Domingo, 28 de Outubro de 2007
Arte de purgar
José Luís Arnaut, um dos "barrosistas" purgados por Pedro Santana Lopes das presidências das comissões parlamentares - acto inédito na história partidária democrática - diz em entrevista ao "Sol" que afinal, ao contrário do que alguns poderiam pensar, as ordens vieram de cima. Ou seja, Santana Lopes, depois de garantir aos próprios presidentes que os iria manter, teve de obedecer a ordens de Luís Filipe Menezes no sentido de remover Arnaut, Miguel Relvas e Matos Correia. Por razões políticas, segundo Arnaut. A ser assim, há que reconhecer a habilidade de Menezes para a arte de purgar por interposta pessoa.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Blogue de apontamentos (II)
A multiplicidade de vozes e temas que se multiplicam todos os dias é das maiores qualidades da blogosfera. Onde encontrar espaços na imprensa onde um grupo de portugueses apoia um candidato nas primárias republicanas das presidenciais dos Estados Unidos? Um candidato sem hipóteses sequer de vencer as primárias, como é o caso de Ron Paul? O que está em causa são as ideias, ou as políticas, dirão os próprios apoiantes de Ron - e nada a obstar, bem pelo contrário. Mas o empenho ou o fervor é maior do que aquele que existe quando se fala de política ou dos seus actores em Portugal. Gera guerras e até ódios de estimação. Será que a solução para a crescente distância entre eleitores e eleitos é criar ainda maior distância?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Blogue de apontamentos (I)
A blogosfera tem inúmeras qualidades - de que a total liberdade de imprensa é a primeira - mas também alguns defeitos. Como muitas vezes expressa uma reacção quase imediata aos acontecimentos pode ser reaccionária. As caixas de comentários, como no outro dia falava com a Lucy Pepper, são um paradigma desse reaccionarismo militante. É raro ler-se um comentário de crítica construtiva, mera concordância, para não dizer de aplauso: quase só comenta quem quer dizer mal, apupar, na pior dos hipóteses insultar. E isto acontece em todas as caixas de comentários, do Arrastão ao Insurgente. Certo que essa atitude negativa esconde-se maioritariamente atrás do anonimato, mas é preciso dizer que o espírito da caixa de comentários reflecte também o que se passa cá em cima, na maioria dos blogues.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A Mãe-Rússia
Oiço na rádio que uma das importantes conquistas da Cimeira UE-Rússia foi o estabelecimento de uma missão de observação da OSCE para a monitorização das eleições russas de 2 Dezembro. O sr. Putin deu o seu aval, para surpresa dos promotores da ideia. Uma conquista, dizem eles. Uma vitória claríssima da nossa grande Presidência.
Putin foi eleito com mais ou menos 70% dos votos. Para eles, para os melhores europeus de todos nós, isso não pode estar certo. Numa democracia, não se vota em peso. Numa democracia, ninguém gera tanto apoio popular, a não ser que as eleições estejam viciadas. Usamos o nosso modelo interno para julgar a política interna russa. Porquê? Porque é o certo. Porque é o melhor que temos, e gostávamos que a Rússia fosse igual. Mas não é. A Rússia não é uma democracia liberal, nem vai ser. O mais próximo que esteve dela foi durante o consulado Yeltsin, e agora quer distância desse período tumultuoso de caos económico e social. Se os russos escolhem ter um czar, por que raio não o poderão fazer? Se uma esmagadora maioria prefere a segurança à liberdade, por que terá de ser obrigada a optar pela segunda? A verdade é que “we know better”, e o mundo seria muito mais seguro e previsível se houvesse um concerto democrático alargado. Mas a política não funciona assim, e não podemos ser nós a impô-la aos milhões de russos e russas que vêem em Putin o Salvador da Pátria, e votam nesse sentido. Nem devemos, na verdade, sob risco de acentuar ainda mais o sentimento de cerco russo.

publicado por Ana Margarida Craveiro
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Há imperfeições e disparates
Há imperfeições e imperfeições. Dizer que "quer os EUA fora da NATO" não é uma imperfeição. É um perigoso disparate ideológico, dito por alguém que não vive mesmo neste mundo, aqui e agora. É de alguém que vive no seu sonho, numa qualquer cave ou sótão ideológico, sem um pingo de contacto com a realidade. É de alguém que fala em Liberdade, em abstracto, mas que depois não sabe construir as liberdades no terreno. Conhece a Liberdade, mas não conhece os homens que vivem nos EUA e no resto do mundo. Ran Paul projecta a sua vontade ideológica no mundo, transformando o mundo no seu espelho. O fanático está sempre em casa: olhe para onde olhar, vê sempre a sua linda tromba reflectida no espelho. Há quem ande atrás da cenoura. O fanático anda atrás do espelho. É sempre assim com o fanatismo, seja ele religioso, nacionalista, esquerdista ou de samurais liberais: ama palavras abstractas (acabadas em ismo ou dade), mas desconhecem os homens reais, que acabam em Nuno, João, Joana, Filipa e até, vá, Henrique, Henry, Heinrich, Henri, Enriki (como soa em polaco), Enrique, Enrico.

