensa, escravizadas pela agenda da TV, desprezam qualquer livro a cheirar a pó. Poucos se dão ao trabalho de ler um livro com nove anos. Mas deviam. É que os acontecimentos dos últimos anos elevaram Twilight of the West à condição de profecia. Uma profecia analítica e não redentora, entenda-se.

Christopher Coker (LSE) é um dos autores mais fascinantes em política internacional (aborda filosofia e literatura; despreza considerações estatísticas). A sua qualidade, formal e substantiva, está acima do mainstream americano (Fukuyama, Friedman, Huntington) e europeu (Habermas, Beck, Bauman). Os seus livros são mesmo para ler, ao contrário da multidão de livros produzidos pela indústria académica (feitos para serem consultados).

Porquê falar em profecia? Vamos com calma. A década de 90, convém lembrar, foi um tempo de tiradas proféticas. Fukuyama falou do fim-de-história (homem liberal). Habermas falou de um outro fim-de-história (homem pós-nacional). O dantesco Huntington, para ser do contra, respondeu com o choque civilizacional. Friedman, um Fukuyama sem Hegel, falou da harmonia global e do pacificador rebanho electrónico. Kaplan respondeu com o apocalipse do estado-falhado e com um rebanho bíblico de guerras-civis. Mas o verdadeiro, e discreto, profeta dos anos 90 foi (é) Christopher Coker. Com este livro (de 1998), Coker antecipou os factos geopolíticos que marcam, de facto, o início do século XXI: a crise da Aliança Atlântica (the West) e a emergência política dos mundos não-ocidentais.

Coker afirmava que a Aliança Atlântica, sendo um produto de circunstâncias históricas (Europa aniquilada em 1945; a ameaça da URSS), poderia não sobreviver ao desaparecimento das ditas circunstâncias. Ou seja, o futuro da Aliança, depois do desmoronamento da URSS, era mais do que incerto. Por outro lado, Coker constatava que o desenvolvimento de um novo elemento político, a UE, dificultava a manutenção da NATO. A Europa das nações ameaçava dar lugar a uma “Europa” centralizada. Sendo que, num cenário de um Estado Europeu Federal, a NATO deixaria de fazer sentido. Depois da recente crise transatlântica (que ainda não sarou), temos de dar crédito às previsões de Coker. De facto, o fim da Guerra-Fria retirou importância estratégica à Aliança. Os europeus já não temem os tanques soviéticos. Para os americanos, a Europa passou a ser “um” dos cenários estratégicos e não “o” cenário vital. Sem a sombra da URSS, qualquer discordância (como no caso iraquiano) assume dimensões graves porque americanos e europeus não são obrigados a encontrar um consenso. Depois, como é sabido, Chirac e Schroeder, aproveitando a turbulência de 2003, tentaram concretizar a ambição de uma Europa Unida, adversária dos EUA num mundo multipolar (falharam, mas a intenção ficou). Por último, relembre-se que o Atlantismo continua a fazer urticária a várias famílias políticas europeias. Não é preciso ir muito longe. Em Portugal, a esquerda jacobina e a sacristia salazarista partilham o nojo anti-americano.

Na segunda parte do livro, Coker criticava a perspectiva eurocêntrica do velho Ocidente (visível, em diversas formas, nos outros profetas: Fukuyama, Habermas, Huntington, Friedman, Kaplan): o «desafio da globalização é uma experiência que Oriente e Ocidente experimentam em conjunto» (p. 152). Salientamos: «em conjunto»; sem superioridade ocidental. Ora, mais uma vez, aquilo que Coker indiciava em 1998 está a concretizar-se. O Ocidente já não tem a supremacia política, económica e moral. Isso vê-se na recusa dos espaços islâmicos em aceitar a democracia liberal como modelo imposto. Isso é visível na forma como os autoritários “valores asiáticos” adquirem peso na arena internacional (China, Malásia, Singapura; em exportação para África e Médio Oriente). E o que dizer da forma como as potências asiáticas (China, Índia, Japão e trocos) desviam o centro de gravidade económico e político para a Ásia? O mundo ocidental, durante vários séculos, «tentou impor a sua própria voz à História»; pensou que representava o «futuro dos outros» (p. 142). Isso acabou. Até porque a modernidade não tem dono. É de quem a trabalhar. Seja Paris ou Nova Deli.

