Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007
O mundo visto de Moscovo

 


O colunista Thomas Friedman afirmou recentemente que a Rússia “já não era o doente da Europa e que se tinha transformado no seu patrão”. Esta análise resulta de dois erros. Primeiro, por considerar a Rússia um país europeu. Segundo, por enfatizar o poderio que supostamente o regime actual tem nas relações internacionais. Daqui resultam duas questões fundamentais: será que a Rússia se vê como uma potência europeia? Terá a Rússia de Putin noção das suas enormes fraquezas?


A primeira resposta é negativa. Nunca a Rússia se considerou um país europeu e a sua tradição internacional é exactamente fruto das ambições de um outsider na política europeia: dividir os seus membros para capitalizar a sua influência. A Rússia pós-soviética (mesmo que herdeira de algumas das suas tradições) começou por cooperar com as instituições ocidentais. Aproximou-se da NATO e da União Europeia. Abriu-se economicamente e criou condições para alguns desenvolvimentos democráticos internos. Ao transformar-se num petro-state, traçou definitivamente o seu caminho: continuando a estar fora da Europa, joga o trunfo energético para distribuir apoios, receber contrapartidas, criar conflitos sensíveis entre europeus e recriar velhos fantasmas da Guerra-fria. O resultado tem sido apenas um: o reforço da cooperação entre europeus e da relação entre estes e os EUA. É continuar, senhor Putin.


A resposta à segunda questão é, ao invés, positiva. Claro que a Rússia tem fraquezas (como qualquer potência), o importante é se estas condicionam o regime. E a resposta é novamente positiva. Desde logo um problema demográfico: dos actuais 148 milhões (menos que o Paquistão) em colossal território, os especialistas apontam para 121 milhões em 2050. Acresce que a Rússia tem taxas altíssimas de tuberculose e suicídio. Além disto, números de 2005 apontam para uma taxa de 40% de militares considerados mental ou fisicamente incapazes, criando um vazio no esforço de investimento militar que tem crescido 25% ao ano desde 2004. Convém recordar a importância das Forças Armadas na identidade russa e na sustentabilidade do regime. O problema energético também lhe bateu à porta: a sua contínua esfera de influência (Ucrânia, Turquemenistão, Cazaquistão, Azerbaijão, Geórgia, Moldávia, Arménia) tem procurado alternativas aos actuais pipelines para reduzir a dependência dos ditames de Moscovo. E diga-se que com sucesso. Putin, sabendo destes e de outros problemas da Rússia, só tem uma solução política: reforçar o seu círculo de poder e recuperar uma certa vocação provocatória na sua política externa. É o que tem feito.


[Atlântico 30]



publicado por Bernardo Pires de Lima
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Pequeno esclarecimento


O meu artigo ‘Em busca do Ouro Negro’ publicado na revista deste blogue sobre a eventual escassez do petróleo, teve a sua base neste ‘post’ publicado em tempos no Insurgente.

publicado por André Abrantes Amaral
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Atlântico nos blogues (II)
Comprei ontem a Atlântico - está caríssima! - sem que vos saiba muito bem explicar a razão mas confesso que desta vez houve um artigo a surpreender-me muito positivamente (não é a primeira vez, o André Azevedo Alves consegue-o com assinalável frequência). Não pelo autor, que conheço e vivamente recomendo mesmo antes de ler, mas essencialmente por ter constatado que o texto em causa foi merecedor de publicação sem advertência ao leitor.

Ler mais: Último Reduto

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Atlântico nos blogues
A Atlântico é, vamos a uma etiqueta, uma revista da direita civilizada e inteligente. Os artigos que publica são quase sempre bem escritos, estimulantes e informativos, mesmo quando partem – e partem quase sempre – de posições culturais nas quais não me revejo e de pontos de vista que rejeito frontalmente. A esquerda portuguesa, que não possui uma única revista de ideias digna da designação, deveria aprender um pouco com experiências como esta, pensando-se a si própria em público, sem preconceitos, sectarismos e medos atávicos, e procurando aproximar-se de um nicho de leitores – composto, chamemos-lhe assim para simplificar, de intelectuais e das suas margens – cujo peso nas sondagens eleitorais é pouco mais que nulo mas possui uma capacidade crítica e uma influência social que transcendem em muito essa pequenez.

Ler mais:  A Terceira Noite

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Mais uma boa explicação para o estado do PSD
"kakashi kara kakashi e wataru suzume kana

De espantalho
Para espantalho,
Voam os pardais.

(Sazanami, tradução de Edson Kenji Iura)"

No Abrupto

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Nas bancas

A fotografia é da Lucy Pepper, que apanhou esta edição da revista Atlântico bem exposta no Press Linha do Forum Montijo e gostou de a ver perto da Jazz.pt. Cool.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Zangam-se os compadres



- Diz aqui que um idoso de 92 anos espancou outro de 86! 