Um "Ran" Paul na Casa Branca é mais assustador do que 10 Hillary juntas. Ela, ao menos, não tem espelhos destes.

publicado por Henrique Raposo
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Não há Samurais perfeitos
Vale a pena ler este texto - cuja ideia central subscrevo - do André Abrantes Amaral sobre Ron Paul.

publicado por André Alves
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Sábado, 27 de Outubro de 2007
NATO
Facto: "Ran" Paul defende a saída dos EUA da NATO, isto é, quer o fim da NATO.

Facto: "Ran" Paul é oficialmente o idiota do ano.

Facto: se não é idiota, "Ran" Paul acabou de aterrar, e a nave diz "greeting from the planet I'm a Complete Asshole"

publicado por Henrique Raposo
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Pseudo-ciência
O Henrique Raposo mantém uma polémica aqui contra aquilo que ele chama os “liberais do power point”. É lá com ele. Mas eu estou com ele. Fico sempre surpreendido quando leio coisas de gente que imagina que as sociedades humanas não se fundam em valores que – à falta (muito significativa, de resto) de melhor palavra – são, por definição, “imaginários”. Porque é a partir dessa distinção (entre o imaginário e o fáctico) que o Henrique faz que se pode começar a falar de política. Antes dela não: é só pseudo-ciência.

publicado por Paulo Tunhas
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Diplomacia by night
Comitiva russa rendida à noite erótica de Lisboa.
É um entre os muitos grupos espalhados pelos mais afamados espaços eróticos de Lisboa e vieram entre os mil elementos da prestigiada comitiva do presidente Putin. Para lá dos milionários negócios do petróleo ou gás, os empresários renderam-se à madrugada de Lisboa.

(...)

As conversas cruzam-se entre o potencial dos investimentos no mercado nacional e as distracções eróticas do momento, companhias de ocasião que vão descruzando as pernas e se debruçam na mesa a apanhar conversas. Informações que poderiam render milhões a muitos e estão ao alcance de três loiras de saias curtas e decotes largos.


publicado por Bruno Gonçalves
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Como identificar o marxismo
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publicado por André Alves
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A ler
UMA CERTA UTOPIA DE ESCOLA PÚBLICA. Por João Miranda.

SOBRE O PERIGO DE LEVAR OS BURROS A DECIDIR SOBRE COISAS IMPORTANTES e O TRATADO EXPLICADO ÀS CRIANCINHAS E AOS BURROS QUE NÃO PASSAM DA SEGUNDA PÁGINA. Por José Pacheco Pereira.

publicado por André Alves
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Em campanha presidencial
It only happens once in your life time


nota: o conteúdo do video poderá ferir a susceptibilidade de alguns individuos

publicado por aLaíde Costa
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A diferença entre um conservador-liberal e um samurai do power point que, afinal, é um reaça escondi

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[na Atlântico 28]


Abraham Lincoln já não é um homem; é um deus pagão acima dos mortais. Mas, quando pisou este mundo (1809-1865) e enquanto foi um de nós, Lincoln foi um político conservador. Um pormaior que convém relembrar. Abraham Lincoln foi o primeiro Presidente americano a ser eleito pelo actual Partido Republicano (fundado em 1854 por políticos anti-escravatura). No período mais conturbado da História americana (1854-1865), Lincoln reafirmou as virtudes da Constituição Republicana. O famoso «government of the people, by the people, for the people» (p. 280) representou, precisamente, a reposição da unidade constitucional no momento em que os EUA eram uma «Casa Dividida» (p.62).




O conservador, ao contrário do reaccionário [e do samurai power point], não assenta o seu pensamento em entidades vagas como deus, nação, cultura, tradição ou [liberdade e mercado]. O conservador respeita esses pontos, sim senhora, mas a predisposição conservadora lida com dados um pouco mais concretos: o Direito (o natural e o constitucional), as Instituições, isto é, a textura do Poder. Em Lincoln, o excepcionalismo americano é de índole institucional: «vivemos no sistema de instituições políticas mais condizente com a liberdade civil e religiosa da história registada». (p. 10). Na Declaração de Independência e a na Constituição, Lincoln encontrou os dois instrumentos que devem marcar qualquer reflexão conservadora sobre o Poder: o direito natural (a perspectiva moral) e os princípios constitucionais (a praxis política). Quando foi eleito Presidente (1861), Lincoln afirmou que «em respeito pela lei universal e pela Constituição, esta União de Estados é eterna» (p. 147). A República representava a consubstanciação do direito natural (os direitos inalienáveis de Jefferson) e das regras constitucionais (os sistema de freios e contra-pesos defendido por Adams e Hamilton). Uma maioria «controlada por instrumentos e limitações constitucionais … é o único verdadeiro soberano de um povo livre». Mais: quem negar esta asserção abre as portas «à anarquia ou ao despotismo» (p. 151). Anarquia (ausência de poder) e Despotismo (poder absoluto): os dois inimigos mortais do conservador, e os dois cenários que Lincoln vislumbrava no acto de secessão dos confederados que conduziu à Guerra Civil entre Norte e Sul.