Coker fecha o livro a falar de reavaliação, de renovação da narrativa ocidental. E, parece-nos, é isso mesmo que está a acontecer (o homem deve ter varinha de condão). Depois das diabruras de Chirac e Schroeder, Merkel e Sarkozy oferecem um novo olhar atlântico. A famosa Carta dos 8 mostrou que uma Europa anti-americana é uma impossibilidade. Hoje, um dos temas centrais de debate internacional é a ideia de “NATO global” (parcerias com Japão, Austrália, Nova Zelândia). Mais: fala-se da necessidade de encontrar uma unidade estratégia entre todas as democracias liberais. Em 2007, autores como Ivo Daalder, Ikenberry, Kissinger ou James Lindsay defendem para todas as democracias do globo (não apenas atlânticas) aquilo que em 1949 só era possível no Atlântico: um chão comum de valores e interesses no sentido de «criar uma ordem democrática» à escala global (p. 34). Tudo isto vai no sentido da reavaliação de valores e perspectivas ocidentais sugerida pelo mago Christopher Coker. Merlin, encosta às boxes.

Façam o favor de traduzir o homem. Não é todos os dias que um profeta acerta. E, como dizia Nelson Rodrigues, só os profetas enxergam o óbvio.

publicado por Henrique Raposo
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Dia 1 nas bancas
CAPA.27.FINAL

André Azevedo Alves, João Marques de Almeida, Paulo Tunhas e Rui Ramos escrevem sobre a "Europa em mudança: Adeus Blair, Olá Sarkozy". Esther Mucznik sobre os esterótipos anti-semitas nos manuais escolares. Luciano Amaral sobre os 30 anos de Star Wars, o filme. João Caraça sobre o livro "A nova primavera do político". Vasco Rato sobre a Turquia e a União Europeia, vista de Istambul. Pedro Marques Lopes sobre o congresso do Bloco de Esquerda. Entre muitos outros textos de muito bons autores para um mês inteiro de leituras. Sexta-feira nas bancas

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O país segundo Mário Lino
Portugal.Lino

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O princípio do fim de Zapatero


Rajoy dobla el pulso a Zapatero y lleva al PP al triunfo en las municipales

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Jornalismo de sarjeta - ou o socialismo não se dá bem com a liberdade


Os últimos minutos da RCTV.
[Via O Insurgente]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A ler
A teoria da escolha pública e o projecto da Ota

N' O Insurgente

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O medo
Quando Nobre Guedes afirma que uma “concepção liberal seria uma catástrofe social”, esquece que o socialismo não só não produz mais riqueza, como não a distribui melhor que o liberalismo. O que diferencia o socialismo do liberalismo são dois pontos essenciais e uma verdade indiscutível.

O socialismo ilude-nos com a criação de riqueza, que se pretende resulte de uma medida política, que se vê e se controla. Nas políticas socialistas há um princípio, um meio e um fim. Podem ser revogadas ou até repetidas. As medidas de criação de riqueza estão nas mãos de quem decide: os eleitos que as tomaram e que poderão ser condenados ou premiados pela maioria dos eleitores. Há um sentimento de segurança e previsibilidade.

O socialismo tira riqueza a quem a produz e dá-a, não a quem necessita mas, a quem melhor a exige. A quem no estado detém o poder. Vemos isto na luta dos lobbies, entre as autarquias e as várias regiões do país. Na luta dos sindicatos, nas ordens profissionais e até entre os próprios ministérios. Ganha o melhor político, o mais convincente, o grande negociador.

Raramente ganha a melhor opção. Essa seria escolhida individualmente e em liberdade. Tal implicaria uma limitação do poder do estado. Um sentimento de vazio e impotência. O que mata o socialismo não é apenas a sua injustiça, nem a limitação da liberdade. É a descrença na pessoa humana. No indivíduo e na família. O socialismo joga com o desconhecido e assusta com o medo. Nobre Guedes foi mais um, de muitos outros, a fazer o aviso: Tenham medo, tenham muito medo.

publicado por André Abrantes Amaral
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Pedro Lomba sobre “A Lei de Salazar”


Quem elaborou a Constituição de 1933 que, durante 48 anos, foi a cúpula jurídica da ditadura do Estado Novo? Quem foram os constituintes de 1933? Durante décadas, estas perguntas foram um dos grandes enigmas da História do regime salazarista. Não se sabia muita coisa. Havia documentação por investigar, perguntas a fazer e hipóteses a lançar. A crença oficial, suportada em relatos memorialísticos, era a de que a Constituição de 1933 foi uma obra de Salazar e do seu putativo mentor, Quirino de Jesus. E, no entanto, outras explicações realçavam o papel da Igreja Católica, dos integralistas ou de notáveis jurídicos da época com os professores Fezas Vital ou Martinho Nobre de Melo. O desconhecimento prevalecia. 