- Um típico caso de brutal idade.



 

publicado por joao moreira de sá
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Anti-virus


- Os vírus já chegaram aos blogs. 

- Já? 

- Nunca leste nenhum atacado de post suína?



publicado por joao moreira de sá
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Os samurais do liberalismo Fonseca
http://static.flickr.com/120/298172957_e45ff47054.jpg

Ora, portanto: ao centro, com o samurai a servir de cana de pesca, temos liberalismo Fonseca, o boss da turma. É campeão mundial do lançamento do power point. Lá ao fundo, à direita, temos liberalismo Xavier; é o gajo porreiro do grupo (uma vez até beijou uma tipa que não era libertária; Fonseca não gostou e deu-lhe com a cana de pesca). O careca ao centro é o liberalismo Ferreira; os amigos chamam-me "liberal badocha". O badocha vive em concubinato com o liberalismo Felisberto, o tipo de rabo de cavalo. Os outros dois são apenas figurantes. Mas, aposto, devem ser estagiários do lançamento do power point.

Ran Paul é o gajo que está a tirar a foto.

publicado por Henrique Raposo
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Redacção: A minha rua


A minha rua apareceu no telejornal da TVI. Era aquela rua que parecia um rio sujo com uns carros a boiar. Sim, a minha rua deu na televisão. Teve honras de notícia em horário nobre. Umas senhoras de um dos restaurantes da minha rua reclamavam porque "eles mudam, mas isto continua tudo na mesma". Outros senhores exigiam a intervenção do "dr. António Costa". Agora é que ele podia provar "se vale alguma coisa". A minha rua costuma ser bonita quando está bom tempo mas quando chove muito fica inundada porque as sarjetas entopem com o lixo e nunca vem cá ninguém desentupi-las antes do mau tempo. Os senhores que passam na minha rua quando vão aos restaurantes e outros que moram cá deitam papéis e outras porcarias incluindo caganitas de cães para o chão. Quando chove muito vão parar às sarjetas e fica tudo estragado. Felizmente que existe a TVI, porque o "dr. António Costa" também deve ter visto a minha rua na televisão e mandou uns senhores com umas mangueiras desentupir as sarjetas. Como diz o povo da minha rua, mais vale tarde do que nunca.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Também têm hino?
O "Ran" Paul é a selecção de rugby dos samurais do liberalismo power point.

publicado por Henrique Raposo
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Nunca ninguém viu a Modernidade

[na Atlântico 30]


Neste conjunto de ensaios, o israelita S. N. Eisenstadt (n. 1923) apresenta mais um desafio ao eurocentrismo: não existe Modernidade; existem, isso sim, várias modernidades. Este sociólogo (Universidade Hebraica de Jerusalém) põe assim em causa um cliché eurocêntrico com dois séculos: a expansão da modernidade, dizia o cliché, tornaria o mundo num lugar homogéneo. Hoje podemos dizer que, apesar da expansão global da modernidade, não existe um padrão civilizacional único. No lugar da esperada civilização moderna, apareceram diversas civilizações modernas. As sociedades (EUA, Canadá, Europa, Índia, etc.) que partilham algumas características essenciais da modernidade (a burocracia estatal, o capitalismo, a ciência) tendem a desenvolver dinâmicas equivalentes mas diversas.


A ideia de modernidade sempre foi encarada de forma monista, isto é, a modernidade era a força positiva, a linha condutora da história, a meta utópica para todos os homens. A modernidade, em suma, sempre contemplou a humanidade, a totalidade dos homens. Todavia, «a apropriação de diferentes temas e padrões institucionais da civilização ocidental moderna por parte de sociedades fora da Europa ocidental não pressupôs a sua aceitação na forma pristina» (p. 41). Ou seja, ao penetrar em outras sociedades, a modernidade de raiz europeia foi sendo reinterpretada e filtrada pelos agentes históricos locais, dando assim origem a modernidades múltiplas em várias regiões do mundo. Por exemplo, Eisenstadt recorda que a religião é um factor essencial na modernidade japonesa e americana (p. 97). A ideia de que a modernidade implica o abandono da religião é apenas uma constatação empírica da modernidade europeia e não uma obrigatoriedade ética para todas as sociedades modernas. Depois, convém ainda salientar que existem múltiplas modernidades «mesmo no seio do Ocidente» (p. 9). A modernidade francesa é diferente da modernidade americana; enquanto os EUA «rapidamente desenvolveram uma auto-imagem em termos de originalidade» como «centro auto-suficiente da modernidade», as sociedades latino-americanas sempre se preocuparam em encontrar «pontos de referência externos» (pp. 69-70).


