Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007
Peixeirada
- O Tamboril está com bom aspecto.
- A Pescada parece-me mais fresca.
- Vai uma à posta?
Trocadilho aromático
Se os orégãos fossem afrodisíacos seriam os Orégãos sexuais.
Trocadilho galáctico
Quando finalmente se lançaram à conquista do espaço as ovelhas lançaram a Spacesheep Enterprise.
Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007
Jewish Warriors
God's Warriors de
Christiane Amanpour, um documentário dividido em 3 partes absolutamente imperdível.
O caso de Silves nos blogues internacionais
Graças à iniciativa e trabalho do Miguel Noronha (com uma ajudinha de alguns outros
insurgentes), o
caso do ecoterrorismo de Silves chegou a vários blogues internacionais:
"Merry Eco-Barbarian Luddites in Portugal""Anti-GM fanatics: An email from Portugal"Yes, We Have Eco-Idiots Here, Too
Discursos
Só para terminar antes de ir uns dias de férias. Este discurso pode ser marcante para a Grã-Bretanha, tal como o de Chicago em 99 foi para o consulado de Blair. Convém dar-lhe alguma atenção.
Eu sei que em Portugal há uma tendência para desprezar os discursos políticos e diminuir o alcance das intenções neles descritas. E talvez com razão. No caso português, claro. Porque nos países onde a política é a sério e a doer e a responsabilidade dos decisores é diariamente posta à prova (com mais sucesso nuns casos que noutros) os discursos são estratégias e as estratégias são políticas que podem durar décadas. Portugal, neste caso, continua também a divergir dos melhores.
David Miliband III
E sobre a União Europeia? Curto e grosso:
"Some people try to compare our relationship with the US with our position in the European Union. But the EU is not a bilateral relationship – we are members of the EU. That membership is an asset in economic terms – guaranteeing open markets and setting common standards where needed. It is an asset in tackling crime. And it needs to be a greater asset in foreign policy – not substituting for nation states but giving better expression to the common commitments of nation states. That is why we support the proposal to amend the EU Treaties so that we have at our disposal a single Representative to take forward our Common Foreign and Security Policy where all 27 Member States wish to act together and give authority to do so. It just makes sense."
David Miliband II
Querem mais?
"Multilateralism does not replace the need for bilateral relationships. If we want Britain to be a global hub we need a strong relationship with the leading global power. The US is our single most important bilateral partnership because of shared values but also because of political reality. The US is the world’s largest economy. Engaged – whether on the Middle East Peace Process or climate change or international development – it has the greatest capacity to do good of any country in the world."
No mesmo discurso na Chatham House.
David Miliband

Para aqueles que consideram que existirá uma relação radicalmente diferente entre a Grã-Bretanha e os EUA, aqui ficam recentes declarações do novo Ministro dos Estrangeiros britânico. Convém seguir este nome: David Miliband. Para além de ser dos poucos decisores políticos europeus a perceber o mundo, está na calha para chegar a Downing Street. É que só tem 42 anos.
"Over the next two decades, with the growing strenght of China and India, we are likely to see political, economic and military
power more geographically dispersed than it has been since the rise to global dominance of the European Empires in the 19th Century.
This makes our most important bilateral relationship - with the United States - more not less important. It makes the case for our leading role within the European Union and NATO more obvious than ever."
Discurso na
Chatham House, Londres, 19 de Julho de 2007.
Minimalismo trocadilhal
Vá, caça grada.
Há que admitir que não é mauzinho
- Eu demito-me.
- Não lhe admito!
Longe demais?
A ASAE apreendeu todos os DVDs Piratas das Caraíbas!
Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007
O futuro do Paquistão. Isso interessa-nos?
Interessa. Benzair volta, Musharaff acaba por ficar também.
Isso interessa-nos?
Não tenho a certeza.
E aos paquistaneses?
Também não.
Mas os indianos seguem o tema com atenção.
God’s Warriors
Um documentário de
C. Amanpour, na CNN a partir de hoje até 6ª feira.
PS Quê?
A revista Atlântico de Setembro, que sai no fim da próxima semana, tem colaborações externas que vão de Sofia Galvão a Luís Mira Amaral. A capa é sobre o futuro político e ideológico do PSD, num dossier que conta ainda com as opiniões de Rui Ramos, Gonçalo Reis, João Marques de Almeida e Bruno Alves - sendo que o editorial também é sobre o mesmo assunto. Mais tarde seguirão outros pormenores e outros temas, que a revista de Agosto ainda está nas bancas.