O mistério da autoria da Constituição de 1933 não é apenas o de um mero texto jurídico. É um tema essencial para se perceber a forma como Salazar reuniu e pacificou numa Constituição ilegítima as várias tendências das direitas portuguesas da época. Não sem contestação, a Constituição de 1933 foi um compromisso que Salazar impos a essas direitas e que é uma prova histórica do crónico anti-liberalismo da direita em Portugal.


Este “A Lei de Salazar” é um livro notável e não tem nada a ver com a abundante prosa de circo que, por causa de um concurso televisivo, se escreveu nos últimos tempos sobre Salazar. Não devo omitir que sou amigo do autor, António de Araújo, uma das mais inteligentes criaturas que conheço. Leiam-no que se aprende muito.


Pedro Lomba [enviado por email]



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Portugal não é uma democracia como as outras
Quando o tribunal constitucional de um dado país é uma sucursal dos dois principais partidos (que ainda por cima são iguais em tudo), então, esse país não é uma democracia liberal-constitucional. É um país onde as liberdades só estão no papel e não na praxis política. Não é matéria de opinião. É matéria de facto. Que este facto seja desconhecido ou desrespeitado em Portugal diz quase tudo sobre a nossa pobreza institucional.

Em Portugal, não há qualquer respeito pelas liberdades. Se houvesse, o tribunal constitucional não poderia ser uma coutada dos partidos. Temos muita Liberdade na boca dos políticos e demais povo do cargo público, mas temos poucas liberdades na prática. Eu, teso me confesso, não posso ir à justiça, porque esta, além de lenta e ineficiente, é cara. Como é que podemos mudar a justiça quando os juízes são caciques dos partidos? Eu ajudo: não podemos.

publicado por Henrique Raposo
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Heterofobia, só pode…
An Australian hotel catering for homosexuals has won the right to ban heterosexuals from its bars so as to provide a safe and comfortable venue for gay men.

In what is believed to be a first for Australia, the Victorian state civil and administrative tribunal ruled last week that the Peel Hotel in the southern city of Melbourne could exclude patrons based on their sexuality.

Na Reuters.

publicado por Bruno Gonçalves
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No ar
João Pereira Coutinho, entre as 14h e as 15h na TSF. A solo, "para dissecar os fantasmas de Salazar".

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Mais uma recomendação


O livro "Confissões de uma Liberal" vem com esta última edição da revista "Sábado". "Confissões" era o título da coluna de opinião de Maria Filomena Mónica publicada em 2006 na Atlântico. Não é só pela simpática alusão à nossa revista que se recomenda este livro, assim como o anterior de João Pereira Coutinho. É porque gostamos sempre muito de ler Filomena Mónica e já tenho saudades de a publicar. Ela sabe que tem sempre as nossas páginas ao seu dispor. Quando assim o entender.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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All your money are belong to us
Jornal de Negócios

O ministro das Finanças confirma que todas as ofertas em dinheiro entre pais, filhos, avós e netos têm de ser declarados ao Fisco, se ultrapassarem os 500 euros. Do mesmo modo, se esses mesmos donativos forem feitos entre irmãos, tios e sobrinhos ou pessoas de fora do agregado familiar, além de serem declarados, têm de pagar imposto de selo à taxa de 10%.


Na boa tradição socialista o governo trata a riqueza individual como se fosse sua. Estranhamente, ainda há quem o acuse de ser liberal ou neoliberal (o que quer que isso seja).