Tudo isto implica uma reformulação da nossa visão sobre modernidade: em vez de olharmos para a modernidade como «o destino evolucionário de todas as sociedades conhecidas, o cumprimento do potencial comum», devemos ver a modernidade como um «tipo específico de civilização» (p. 121). Ou seja, a modernidade não é a meta teleológica a jusante, mas um conjunto de regras e premissas que se adaptam aos mais diversos contextos históricos. Só há modernidades históricas. Nunca ninguém viu a Modernidade.


 


PS: eu pago o oftalmologista.



publicado por Henrique Raposo
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Respostas liberais
Carlos G. Pinto explica onde fica o clitóris.

publicado por André Alves
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007
O PPD-PSD e as ideias
Os pequenos e a Praia Grande. Por José Manuel Moreira.

publicado por André Alves
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E por falar em monarquia,
Half of Canadians Would Cut Ties to Monarchy.

publicado por Bruno Gonçalves
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Actualização
Temos actualizado os linques - porque todos os dias se descobrem blogues interessantes - mas faltava-nos um essencial. A Noite Americana está na lista.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Atlântico no Brasil


A Veja aqui e a Atlântico em Portugal. Resolveram, para a alegria das direitas, achincalhar de vez com o Che. De minha parte, agradeço.

In Breviário/setentia



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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A vontade de acreditar
Li a entrevista do ex-coordenador da PJ de Portimão, Gonçalo Amaral, ao Diário de Notícias. É extraordinária (os McCann, entre outras coisas, segundo Gonçalo Amaral, “desestabilizam” a polícia portuguesa). Como é extraordinária a confiança impenetrável que muita gente continua, sem motivo palpável nenhum a não ser a satisfação intelectual que a coisa dá, a depositar na tese da culpa dos pais da miúda, e na tese concomitante da um complot de altos poderes britânicos para abafar a suposta responsabilidade deles. Claro que nada disto é impossível – não há nada impossível nestas matérias, não é novidade. Acontece é que está longíssimo de ser provado. O espectáculo destes entusiasmos, da vontade delirante de acreditar, diz-nos muito do mundo de ressentimento e de inferioridade em que vivemos.

publicado por Paulo Tunhas
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Já cheira a eleições


O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou hoje em Bagdad que mil soldados britânicos podem ser retirados do Iraque até ao final do ano.

publicado por Bernardo Pires de Lima
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Nem de propósito para a capa deste mês



Cubans treat man who killed Che






Cuban doctors working in Bolivia have saved the sight of the man who executed revolutionary leader Che Guevara in 1967, Cuban official media report.


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Pedido de esclarecimento
Luís Filipe Menezes ganhou as directas e obviamente que ninguém pode pôr em causa a sua legitimidade (estou de acordo com o Adolfo Mesquita Nunes). Agora, a minha questão é outra e é para bloguiadores da casa como o Rodrigo Adão da Fonseca e para bloguiadores de fora, como o Rui de Albuquerque: qual é a vossa opinião sobre a lista de possíveis candidatos a líderes do grupo parlamentar do PSD, que vai de Mendes Bota a Rui Gomes da Silva, passando por Duarte Lima e Santana Lopes? É esta a lufada de ar fresco que o Rui A. parece esperar? Os "restos do cavaquismo", como lhes chamou, são deste modo extirpados? É esta a refundação anunciada - ou esperada? Acho extraordinário, mas espero a resposta.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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O contra-ataque da TLEB

Petição Contra a Implementação da Experiência Pedagógica TLEBS - http://www.ipetitions.com/petition/contratlebs
...........................................................................................................................
Informa-se que a revisão da TLEBS se encontra em consulta pública até 31 de Dezembro de 2007, conforme notícia no sítio do Ministério da Educação:

http://sitio.dgidc.min-edu.pt/linguaportuguesa/Paginas/discussaopublicaTLEBS.aspx


O documento de revisão está disponível para download em:
http://sitio.dgidc.min-edu.pt/linguaportuguesa/Documents/revisao_TLEBS.doc

Com os melhores cumprimentos,

José Nunes
1º Subscritor da Petição Contra a Implementação da Experiência Pedagógica TLEBS - http://www.ipetitions.com/petition/contratlebs


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Na Atlântico, já nas bancas!
"As Vidas dos Outros" é um melodrama de intelectual adolescente, sem vestígio de imaginação ou de originalidade". Começa assim o artigo de Vasco Pulido Valente...

"Está na altura de um projecto político realmente diferenciador e que podemos designar de liberal, seja aprofundado e assumido por uma força política e finalmente apresentado às próximas eleições". Diz António Carrapatoso a dois anos das eleições...