Não expulsei ninguém!
Para amigos e outros que ficaram preocupados com um poste meu criptado, esclareço que obviamente ninguém foi expulso deste blogue. A história era outra mas também interessa pouco.
Facto
A realidade política portuguesa está ainda mais desinteressante que a blogosfera. Talvez seja culpa de Agosto.
Trocadilho à Arcebispo
Portugal jogou arménio em bom.
Saudades dos irmãos Calheiros?
FC Porto nega ter pago viagens a magistrados
Hume, Smith e o liberalismo
O observador imparcial em Hume e Smith. Por José Manuel Moreira.
Liberais e liberalismo. Por Rui A.
Nem tudo na Índia é bonito
Allowing boys and girls in school to sit on the same bench while writing their exams could cause “breakdown of morality” leading to “total sexual anarchy”. That’s not from a Taliban missive. That’s the pivot for a statewide agitation being planned by the student arm of Kerala’s largest Muslim community organisation, the Samastha Kerala Jem-Iyyathul Ulema.
Clintonismos
Ops, então, a culpa não é toda do Bush?Se a CIA tiver tido culpas no 11 de Setembro isso é porque o presidente era incompetente, ou isso só é verdade às vezes e com certos presidentes?
Na verdade, a única coisa que aqui interessa é o que houve de erros, mas a provcação lateral justifica-se.
Menezes
O
Público conta hoje que Luís Filipe Menezes plagiou (a partir sobretudo da
Wikipédia) vários textos do seu blogue de candidatura a secretário-geral do PSD. A coisa em si não o singulariza por aí além. O que tem graça são os exemplos que o
Público dá: textos sobre Hiroxima, Torga, Antonioni e Bergman. Quer dizer: Menezes quer-se mostrar preocupado com os grandes debates morais da humanidade, e, sobretudo – muito sobretudo –, com a cultura. Como, naturalmente, não tem nenhuma ideia sobre a matéria, copia de onde mais provavelmente uma opinião consensual emergirá, buscando agradar a quem mais lhe interessa agradar. Convém lembrar que Menezes, na guerra surda que trava com Rui Rio, se apresentou sempre como um campeão da dita cultura, para sublinhar o putativo (e às vezes real e por más razões) desprezo de Rio por esta. No que foi devidamente apreciado por vária gente da cultura do Porto, que viu, com a inconsciência e o oportunismo da praxe, Gaia como um exemplo a seguir. (É verdade: que é feito do projecto, anunciado há uns meses por Marco António Costa, segundo de Menezes, de transformar Gaia na “Londres do Mediterrâneo”?) Eu, por acaso, até queria votar nas próximas eleições, e como não me vejo a votar PS, gostava de votar num partido que não fosse liderado por Luís Filipe Menezes. Ele que fique onde quiser, “desconexo” e lutando “para se ajustar ao isolamento”, nas palavras que encontrou para definir as mulheres dos filmes de Antonioni, que tanto aprecia.
Bio-gossip
Vi o al ca chofra.
Trocadilho inspirado
- O doente continua a inspirar cuidados.
- Não era melhor oxigénio?
Terça-feira, 21 de Agosto de 2007
Pensamento do dia (a fechar a próxima edição da Atlântico)
Para partido social-democrata já nos chega o PS de José Sócrates.
Diz que disse
Ouvi dizer que há quem diga que fiz pressão para alguém sair de um blogue e agora, depois de ter sucesso no primeiro intento, continuo a perseguir esse mesmo ilustre alvo. Não é verdade, porque me limitei a expressar uma opinião, que julgo que ainda é livre, mesmo para alguns "liberais" que se julgam detentores da "verdade" e donos do livro. Esclareço ainda que a revista Atlântico não é de "direita", ainda que tenha muita gente a escrever que assim pode ser identificada, mas também lá escreva quem seja de "esquerda" - aliás, se a revista "pensa" ou "diz" que é alguma coisa, "diz" e "pensa" que é um espaço livre de debate de ideias, liberais e conservadoras.