Do ponto de vista moral, Lincoln considerava a escravatura como um mal. Mas, politicamente, Lincoln estava disposto a tolerar a escravatura nos estados onde essa prática já existia. Lincoln, como conservador, era firme na negação moral da escravatura mas prudente na acção política contra o Sul esclavagista. Lincoln sabia que uma campanha abolicionista provocaria uma guerra e a possível destruição da República. Lincoln tentou chegar a um compromisso: os Republicanos não obrigariam o Sul a abdicar da escravatura («não tenho qualquer intenção para directa ou indirectamente interferir na instituição da escravatura onde ela já existe», p. 77), mas exigia que a escravatura ficasse confinada ao Sul (a escravatura era «um mal que não devia ser ampliado», p. 118). O Sul não aceitou esta ambiguidade e a situação acabou por descambar no seguinte: o Sul «preferia fazer a guerra a deixar a nação sobreviver» e o Norte «aceitaria a guerra se isso fosse necessário para salvar a nação» (p. 320). Assim foi. O Sul fez a guerra para destruir a União, a Constituição e a Declaração. Lincoln fez a guerra para conservar a União, para defender a ordem constitucional e para dignificar os valores da Declaração.




Contrariando os sulistas do Partido Democrata (ex: Stephen A. Douglas) [hoje amados pelos samurais libertinos], Lincoln afirmava que o negro não era uma mercadoria ao abrigo do mero direito de propriedade, mas sim um homem ao abrigo da Constituição. O negro até poderia não ser igual ao homem branco em muitos aspectos (pelos padrões actuais, Lincoln seria um racista), mas em termos de direitos o negro era igual ao branco, logo, o branco não pode ser dono do negro. Depois, os democratas sulistas afirmavam que a escravatura era um assunto da responsabilidade dos estados (e não do poder federal); legitimavam esta asserção invocando o princípio da soberania popular [hoje temos libertinos a apoiar a máxima de Rousseau, portanto]. Ora, o Partido Republicano defendia precisamente a autoridade constitucional da República sobre a soberania popular dos estados. A escravatura era um assunto que devia ser decidido ao nível da unidade constitucional da nação e não ao nível da autonomia estatal. Lincoln reafirmou ainda que a soberania popular sem freios é um elemento perigoso. Os sulistas afirmavam que a escravatura era legítima pelo simples facto de ser desejada pela maioria da população sulista [os amantes de "Ran" Paul também concordam]. Lincoln relembrou que a quantidade nunca será factor de qualidade e que quando uma maioria nega as liberdades inalienáveis de uma minoria, então, essa maioria é ilegítima e despótica. Uma maioria até pode atingir 90% dos votos, mas continuará a ser ilegítima se, por exemplo, legitimar um mal absoluto como a escravatura [os samurais, que se acham liberais, esqueceram esta lição mui liberal]. Os homens têm direitos inalienáveis antes de qualquer contrato político, antes de qualquer votação, antes de qualquer maioria, antes de qualquer soberania popular.




Lincoln relembra-nos que o conservador é aquele que vive no meio da tensão permanente entre o poder político e o direito natural. A vida civilizada depende do equilíbrio entre estas duas margens. O conservador é o seu guardião. É a terceira margem, algures no meio do rio. É assim este bicho estranho, o conservador ou, como se diz deste lado do atlântico, o conservador-liberal. Alguém que, não negando os lúciferes e demais arcanjos mal dispostos, está sempre à procura dos «better angels of our nature» (p. 155).


 



publicado por Henrique Raposo
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A questão da escravatura era, portanto, apenas uma questão de propriedade, dizem os samurais do libe
"Haverá assim tantas diferenças entre a Guerra de Independência (1775-1783) e a Guerra de Secessão (1861-1865)? A luta dos insurgentes ou patriotas americanos contra os colonos britânicos e a dos confederados sulistas contra os unionistas do Norte foi a mesma: a insurgência contra um poder centralizador e ilegítimo. Pelo auto-governo e pela liberdade".
Por um samurai do power point

E, de repente, os sulistas e confederados são grandes defensores da liberdade, e Lincoln, essa pulha, é um tirano. Ou seja, para os nossos amigos samurais só há processos, e não há substâncias morais ou políticas. É um pouco como os multilateralistas europeus. Não interessa se China e Rússia são ditaduras; se fazemos multilateralismo com russos e chineses o processo é legítimo. O processo é que conta; o fim político/moral não. Por isso, o unilateralismo de democracias já é ilegítimo, porque não nos sentámos à mesa processual do diálogo. Os 5 de Shangai são todos ditadores, mas dado que se sentam numa mesa multilateral são, aos olhos destes processualismo, legítimos.

Aos libertinos amantes da confederação sulista não interessa o fim do governo, desde que o governo seja "auto-governo" e pela "liberdade" (Repare-se como usam o termo "liberdade" em abstracto como fazem todos os fanáticos). Os confederados defendiam que metade da população era escrava, que metade dos homens era propriedade de outros homens, mas os confederados estavam a defender a liberdade. Porquê? Porque se revoltaram contra um poder central. É este o processo que conta. A causa para essa revolta (defesa da escravatura) não lhes interessa.

Lincoln não aceitou que a escravatura fosse discutida ao nível da propriedade privada. Os nossos libertinos não gostam desta ofensiva aos direitos de propriedade. Na propriedade não se mexe, pá, mesmo quando falamos de escravos. Para os nossos libertinos, a escravatura deve ser discutida ao nível do código civil e nunca ao nível da Constituição. Notável.