No seguimento das recentes medidas que pretendem formatar comportamentos privados, esta representa mais uma assalto à liberdade individual. O governo socialista não reconhece que a liberdade individual deve representar um limite à actuação do Estado.

publicado por Miguel Noronha
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SOS Canhoto
Hugo Chavez, ingénuo, talvez por “excesso de zelo” e “falta de inteligência da gestão”, caiu na esparrela montada pela RCTV e sem dúvida aconselhada pelo maquiavelíssimo Fernando Charrua. “Mordeu o isco” e retirou-lhe a concessão. Pedro Adão e Silva que parta depressa para Caracas, onde as suas análises avisadas serão muito úteis aos ingénuos locais. Isto, é claro, se não for já assessor do Ministro Mário Lino (bem levado pelos berberes). Que a Pátria, apesar de tudo, está primeiro.

publicado por Paulo Tunhas
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Recomendações atlânticas
Capa.Salazar

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A firmeza socrática e a Ota
Porque insiste o Governo na Ota. Por Bruno Alves.

Desde os “interesses” que se escondem por trás do projecto, à “fixação” do Ministro, várias explicações são avançadas. Uma, mais simples, parece-me ser no entanto mais verdadeira. O governo quer manter-se “firme” na ideia da Ota até poder não a levar por diante.


publicado por André Alves
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Trocadilhos mesmo, mesmo parvos




- Sempre que me magoo, isto começa a gravar!
- Claro! É um grava dor.


- Adeus, ó portuga.
- Cháu, vinista.






- Ele agora escreve contos infantis em parceria.
- Com quem?
- Ca neta.










- Mas se lá estava a chover porque é que não puseste alguma coisa a tapar a cabeça? Eu cá pus.
- Estas pedras são esquisitas.
- É, há xisto muito estranho.






- Foi quando acabei a garrafa que tive a visão.
- E o que é que viste?
- Vi digueira.


publicado por joao moreira de sá
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Roteiro Atlântico no Blogue [28 de Maio - 03 de Junho]


PARA ONDE VAI A ESCONOMIA PORTUGUESA?

. 28 de Maio [18h00] - Finanças Locais e Finanças Regionais: que evolução?
Com Eduardo Cabrita, Paulo Trigo Pereira e Vital Moreira

Local: ISEG
Rua do Quelhas, 6 - Lisboa
Organização: ISEG/AAA/Fundação Económicas
e-mail: victorlima@iseg.utl.pt



CICLO DE CONFERÊNCIAS DE ARQUITECTURA

. 30 de Maio [18h00] – Religiões e espaço sagrado
Com Paulo Varela Gomes

Local: Ordem dos Arquitectos
Tv. do Carvalho, 23 - Lisboa
Organização: Depto. Arquitectura - UAL
e-mail: dp.arq@universidade-autonoma.pt

SOCIEDADES ISLÂMICAS: UM CONTEXTO PLURAL
. 01 de Junho [11h30] – Penser “l’Islam” et les sociétés travaillées par le “fait islamique” en contexte de mondialisation
Com Rachid Benzine
. [12h00] – Pan-arabismo vs Islamismo
Com Khalil Samir

. [15h00] – Politica, Governo e Sociedade Civil no mundo islâmico: que lugar para a democracia, a religião, os direitos humanos e as mulheres?
Com Houria Alami

. [15h30] – A economia política do desenvolvimento no mundo islâmico – coesão económica e social no espaço euro-mediterrânico as sociedades do Magrebe face aos desafios demográficos da mundialização
Com Adelino Torres

Local: Fac. LetrasUniv. Porto
Via Panorâmica, s/n, 4150-564 Porto
Organização:
Centro Estudos Africanos
e-mail: ceaup@letras.up.pt



publicado por aLaíde Costa
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Domingo, 27 de Maio de 2007
Um silêncio ensurdecedor

O homem “que colocou na agenda política o objectivo de construir o socialismo do séc. XXI” encerra hoje a RCTV.


Há uma esquerda portuguesa que segue o mesmo padrão a que nos acostumou no tempo da invasão da Hungria, Primavera de Praga, invasão do Afeganistão e muitas outras intervenções “socialistas”… nada de novo. Os dirigentes do PCP e BE mantêm-se calados. Nada deve ser dito contra os novos heróis socialistas Chávez, Morales e Correa para já não falar do Deus Fidel.


Como é do conhecimento geral, a esta gente junta-se Mário Soares que por mais atentados que Chávez faça à democracia e à liberdade mantém uma lealdade, no mínimo, inusitada.