Respondo deste modo codificado porque é deste mesmo modo que me acusam, com pouco mais do que insinuações. Esperava mais e melhor, vindo de quem vem.
Crespo e directo ao assunto
O que pensa do novo Estatuto dos Jornalistas, vetado pelo Presidente da República?
Sou contra. Assinei tudo o que havia para assinar de manifestos contra o estatuto. Infelizmente, o Partido Socialista nunca perdeu esta vontade de organizar o mundo mediático. É uma vocação que os senhores têm e que, em várias encarnações de poder, vão repetindo. Os meus problemas foram centrados durante uma administração socialista, de um homem amabilíssimo, chamado António Guterres, que, obviamente, não teve nada a ver com aquilo. Mas que escolheu para secretário de Estado o Arons de Carvalho, que deve ter tido, como São Paulo, um estalo na cabeça. Deve ter ouvido a voz de Deus, e por isso tinha certezas. Inundou as redacções com pessoas igualmente iluminadas, pessoas com mandatos divinos...
Mário Crespo, em entrevista ao "
DN"
Constatação
A pescadinha de rabo na boca jamais será apanhada por um mergulhador com a boca na botija.
Querida, obrigadinho mas devolve o Porche
Os funcionários públicos não podem ter sinais exteriores de riqueza discordantes dos seus rendimentos.
O que lixa todos os que são casados com homens e mulheres ricos.
Trocadilho luso-britânico
- Afinal quem é que decidiu vir para o México na altura dos furacões?
- You, catan.
Trocadilho luso-brasileiro
- Sabes de ele gosta de relva?
- Acho que ele grama.
Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007
Bloco esverdeado
Talvez possa parecer repetitivo, mas para compreender os comportamentos passados e actuais da extrema-esquerda vale muito a pena ler e reler o livro de Zita Seabra, "Foi Assim". Neste caso, em relação ao movimento Eufémia Verde e às suas ligações ao Bloco de Esquerda. No livro "Foi Assim", ficamos a saber como o movimento "Os Verdes" foi literalmente inventado pelo PCP, com a preparação da própria Zita, uma ajuda de José Casanova e a colaboração legislativa de José Magalhães ("Álvaro Cunhal sempre gostou de inventar partidos" - pp. 361 a 365). Voltando ao Eufémia Verde ou ao porta-voz do
GAIA, Gualter Baptista, basta uma pequena incursão no
Google para percebermos que as suas ligações ao BE não são de hoje. Vejam
aqui, por exemplo, numa entrevista à rádio do Bloco, a
Esquerda.Rádio; ou
aqui, onde aparece na lista de apoiantes da candidata do BE à Câmara Municipal de Almada. Não é caso único, obviamente, mas esperava-se maior transparência dos moralistas do Bloco.
A rede de apoio ao ecoterrorismo
Antes que vá tudo para o
memory hole do regime socialista:
Campo de treino de ecoterroristasGualter Baptista, o camaleão ecoterrorista.
Ler
Há uma tendência cada vez maior para evocar as “humilhações” impostas pelo Ocidente à Rússia, desde o fim da Guerra Fria, com o objectivo de explicar a política externa de Putin. De Lisboa a Berlim, aumenta o coro dos que usam este argumento. O último exemplo veio de um antigo Presidente da República (embora se deva reconhecer que o dr. Mário Soares revelou preocupação com a evolução política na Rússia). O argumento está, historicamente, errado, atraiçoa os princípios que fundamentam a integração europeia, enfraquece a legitimidade do último alargamento da União Europeia e justifica a política agressiva de Moscovo com os seus vizinhos.João Marques de Almeida, no "
Diário Económico"
Partes

Ontem, no "
DN", entrevista ao ministro do Trabalho, Vieira da Silva. Pergunta a jornalista: "Pedro Silva Pereira é considerado o braço direito de Sócrates. Vieira da Silva é o seu braço esquerdo?" Resposta: "Espero ser mais do que uma parte do corpo do primeiro-ministro (risos)." Faz muito bem o ministro em ter mais do que "essa ambição" (sic), mas a pergunta poderia levar-nos ao exercício quase escatológico de imaginarmos os outros diversos ministros como partes "do corpo" de José Sócrates: o que seria Isabel Pires de Lima? E Alberto Costa? Ou Correia de Campos? Augusto Santos Silva poderia assumir a função de garganta, ou de língua, que é o que não lhe falta. E os outros? Prefiro deixar as respostas ao critério dos leitores.