Será que os nossos libertinos sabem entoar a "Dixieland"?

publicado por Henrique Raposo
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Recomendações de Vasco Rosa (III)


Caco Galhardo, descoberta do bom Rosa para Portugal. É - vou copiar o delicioso português brasileiro da Wikipedia - "um cartunista brasileiro, autor das tirinhas Os Pescoçudos publicada na Folha de S.Paulo e no jornal O Dia do Rio de Janeiro".

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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JPC ali ao lado
João Pereira Coutinho - João Pereira Coutinho

Concordo com a recomendação de FAL, mas não é de agora que tenho visto o sítio de JPC bem animado com textos recentes publicados na imprensa. Não está lá o que sai todos os meses na Revista Atlântico e faz muito bem, que há que comprá-la: só por exemplo, no próximo número, dia 31 nas bancas, escreve sobre António Lobo Antunes. Acompanhamos os artigos no Expresso e na Folha de S. Paulo.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Recomendações de Vasco Rosa (II)


Caco Galhardo. Vasco Rosa garante que o descobriu em 2003.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Recomendações de Vasco Rosa


O brasileiro Caco Galhardo.  Por email, o excelente "olheiro" Vasco Rosa reinvindica como descoberta em Portugal.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Os dois equívocos
Já tínhamos um presidente da comissão português. Temos agora um “tratado de Lisboa”. Nada disto, porém, tocou a corda bairrista do povo que escreve e fala na imprensa. Todos perceberam que o tratado é a constituição com outro nome, sem hino nem bandeira. E quase todos, em conformidade, se têm oferecido para ir fazer a cobrança do referendo prometido, há dois anos, pelos dois maiores partidos. Contra o equívoco do tratado levanta-se assim em Portugal o equívoco do referendo.

Artigo de Rui Ramos no "Público" de quarta-feira.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
Para que conste

Como é evidente, não questiono os resultados do barómetro do DN /TSF. Como não sou, propriamente, adepto de teorias da conspiração não vou, sequer, imaginar que o Governo tenha qualquer interesse em que Menezes apareça como reforçado no seu novo papel de líder da oposição. Vou também fingir que não percebo o papel a que o DN se tem prestado nos últimos tempos que não tem sido mais nem menos do que substituir o Acção Socialista… em frente.


Acho estranho, porém, o entusiasmo do meu colega de blog Rodrigo Adão da Fonseca. Por o que tenho lido dele (e leio sempre atentamente tudo o que ele escreve) julgava-o nos antípodas do que Menezes defende (se é que se pode pensar que Menezes defenda alguma coisa que não vá contradizer dois dias depois) e nunca o julguei, propriamente, um entusiasta do renovado número 2 do PSD: o inefável Santana Lopes. Pelos vistos enganei-me.


Apesar de não pertencer a nenhum sector do PSD queria dizer-lhe que o seu comentário sobre a azia é, inteiramente, procedente no meu caso. O problema é que esta azia, no meu caso, está directamente ligada à minha convicção de que com esta “dupla dinâmica” não só vamos ter de suportar mais uma maioria absoluta do PS como vamos assistir a um desastre no PSD e no resto da direita que vai ser muito difícil ultrapassar.



Espero que nessa altura cada um se lembre do que escreveu.  Eu, de certeza, me lembrarei do que escrevi e disse. 

publicado por Pedro Marques Lopes
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Razões para votar “Sim”
Não era certamente essa a intenção de Pedro Lomba, mas o seu último texto no Gattopardo elenca - elencar é apropriado quando se fala da UE - duas das razões fundamentais porque votarei "Sim" ao tratado reformador, caso José Sócrates cumpra a promessa que fez aos eleitores e marque o referendo. Primeira: com este tratado "não há 'Nova Europa' nenhuma". Segunda, citando Simon Hix, "este Tratado é o mais irrelevante de todos os tratados europeus". De resto, para não ter de escutar o Hino da Alegria ou os arroubos eurófilos do Prof. Freitas do Amaral e do Dr. Mário Soares, tentarei não acompanhar a campanha para o referendo. Isto se houver referendo, é claro, o último tabu da política portuguesa.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Boa pergunta
Onde param a determinação e as apregoadas boas intenções do dr. António Costa? E o espalhafatoso amor pela cidade do dr. Sá Fernandes? Terá mudado alguma coisa com este poder socialista-bloquista?

Filipe Santos Costa, no Jornalismo de Sarjeta

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Hair Che
Um livreiro norte-americano comprou esta quinta-feira uma madeixa de Che Guevara por cerca de 70 mil euros. O cabelo, cortado por ex-agente da CIA que participou da operação de captura em 1967, foi a leilão nos Estados Unidos, pela Heritage Auction Galleries.

Expresso online

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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De acordo


Com o Pedro Mexia e com o João Villalobos - mas gostava mais de Adelaide de Sousa antes de pintar o cabelo de preto, como está agora.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Racismo é dizer que eles são pobres porque são burros
A frase é de Tiago Galvão, que se estreia dia 31 na versão impressa da revista.

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Às sete da tarde
Não perder Pedro Mexia e Nuno Amaral Jerónimo no Descubra as Diferenças da Rádio Europa (90.4 FM). Temas e outros pormenores no Jazza-me Muito.