A novidade vem da esquerda no poder. O Governo não só envia um secretário de Estado a Caracas, num momento em que Chávez fecha a RCTV e ameaça com uma vaga de nacionalizações, como se anuncia uma visita deste a Portugal no princípio do ano. Esclarecedor.



publicado por Pedro Marques Lopes
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A catástrofe é socialista
Concordo com o Rodrigo Adão da Fonseca: mais depressa a catástrofe social acontecerá nas mãos dos diversos socialismos que nos têm governado, do que pelas concepções liberais, como parece temer Luís Nobre Guedes na entrevista ao "Expresso". Aliás, se Nobre Guedes realmente defende uma opção pelos mais pobres e pelos mais desfavorecidos, deveria rever as suas posições: é precisamente o actual modelo social que mais os tem penalizado, afastando as empresas e os empregos que poderiam criar. As receitas de um Estado omnipresente na economia e na sociedade já provaram a sua total incapacidade para enfrentar e resolver os problemas dos mais pobres e desfavorecidos. Seja como for, só para variar, é interessante assistir a um debate ideológico no interior dos partidos. Guedes assumiu-se ontem como o guardião das teses sociais-cristãs no interior do CDS. Vamos a ver se as suas teses têm pernas e apoiantes para andar.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A Morte do Eurocentrismo
The Global History of Empire

[No Público, domingo passado]

Este grande livro, da autoria do historiador John Darwin (Oxford), é uma sublime tareia na visão eurocêntrica do mundo. Esta sova historiográfica começa logo na pergunta de partida: como perceber a actual globalização marcada pelo sucesso das nações asiáticas?

John Darwin começa por dizer que uma história global dos últimos séculos não pode ser centrada apenas nos europeus/ocidentais. O imperialismo não foi o pecado original da Europa. Povos não-ocidentais (otomanos, persas, chineses ou japoneses) também construíram os seus impérios. E – este é o ponto-chave – a história da economia global é, desde há séculos, uma história de interligação entre as experiências imperiais ocidentais e os grandes poderes da Eurásia (China, Índia, Japão, etc.). A globalização não é um projecto eurocêntrico; a globalização foi e é uma articulação, tensa e conflituosa, entre ocidentais e asiáticos.

E nesta questão da globalização, defensores (liberais) e críticos (marxistas) do Ocidente liberal são mais parecidos do que parecem. Os liberais falam da “modernização” que o Ocidente transmitiu ao mundo. Os marxistas falam da “exploração” que os ocidentais impuseram ao resto da humanidade. Mas, como salienta Darwin, estas duas escolas rivais partilham o mesmo pressuposto errado: a certeza inquestionável que o Ocidente foi e é o único motor da história; o homem ocidental é visto como o único actor; o homem asiático é encarado como um ser passivo, que aguarda bucolicamente pelas acções, benignas ou malignas, do Ocidente. Darwin critica o eurocentrismo gémeo de liberais e marxistas, reafirmando que a globalização não é um projecto desenhado no estirador iluminado do Ocidente.

As nossas crianças aprendem na escolinha o seguinte: no século XVI, os navegadores portugueses despertaram os adormecidos povos do Índico para os benefícios do comércio. Ora, isto é um mito. Darwin mostra que a economia global não foi criada pelo Toque de Midas dos mercadores europeus. Antes da Era Vasco da Gama, já existia uma forte actividade comercial entre Índia, China, Japão e costa oriental de África. Se quisermos, já existia uma “globalização” asiática antes das caravelas darem um ar da sua graça. Perante este cenário histórico, percebemos que o actual triunfo das economias asiáticas não representa uma emergência inesperada; representa, isso sim, uma re-emergência previsível. É bom lembrar que em 1750 existia um equilíbrio económico entre a zona europeia e a zona asiática (China e Índia eram as maiores economias do mundo). Hoje, a grande divergência económica entre o Ocidente e a Ásia (que ocorreu entre meados do século XIX e meados do século XX) está a dar lugar a uma grande convergência. Os asiáticos estão a recuperar o lugar que lhes pertence. Estamos a voltar ao equilíbrio de 1750.