Terreno livre
O Ministro da Administração Interna diz que a GNR fez o que tinha que fazer no caso dos rapazes do Verde Eufémia. Dito de outra maneira: o Verde Eufémia tem o terreno livre para mais passeatas daquelas.
Eufémia hipócrita
Miguel Portas
comenta o comportamento dos activistas do Movimento Eufémia Verde, em Silves, sintetizando o seu argumento em 4 pontos. Relativamente aos mesmos, gostaria de fazer três observações:
1) Compara Miguel Portas o prejuízo da queima de 1 hectare de milho transgénico, com o ganho social que foi o alertar a opinião pública para o problema. No entanto, Portas esquece que o prejuízo da queima de 1 hectare é suportado apenas por uma pessoa. Se há ganho social, este será absoluto para todos, mas à custa de um indivíduo, uma família que acarreta sozinha todo o dano. É a derrota do elo mais fraco, o ser humano só, isolado contra as massas. Já ouvimos, por variadíssimas vezes, muitas histórias deste género.
2) Há uma diferença que Portas não lembra: Que a perda do agricultor é incontestável, enquanto o ganho social é discutível. Na verdade, algum proveito social deve existir na plantação de milho transgénico, sob o risco da sua plantação ser inútil e nunca suficiente para sustentar homem, mulher e filhos como aqueles que o fazem em Silves, nem sequer para preocupar em demasia os membros do referido Movimento.
3) Um último reparo para as boas intenções dos activistas verdes, traduzida no “nada nos move contra ele” (agricultor). A ser deste modo, porque não o ressarcir de pronto pelos danos materiais causados? Não o fazer põe a nu a hipocrisia dos seus actos. É fácil nada ter contra os fracos. É fácil destruir a propriedade de uma pessoa e candidamente afirmar que nada nos opõe contra ela. É fácil e também ultrajante.
A violência tem sempre um preço. Há feridas que nunca saram. Ganham os activistas na publicidade, mas perdem o valor das suas causas. Se o imediatismo é o que interessa, hoje, ser contra produtos transgénicos é ser a favor do uso da força. É como achar que os carros a gasóleo poluem em demasia e destruir um ao acaso para demonstrar o meu ponto de vista. Nunca através da força das palavras e da razão. Sempre com a força das armas.
O que é notícia
Nos próximos dias os jornais e as revistas vão escrever muito sobre os meninos que acampam com subsídios e invadem propriedades privadas, é normal; se tivessem espaço, eu gostava de conhecer a história do agricultor. O que leva um algarvio a cultivar milho transgénico, se tem tido resultados, se tem sucesso, o que fazia antes. É menos circense, mas também é notícia.
Perceber Bush
Para quem quiser passar um pouco para lá das anedotas,
este artigo conta a história do discurso da segunda tomada de posse de Bush, de como nasceu e como falhou o projecto.
Para lá das frases feitas, o pior pode ser o efeito inibidor que o insucesso provoca. Mas seria um erro acreditar que promover a democracia é um erro.
O discurso de Bush foi bom e acertado, seria uma pena que ficasse com tão má-fama quanto o presidente.
A “velha Europa” foi-se
A decisão de Sarkozy de enviar o seu ministro dos negócios estrangeiros ao Iraque prova que a França de Chirac desapareceu. E com ela a "velha Europa".
Vem aí um mais de realismo e um pouco menos de ressentimento.
O que é a Turquia?
Daqui até dia 28 deste mês veremos se os militares turcos se conformaram com a ideia de um país democrático sem tutela militar (parece que sim, por enquanto e pelo que é dito); depois, veremos se um "ex-islamista" (o que quer que ex ali queira dizer) se conforma com o conceito de democracia, sem tutela religiosa.
Uma Turquia sem militares a vigiar nem religiosos a impôr seria a prova que falta. Às vezes o mundo fica menos perigoso. Às vezes somos excessivamente optimistas.