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Uma frase bonita

"(...) Sócrates vai ter um interlocutor [Santana Lopes] no Parlamento do seu nível político e intelectual".



  Luís Campos e Cunha, PÚBLICO, 26-10-2007


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Ranking escolar dos blogues
Seguindo a proposta do Tarzan na caixa de comentários em baixo - que seguiu a proposta de Vasco Barreto no Memória Inventada (como sempre especialmente simpático para este blogue) - posso informar-vos que o meu liceu - a Escola Secundária D. Filipa de Lencastre (ver blogue) - está em 17º Lugar no ranking do "DN". Mas as asneiras que por aqui escrevo - na opinião sempre ilustre e ilustrada do VB - devem resultar de ter estudado antes na Escola Avé-Maria.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O maradona engoliu um sapo
A Causa modificou-se literalmente para os blogs do Sapo. Elementar, meu caro Watson, afinal o maradona não é conservador.

[maradona, o linque no antigo blogue está errado]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Ora aqui está um livro com uma bela capa


De João Villalobos, será apresentado na Casa Fernando Pessoa, dia 9 de Novembro às 21h30 (mais pormenores no Corta-Fitas).

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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BPI e BCP ou BCP mais BPI?
BPIBCP

Ainda que não me pareça que a fusão entre o BPI e o BCP se possa tornar realidade, por inúmeros factores, incluindo os accionistas maioritários do BCP, não concordo com quem diz que a concorrência poderia estar em perigo - porque felizmente o que não falta é concorrência no mercado bancário em Portugal, assegurada tanto por outros bancos portugueses, como por operadores estrangeiros. Se fosse eu a decidir, manteria os dois bancos separados - até porque sou cliente dos dois e os dois - separados - complementam as minhas necessidades familiares. Não concordo com o Pedro Marques Lopes na visão crítica que tem de alguns capitalistas portugueses - porque estes "alguns" apenas convivem com um Estado omnipresente, desde logo no sector bancário, e jogam com as regras do jogo determinadas por esse mesmo Estado. Parvos seriam se não o fizessem.

Finalmente, como todos sabemos, a proposta de fusão do BCP com o BPI não é de agora - este é apenas mais um episódio de um processo que vem de longe e que certamente terá novos capítulos. Não tendo nada contra os operadores estrangeiros, será sempre positivo que existam bancos portugueses e que os bancos portugueses se fortaleçam para concorrerem no mercado nacional - e sobretudo numa perspectiva de internacionalização.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Contribua para o novo barco do Ricardo Salgado, lute pela manutenção dos “centros de decisão&#
Há duas “conversetas” que aparecem nesta questão da possível fusão do BCP/BPI que só servem para tentar enganar tolos.

A primeira é a de conservar os centros de decisão em Portugal. Pergunta-se: o que é que isto quer dizer e a quem serve essa manutenção?

Presume-se que isto queira dizer que os proprietários das principais empresas em Portugal devam ser portugueses e que sendo portugueses se irão compadecer dos seus concidadãos prestando melhores serviços e sacrificando as suas margens de lucro... alguém acredita nisto?

A verdade é que o aumento de concorrência por parte de operadores estrangeiros faz apertar as margens forçando a melhores preços e a dar melhor serviço e, claro está, estes “patriotas” não gostam disso.

Adivinhem quem sai prejudicado disto?

Acresce a isto o facto de que muitos dos nossos capitalistas passarem o tempo a queixar-se do Estado mas não sabem viver sem ele. Por outro lado o Estado também prefere empresas que ele controle através de distribuição de benesses e outros meios menos claros.

A segunda é de que a existência de um banco grande a nível europeu (o que está longe de ser verdade) iria ajudar à internacionalização das empresas portuguesas. Este argumento é tão absurdo que faz duvidar da saúde mental de quem o expõe. Será que os accionistas desse banco vão anuir em dar, por exemplo, taxas bonificadas às empresas portuguesas que se queiram internacionalizar apenas por que o banco é maior? Ou será por que com o crescimento estariam em meia dúzia de países ajudando empresas que poderiam querer ir para esses destinos? Claro está, que mal um empregado romeno visse um passaporte português imediatamente o passaria passar para a frente da fila...

O primeiro que prefira pagar uma taxa de juro mais cara pelo facto de estar a dar dinheiro a um português levante o dedo?

publicado por Pedro Marques Lopes
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Como promover os maus alunos?
Promovendo a gazeta com liberdade para faltar às aulas. O Governo diz que é para os alunos sentirem que a escola está sempre aberta. Importa-se de repetir?

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O Tiago e a fusão
Pedro, não concordo contigo.

Mesmo tendo, como sabes, uma visão enviesada de todo este processo, essa parece-me uma visão muito redutora. Sem prejuízo de que esta proposta do BPI possa ser recusada ou até que possam existir outras ofertas sobre o BCP, esta não me parece uma operação assim tão descabida para os accionistas do BCP e que não mereça uma profunda reflexão.

Primeiro, os accionistas do BCP ficariam com cerca de 70% do valor das sinergias criadas pela fusão. Quando o BCP lançou a OPA sobre o BPI, esses mesmos accionistas estavam dispostos a abdicar de grande parte dessas sinergias (implícito no preço que o BCP estava disposto a pagar pelo BPI) para beneficiar da posterior "criação de valor". Porque não estariam dispostos agora a, pelo menos, pensar e ponderar este cenário em que beneficiam de grande parte das sinergias e dessa mesma "criação de valor" mesmo que isso não implique um ganho/prémio de curto prazo?