Nos últimos anos, devido à crise transatlântica, muitos intelectuais assinaram a certidão de óbito do Ocidente. Enganaram-se. Aquilo que morreu recentemente não foi o Ocidente (projecto político e moral), mas sim o Eurocentrismo (o hábito intelectual que coloca o espaço Euro-Atlântico no centro do mundo, como único factor de acção e mudança). O período de total predomínio ocidental sobre o resto do mundo foi apenas um pequeno intermezzo. Os nossos avós e pais usufruíram desse afortunado interlúdio. Nós, em 2007, já não fazemos parte dessas gerações de ocidentais privilegiados. A Era da tutela ocidental sobre o resto do mundo acabou. Habituemo-nos.

publicado por Henrique Raposo
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Cachaça is for girls
Foi com grande desprazer que constatei, graças a um artigo da New Yorker, a recente conversão de Christopher Hitchens – alguém com quem simpatizo e que, na feira literária de Parati (um lugar maravilhoso), para além de aturar o horrendo Tariq Ali, escandalizou os costumes locais por causa da sua preferência por whisky, pronunciando a memorável frase: Cachaça is for girls – à mais recente idiotia contemporânea. Trata-se, é claro da enésima tentativa de “desmistificar” a religião. O livro chama-se God is not Great, e vem depois dos de Dennett e de Dawkins, autores que, há muito tempo, tiveram coisas interessantes para dizer (no caso de Dennett, nem tão interessantes assim, apenas profissionalmente boas).  

Há coisas muito simples que são perceptíveis a olho nu. Há uma filiação directa, e compreensível, entre o desenvolvimento do terrorismo islâmico e esta reflexão sobre o horror das religiões. Dizer que todas as religiões incitam, por definição, ao ódio, é uma meia-verdade: nem o judaísmo nem o cristianismo incitam hoje particularmente ao ódio (e isto para ficarmos pelas religiões “do Livro”). A crítica corrente e banal (não falo já de Hitchens) ao catolicismo e ao protestantismo esconde uma inacreditável ignorância, ou desprezo, pela pintura, arquitectura, literatura e música ocidentais, que deles se alimentaram constantemente. Supõe, ainda, que o mundo nasceu ontem, e que amanhã vai ser diferente, se o pusermos convenientemente em ordem graças aos prodígios das nossas boas cabecitas: o que excede os limites toleráveis da puerilidade. Esquece que acontece que as coisas podem ser simultaneamente sublimes e horríveis, como diz a propósito do ser humano o coro célebre da Antígona. Não tem sobretudo a ver, apesar das aparências, com o desejo de uma sociedade o mais laica possível (sobre a qual, com todas as suas limitações, alguém como Marcel Gauchet, livro sobre livro, disse coisas pertinentes): tem muito directamente a ver, nas suas versões menores, com a tendência contemporânea para a regulamentação de tudo, desde os cigarros até sei lá o quê, com a invasão da vida privada, com a vontade de extirpação do que parece excrecência e com um jacobinismo requentado. Exprime a crença absurda que a sociedade é algo de “natural”, que não é uma criação humana, e que não se alimenta (ou se se alimenta, pode descartá-las um dia, já amanhã) de significações imaginárias sem as quais não subsistiria. E exprime, por último, também o desejo infantil de encontrar finalmente o culpado para tudo. E não digo mais nada porque vou escrever sobre a matéria para a próxima Atlântico, e, mais imediatamente, ouvir a Paixão segundo Mateus.

publicado por Paulo Tunhas
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Pensamento domingueiro
 Um homossexual excitado é um homo-erectus?

publicado por joao moreira de sá
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Consciência tranquila e a alegria da asneira
Excerto da crónica de João Pereira Coutinho, intitulada Combates de boxe, escrita para a Folha de São Paulo. Vale a pena ler o resto (das crónicas), no livro Avenida Paulista, da colecção Inéditos da revista Sábado e editado pela Quasi.
-Olá Bob. tu estás mais magro, rapaz!

-Passo fome, Coutinho. solidariedade.

-Óptimo. Eu, não. Escuta Bob: no próximo dia 2 de Julho, em cinco cidades mundiais, haverá concertos rock a favor de África. Consegues explicar qual a relação entre concerto rock e combate à fome?

-Fácil: nós músicos, não vivemos de ar e vento. Precisamos de comer. tocar música é a nossa vida e, depois do concerto, haverá sempre discos, vídeos, merchadising. Quando fizemos o primeiro Live Aid, em 1985, Madonna não comia há duas semanas. "Like a virgin", dizia ela. E eu passava os meus dias com fish' n' chips. Uma nojeira.

-Sim mas eu estava a falar da fome da África, não da tua malandro.

-Sim, eu sei, estava a brincar, Coutinho. É preciso despertar consciências para o drama dos países africanos: o Sudão, a Somália, a Albânia, por aí.