“Boa impressão”
Aqui há uns tempos, na entrevista à SIC, o primeiro-ministro congratulou-se com a “boa impressão” (é uma citação) que Portugal estava a criar como presidente da União Europeia. Toda a gente já percebeu como as “boas impressões” contam para José Sócrates. O seu gabinete percebeu-o muito bem e andou a limpar a
Wikipédia do que pudesse causar “má impressão”. Percebeu-o também o organismo governamental que deixou de publicitar na
net a
Ecotopia, como notou Pacheco Pereira no
Abrupto: manter a coisa causaria sem dúvida “má impressão”. Até o Comandante Bengala o percebeu, que se preocupou antes de mais em provocar “boa impressão” junto da rapaziada do Verde Eufémia, rapaziada essa que lhe suscitou a ele mesmo, de resto, gente ordeira e civilizada que era, “boa impressão”. O Bloco de Esquerda, nisto muito próximo de Sócrates, vive igualmente na busca desenfreada da “boa impressão”, definida, é claro, à sua maneira (cf. o que Miguel Portas disse sobre a “estética” do Verde Eufémia). Tudo gente muito impressionável – sobretudo pela “impressão” que ela própria provoca.
Desgraçadamente, supor nesta adoração beata, generalizada e pequeno-burguesa da “boa impressão” uma qualquer preocupação pela realidade é tão pueril como discutir o forro das luvas de um maneta. O que não impede a realidade, representada neste caso pelo proprietário do campo de milho, de existir – e de sofrer. E não é uma “impressão”. O proprietário sofre porque o Estado não o protegeu. Vai agora compensá-lo por não o ter protegido, ou será que isso não entra dentro do cálculo das “boas impressões”?
Ler para crer
Era uma bíblia tão crente que acreditava na reencadernação.
Post sem erro ortográfico
Decidiram passar uma esponja sobre o assunto e dar o caso por encerado.
Domingo, 19 de Agosto de 2007
O critério da “acção directa” e as sedes do Bloco de Esquerda
Carlos G. Pinto propõe uma
nova forma de luta política a que pelo menos
o bloquista Miguel Portas certamente não se oporá.
Vale a pena ler também o que escreveu sobre o assunto o
Tiago Barbosa Ribeiro e consultar
esta lista de links organizada por Afonso Reis Cabral.
Sábado, 18 de Agosto de 2007
Os vândalos eco-fanáticos e os seus apoiantes
Inaceitável - Terrorismo, assalto, invasão de propriedade. Por
espumante.
Gostaria que me explicassem II. Por Rui Carmo.
Honestidade Acima de Tudo. Por JCD.
Eco-escumalha. Por António de Almeida.
Extremistas. Por
blueminerva.
Civilização-outra
Graças a um comentário de António de Almeida ao post “Civilização”, fui ver o blogue de Miguel Portas, “sem muros”, que apoia fervorosamente o gesto do grupo Verde-Eufémia. Os argumentos de Miguel Portas misturam uma absoluta ausência de dúvida quanto à justeza da acção com uma total indiferença quanto à sorte do agricultor lesado. O convencimento do Bem é total. A isso acrescenta-se a típica ligeireza do BE. O costume. No resto, Miguel Portas prolonga o comandante Bengala. Miguel Portas é por uma civilização-outra.
Civilização
Não vi ontem o telejornal, e soube da coisa, ontem, aqui, pelo RAF, e, hoje, pelo
Público. Os meninos anti-transgénicos e verde-eufémicos tresandam ao estilo festivo-fascista do Bloco de Esquerda e de certeza que conhecem o nome do Professor Boaventura Sousa Santos. Agora quem também é óptimo é o Comandante Bengala, da GNR. De acordo com o
Público, opinou que os manifestantes queriam apenas “chamar a atenção da opinião pública para as suas ideias”, e, de modo algum, buscar o “confronto” com as autoridades, o que visivelmente o deixou satisfeito. No fim, acrescentou o comandante Bengala, “entraram calmamente no autocarro e tudo correu de forma civilizada”. O comandante Bengala aprecia a civilização, e eu, se fosse o Sr. José Menezes, o proprietário da herdade vandalizada pelo sr. Gualter Baptista e os amigos em nome da “ordem ecológica, democrática e moral”, pensava seriamente em fazer perceber ao comandante Bengala as limitações desse particular padrão civilizacional.
Re:Defendendo o direito constitucional à não poluição
Caro
Rodrigo, percebo agora a razão da evidente falta de chuveiro desde a Primavera desta gentalha. É que estes bandalhos só têm preocupações de barriga cheia.