Segundo, o BCP atravessa, neste momento, uma crise de liderança forte e não foi a nomeação do Dr. Filipe Pinhal como CEO que o resolveu. Por que razão não ponderariam os accionistas do BCP a hipótese de que um gestor com provas dadas noutro banco, embora mais pequeno, pudesse resolver esse problema de liderança e contribuir decisivamente para essa tal "criação de valor"?

Para além disso, os exemplos de empresas mais pequenas a tentar adquirir empresas maiores são inúmeros por esse mundo fora. Porque não em Portugal também?

Tiago Veiga Anjos

publicado por Pedro Marques Lopes
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Vlad e Mir


Putin é nome de família paterno ou materno?

Para eu saber se este tipo que cá está é ou não um filho da Putin.



publicado por joao moreira de sá
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O Samurai e as sondagens
Is Ron Paul actually improving in the polls?

publicado por André Alves
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Equívoco contra equívoco
Rui Ramos [Público 24.10.07]



Já tínhamos um presidente da comissão português. Temos agora um “tratado de Lisboa”. Nada disto, porém, tocou a corda bairrista do povo que escreve e fala na imprensa. Todos perceberam que o tratado é a constituição com outro nome, sem hino nem bandeira. E quase todos, em conformidade, se têm oferecido para ir fazer a cobrança do referendo prometido, há dois anos, pelos dois maiores partidos. Contra o equívoco do tratado levanta-se assim em Portugal o equívoco do referendo.

Quanto ao primeiro equívoco, resta apenas saber onde está o maior engano: se no facto de lhe terem começado por chamar constituição, ou no facto de lhe chamarem agora tratado. Quanto ao segundo equívoco, a única razão para exigir o referendo deriva da promessa feita pelo PS e PSD. Fora disso, só há razões para os portugueses se pouparem ao que seria, nas actuais circunstâncias, um exercício de confusão e humilhação colectiva.





Antes, no entanto, convém afastar uma outra razão. É a daqueles que recomendam o referendo como um meio de “democratizar” a União Europeia. É a maior de todas as ilusões. A UE existe porque foi construída de cima para baixo, por via diplomática. Na Europa, só pode haver impérios ou uniões de estados soberanos, por esta simples razão: não há europeus. Existem portugueses, espanhóis, franceses, e por aí fora, mas não, com a mesma carga identitária, “europeus”. Sem o cimento de uma identidade nacional, há sempre o risco, em democracia, de a divergência de interesses e opiniões surgir como um confronto de nacionalidades, comprometendo a unidade do estado. É o que se vê na Bélgica, apesar de quase dois séculos de história. Convertida num estado democrático, mesmo que federal, a UE acabaria como a Jugoslávia. E não contem com a “globalização”: quanto mais parecidos em estilo de vida, mais importância daremos a distinções como as nacionalidades. É o que se passa no Reino Unido ou na Espanha. Deste ponto de vista, a transformação da constituição em tratado foi um acto de bom senso. Porque mesmo que o texto seja fundamentalmente igual, resistiu-se à pompa e aparato da “fundação de um estado”, que não seria mais do que uma porta aberta para decepções e tristezas. A UE precisa de democracias, não precisa de democracia.

E não precisam as democracias europeias de referendos? Precisarão talvez aquelas onde há alternativas plausíveis e os cidadãos podem escolher. É o caso da Inglaterra, onde provavelmente o tratado acabaria chumbado em referendo. Não é o caso de Portugal, onde todo o bom senso nacional seria recrutado para fazer sentir ao país, de malga na mão à espera da concha de caldo do QREN, que não se pode dar ao luxo de um “não”.

Há quem queira aproveitar o tratado para cumprir o mítico “referendo sobre a Europa”, décadas depois de os nossos governos terem assumido, em nome de todos, os mais graves compromissos. É isto sério? Em vez de um verdadeiro referendo, como foram o da regionalização ou do aborto, teríamos a ratificação plebiscitária da nossa “opção europeia” anos depois de estar consumada e sob pressão, neste momento, de umas finanças avariadas e uma economia parada. É um exercício conhecido na nossa história. No passado, o leque de escolhas foi restringido pela repressão política. Neste caso, sê-lo-ia pela situação de um país que não conseguiu instalar-se na economia globalizada, e não pode arriscar-se a perder os benefícios de andar à boleia no comboio da frente da União Europeia. E estejam certos de que toda a sabedoria nacional vos explicaria isto incansavelmente durante a campanha. Um eventual “sim”, nestas condições, não seria uma escolha, mas uma confissão da impossibilidade de escolher.

Em vez de exigirmos referendos agora, talvez fosse preferível encarar seriamente o esforço de mudança necessário para um dia vivermos num país capaz de avaliar, sem constrangimentos, a conveniência de continuar encerrado no bloco económico que menos cresce no mundo. E nesse caso, haveria vantagem em não estarmos comprometidos por referendos a fingir: para podermos então ter, se quiséssemos, um a valer.