-Bom, geografia não é o teu forte, nem economia by the way. Nos últimos cinquenta anos, o mundo enfiou 550 mil milhões de libras no continente. Cinquenta anos depois, o continente está mais pobre. O que fazer, Bob?

-Só vejo uma solução: duplicar, triplicar a ajuda. Temos de ajudar mais e eu quero 50 mil milhões de libras nos próximo anos.

-Entendo, Bob. Mas não será ao contrário? Sobretudo quando por cada dólar enviado para África, 80 cêntimos terminam na conta bancária dos seus líderes?

-Oitenta cêntimos? Mas isso é um escândalo. Tu consegues viver com 80 cêntimos?



-Eu estava a falar da situação na Etiópia. Tu sabias que a fome etíope foi resultado directo das campanhas militares do general Mengistu, que utilizou a fome como arma de guerra (destruindo colheitas, mercados, vias de comunicação)? E sabias ainda que foi ao general Mengistu que a ajuda do Live Aid foi entregue? Ou seja: não é um pouco absurdo entregar dinheiro ao principal responsável pela tragédia do seu povo?

-(Bob Geldof, lutando contra o sono). É preciso ajudar, é preciso ajudar...

-Bob, tu sabias que, de acorrdo com a revista The Spectactor, em 2003 o presidente Oasanjo, da Nigéria gastou 347 milhões de dólares na construção de um estádio de futebol? Ou seja, o dobro do orçamento nigeriano para a saúde?

-(Sala roncando)


publicado por Rui Carmo
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Abaixo o feminismo
Um ensaio de Patrícia Lança publicado originalmente em 1994, mas que mantém toda a sua actualidade: Illusions and dangers of militant feminism.

When feminists, instead of supporting the protection of the family, and the restoration of some of its traditional functions, campaign for its further destruction, they are helping to bring about the totalitarianism with which we are threatened by the expansion of the various socialist sub-systems in Western society.

Every one of the radical feminists’ demands: quotas, unrealistic measures against discrimination and sexual harassment, institutionalized care of children, favouring the single parent—all these, if put into practice, will result in an immense extension of the ‘nanny state’ and its stranglehold on every sphere of life. This bureaucratic nightmare looms even closer with the threats presented by European federalism and the powerful feminist lobbies that exist in Brussels and Strasbourg.


publicado por André Alves
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Sábado, 26 de Maio de 2007
Os chineses andam a estudar a malta
1. "... China's Central Television created a twelve-episode series ... that analysed the rise of nine of the great powers of the modern era, from Spain and Portugal in the 15th century through to Great Britain, the US and Japan".

Pang Zhongying, na última National Interest.

publicado por Henrique Raposo
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PPM rules
Cada vez que vejo e oiço a suposta direita partidária portuguesa, lembro-me do que escrevi no momento final do Acidental:

 O Acidental serviu para muita coisa. Revelou, por exemplo, que, neste momento, o Paulo Pinto Mascarenhas é a Direita portuguesa. Ponto. A maioria pensa. Muito. Pois, mas o Paulo faz. E muito também. A maioria faz projectos no papel. O Paulo constrói projectos na prática. "PPM" é marca registada! O Paulo já fez mais pela existência de uma direita desempoeirada em Portugal do que os centos de deputados “de direita” que já pousaram o rabiosque na Assembleia.

publicado por Henrique Raposo
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Os Gatos vão ficar sem emprego

Há duas semanas, na "Rádio Europa", afirmei que os políticos portugueses andam a ver se tiram o emprego aos Gatos. Mal eu sabia que a semana seguinte seria mesmo a confirmação da minha ideia palerma. O ministro da Ota fez stand-up comedy. O Dr. Almeida Santos fez humor involuntário (fazer o aeroporto na margem sul é perigoso por causa do... terrorismo sobre as pontes sobre o Tejo). Agora só faltava mesmo Santana Lopes: "Ainda pensei em concorrer à CML", disse. Qualquer comentário racional sobre isto é uma impossibilidade. Se calhar, Portugal é mesmo para não levar a sério. Se calhar, Portugal é um esboço esquecido de um sketch humorístico que ficou por filmar.

Caríssimos Gatos,

Temo pelo vosso emprego. A malta já não precisa de ver o vosso programa para rir. Das duas, uma: emigrem ou contratem estes políticos como colegas. Se não podes vencê-los, junta-te a eles.

publicado por Henrique Raposo
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