Mas há quem peça referendo com outras vistas. Não pelo tratado, mas com a esperança de que o ressentimento contra os “políticos” e as suas promessas por cumprir seja, em Portugal, mais forte do que a consciência das fragilidades nacionais, e encontre no referendo o escape que não tem tido nas legislativas. O interesse do exercício, nesta perspectiva, é o de poder traduzir o “não” ao tratado como um “não” aos seus defensores (Sócrates, Menezes, etc.). Eis o último quiproquó: um plebiscito à classe política disfarçado de referendo europeu. Um “não”, obtido assim, seria um protesto sem relação com o tratado, e que nos obrigaria num dos próximos anos a votar novamente, para dizer “sim” com a cauda entre as pernas.

Churchill disse que a Rússia era um mistério dentro de um enigma. Portugal parece-se cada vez mais com uma confusão dentro de um equívoco.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
A visita do Czar







A demonstrar-se a recepção pomposa ao czar Putin hoje em Lisboa, não se espera uma posição forte da UE para fazer face aos interesses da Rússia amanhã em Mafra. Está na hora da UE bater o pé e mostrar a Vladimir Putin que a sua esfera de influência não pode ser o que era e que o gás não pode ser forma de chantagem política.

A instalação de um radar na República Checa e um sistema de misseis na Polónia é cada vez mais essencial, por dois motivos. Primeiro, para acabar de vez com a ideia de que a Europa de leste continua a ser uma região de influência russa (a emergência de democracias de cariz atlântico constitui uma dor de cabeça para o Kremlin). Em segundo lugar, porque a única forma de lidar com esta Rússia não passa por uma estratégia individual de cada estado. Putin tem a lição bem estudada de Maquiavel. Se um imperador deseja manter o seu império intacto, o essencial é que os seus vizinhos se mantenham divididos para que não o ameacem.

publicado por Bruno Gonçalves
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Destruir riqueza não cria riqueza
A janela queimada. Por Bz.

publicado por André Alves
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Ora aqui está um texto em que cada um pode pôr o seu destinatário

Atestados morais é no guichet 16


Não existe uma «boa direita» e uma «má direita». Como não existe uma «boa esquerda» e uma «má esquerda». Existem simplesmente diferenças de opinião. E as diferenças de opinião não são diferenças de carácter.

Pedro Mexia

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Eleições americanas 2008
Um blogue para ir acompanhando.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Conversas para enganar tolos
O BPI é mais pequeno que o BCP em todos os aspectos económicos relevantes. O CEO do BPI seria o CEO depois da fusão. A relação de troca de acções dava um prémio ridículo aos accionistas do BCP (e para muitos accionistas nem de prémio se poderia falar)…

aqui qualquer coisa que não bate certo.

publicado por Pedro Marques Lopes
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Fwd: AJUDEM POR FAVOR - NÃO CUSTA NADA:
Vamos salvar o site do cancro da mama?
Não custa nada!
Digam a 10 amigos para dizerem a 10 amigos! O site do cancro da mama está
com problemas pois não têm o nº de acessos e cliques necessários para
alcançar a quota que lhes permite oferecer 1 mamografia gratuita
diariamente a mulheres desprivilegiadas. Demora menos de um segundo para ir
ao site e clicar na tecla cor de rosa que diz: Free Fund Mammograms. Isto não
custa nada e pelo nº diário de pessoas que clicam, os patrocinadores
Avon,Tupperware, etc....) oferecem a mamografia em troca de
publicidade. Aqui está o Website: http://www.thebreastcancersite.com

PASSEM A 10 AMIGOS PARA PASSAREM A 10 AMIGOS.

Um dia poderão ser vós (ou as vossas
mães, irmãs, namoradas, amigas...) a necessitar. Obrigado.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A dignidade de Watson
Ok, o senhor disse uns disparates pouco científicos, mas a dignidade prova-se assim (quem é que dizia que não tinha sido duramente castigado e perseguido?). O que estranho é existirem erros que se perdoam - e até se justificam - e outros que são imperdoáveis. Ver "Público".

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Amanhã às 7 da tarde
Pedro Mexia e Nuno Amaral Jerónimo no "Descubra as Diferenças" da Rádio Europa (90.4 FM em Lisboa, mas pode ouvir em directo esteja onde estiver através do computador).

Sobre o tratado reformador e o referendo; Pinto Monteiro e as escutas; as eleições na Polónia e o fim do gémeo primeiro-ministro; a Turquia e os curdos; e ainda Santana Lopes e o combate aos "barrosistas". Tudo na sexta, às 19h, com repetição às 11h e às 19h de domingo. Eu não perdia.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Convite para a blogosfera
convite final CV

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Parabéns


Daqui a uns anitos, também tu, Paulo, serás recordado.

publicado por André Abrantes Amaral
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PSD de esquerda
Um exemplo interessante do papel da social-democracia no PSD encontra-se num texto publicado no número de Outubro da revista “Atlântico” por Mira Amaral, um membro das elites do partido que não se dá mal com Menezes. O ensaio de Mira Amaral versa sobre “a social-democracia do século XXI”. O que propõe? Grosso modo, propõe a transferência para a sociedade civil das funções sociais do Estado e a adopção do princípio do utilizador-pagador. A proposta de Mira Amaral não consiste em dizer que o Estado deve garantir as suas funções sociais recorrendo à sociedade civil. O que ele propõe é que o Estado deixe pura e simplesmente de garantir muitas dessas funções. Algumas medidas que daqui decorrem são a privatização parcial do sistema de pensões, o fim do acesso universal aos cuidados de saúde e a necessidade de recurso a seguros privados, o pagamento integral dos custos do ensino superior pelos estudantes (ao nível do segundo ciclo), etc. Ou seja, tudo aquilo que Mira Amaral propõe equivale à destruição do legado social-democrata do pós-guerra preconizada pela direita europeia. Note-se que eu não estou a dizer que este discurso não tem sentido. O que não tem mesmo sentido é considerá-lo “social-democrata”.

Julgo que o programa de Mira Amaral será aplicado um dia, quando o PSD chegar ao poder. Será talvez suavizado, como sempre acontece com os programas e propostas políticas, mas não andará muito longe da teoria agora exposta. Como se vê, o PSD pode ter um Menezes e até o indescritível Santana, pode ter elites mais ou menos deprimidas, mas não corre riscos de hesitações à esquerda. A direita liberal e conservadora pode dormir descansada (pelo menos no que diz respeito à ideologia do seu partido; quanto à competência dos actores, nada direi).

João Cardoso Rosas, in DE

publicado por aLaíde Costa
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Putin e “direitos humanos”
Como é que Sócrates, enquanto Presidente da UE, deve lidar com a Rússia?

Primeiro: deixar a da retórica dos direitos humanos sobre a Rússia. Os russos escolheram viver num regime autoritário que relativiza os nossos (ocidentais) direitos humanos. A grandeza da mãe Rússia vem primeiro. Ir a Moscovo e dizer "Oh, sôr Putin, é favor respeitar os direitos humanos" não é só arrogância moral; é também ignorância histórica. É transformar o mundo no espelho da nossa vaidade europeísta.

Segundo: deixar a retórica abstracta dos direitos humanos não quer dizer que vamos fazer realpolitik pura e dura. Isto não é "1 vs. 0" (o mundo, apesar de tudo, ainda não é um computador em sistema binário). Sócrates, depois de receber Putin, devia receber os embaixadores da Ucrânia e da Georgia para dizer o seguinte: "a Europa apoia os esforços de Kiev e de Tblisi no sentido da democratização e as portas da UE estão abertas, meus caros". Isto é que é uma política externa com valores: apoiar democracias e povos em concreto e não uns tais "direitos humanos". 

A Europa é como James Mill: ama a Humanidade, mas não sabe o nome do vizinho do 4ªesq, que considera inferior. Nós falamos de direitos humanos em abstracto, e depois esquecemos as democracias em concreto que querem sair da esfera russa. É muito fácil falar em direitos humanos e humanidade (continuando a fazer negócios com a Rússia) e esquecer as democracias reais vizinhas de Moscovo (apoiar a sério Ucrânia e Georgia implica, entre outras coisas, passar uns invernos sem tomar banho de água quente, coisa naturalmente impensável para a sociedade mais burguesa da história: a dos europeus no início do século XXI).

Os europeus falam muito em Humanidade. Mas é humanidade quê? Humanidade Almeida ou Fonseca? Ou é a Joana Humanidade ou Nuno Humanidade? Eu nunca vi a Humanidade. Mas vi e falo com a Natasha de Kiev e com a Natia de Tblisi. Elas querem a democracia, a Europa e a Nato. E também nunca viram a humanidade.

publicado por Henrique Raposo
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Os partidos e o referendo ao Tratado
 

O nº 2 de Pedro Santana Lopes, Luís Filipe Menezes, já veio a público oficializar a posição do PSD sobre a forma de ratificação do Tratado. Como não podia deixar de ser, opõe-se ao referendo. Por um lado, porque a ser suscitado por Sócrates, Menezes sabe que teria de andar uns bons meses de braço dado com ele pelo "sim". Por outro, porque não quer contribuir com mais uma vitória do PS (não me devo enganar muito se o "sim" vencer esmagadoramente), estendendo-lhe ainda mais a passadeira. Não foi por acaso que esteve em Belém esta semana, sabendo que Cavaco não morre de amores por referendos e que tem a última palavra nas suas convocações .

Da parte da esquerda parlamentar reaccionária e da respectiva "rua" (CGTP), a cassete é a mesma de sempre: "sim" ao referendo, "não" à Europa, ao pevide, ao tremoço, a tudo e a todos. Resumindo: querem o referendo para fins eleitorais internos. Sobre a União, são contra. Ou querem "outra União", como querem "outro mundo", etc, etc. No entanto, não vivem nada mal neste nem se lhes conhece grandes dificuldades. Até têm euro-deputados na pérfida União "ao serviço do capitalismo selvagem".

Ao CDS resta não ser precipitado. Nem fazer declarações avulsas fruto de pressões deste ou daquele partido, desta ou daquela circunstância. Não deve hostilizar a figura do referendo, nem demonizar a ratificação parlamentar em matérias internacionais. Esta, na minha opinião, é a forma mais responsável para tratar destas matérias (sobretudo se tivermos em conta que se discutirá em referendo tudo menos o Tratado). Mas esta é apenas a minha maneira de estar: prudente, céptica e realista.

publicado por Bernardo Pires de Lima
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