Não se pode esquecer que Guevara, em 1945, se opôs à entrada da Argentina na guerra contra a Alemanha nazi, porque considerava os EUA, e não o nazismo, o inimigo principal. Ao embaixador soviético em Cuba, Nicolai Leonov, Guevara não pareceu um latino. Era demasiado organizado, exacto: "como um alemão".  Rui Ramos sobre a besta...

publicado por Bernardo Pires de Lima
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Post-mortem



Viesse eu a ser figura com lugar na história, preferia sinceramente que comemorassem a data do meu nascimento do que a da minha morte. 

Parecendo que não, este hábito de comemorar os aniversários das mortes não é nada abonatório para o falecido.



 

publicado por joao moreira de sá
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A imagem conta [mesmo na liga dos últimos]
The look, it really matters! mesmo quando os candidatos estão relegados para os últimos lugares. Na campanha para as nomeações democrata e republicana nas eleições presidenciais de 2008 nos EUA, existem dois last place runners particularmente interessantes. São eles Mike Gravel e Ron Paul, que pela sua condição de last place runners parecem apostar na excentricidade e não têm tido particular cuidado com a projecção de uma imagem moderada, confiante e capaz de conduzir os desígnios de um país.

Mike Gravel, o espalha-brasas dos democratas, comporta-se nos debates de forma excessivamente estapafúrdia, o que enfraquece a mensagem, pois não raramente lhe é cortada a palavra e este candidato é tido como o excêntrico vindo do Alaska. Apesar do grande desinteresse que a generalidade da comunicação social norte-americana tem por Gravel, este consegue na criar na rede um fenómeno interessante. A imagem criada para Gravel é uma imagem de provocative outsider, de forte denúncia das pressões lobbistas sobre os outros candidatos. Mas o mais curioso e que torna Gravel num fenómeno web pop são os videos Rock e Fire. São verdadeiras reflexões existencialistas em vídeo. O candidato justifica este percurso mais Arti como uma curiosa metáfora [do ponto de vista dos autores] do cidadão comum que decide agir, porque o pode fazer e porque ao fazê-lo tenta a mudança do status quo.

Ron Paul é uma major web pop figure, tem uma base de apoio global na rede, chegando até a Portugal [num fenómeno típico de Who's your U.S. President?©] Esta verdadeira Political E-lebrity, preocupa-se principalmente com a mensagem, descurando e muito a sua imagem. Ron Paul apresenta-se frequentemente com um ar frágil, o facto de ele se perder dentro do próprio casaco potencia ainda mais essa fragilidade. Apesar do enorme buzz em volta de Ron Paul, há uma incapacidade de materializar esse apoio virtual em apoio concreto, o que mantém Paul relegado para os últimos lugares. Na sua tentativa de explanar os seus argumentos, o Congressista frequentemente altera o seu tom de voz, chegando por vezes a níveis em que se pode temer pela vida do septuagenário e de um possível AVC. Esta questão poderá parecer irrelevante para os seus apoiantes, no entanto a saúde do Comander-in-Chief sempre preocupou our fellow americans.

[publicação simultânea em 19mesesdepois]

publicado por aLaíde Costa
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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
Longe de mim
Não vou tentar acalmar os ânimos de uma discussão entre portugueses sobre as primárias republicanas nos Estados Unidos. Longe de mim, ainda que me pareça uma discussão algo exótica e prematura. Mas este é o blogue de uma revista mensal de ideias e debates.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sobre o fenómeno Ron Paul





Confesso que uma das coisas que mais me espanta nesta discussão, para além da defesa quase cega da política externa do congressista, são aqueles que vêem em Ron Paul um novo Barry Goldwater dos tempos modernos...

publicado por Bruno Gonçalves
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Tentando manter um low profile na discussão…
Para os interessados em demogogia securitária e irresponsável, este artigo deve ser bem "pior" que muitos dos discursos feitos em Portugal. E eu ainda a recomendar a visão estratégica do senhor...

publicado por Bruno Gonçalves
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Maldades
E depois há os maldosos, que nos enviam e-mails a lembrar artigos publicados em jornais dois dias antes da vitória de Luís Filipe Menezes, a gabarem as inexcedíveis qualidades de liderança de Luís Marques Mendes. Como este, por exemplo.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Deste populista, Mário Soares gosta
Da Lusa:

Chávez obriga escolas a aplicar «curriculum bolivariano»

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, avisou este Domingo que os directores das escolas que não apliquem o "curriculum bolivariano" serão presos e reiterou que nacionalizará os colégios e universidades privadas que se recusem a fazê-lo.

"Todas as escolas do país devem assumir esse curriculum. Escola que não cumpra, nacionaliza-se! Universidade que não cumpra, nacionaliza-se!", afirmou Hugo Chávez no seu programa de rádio e televisão, "Aló, Presidente".



Na abertura do ano escolar, Hugo Chávez anunciou que os pilares do novo curriculum são "aprender a criar, aprender a participar e a conviver, aprender a valorizar e aprender a reflectir".

O ministro venezuelano da Educação e irmão do presidente, Adan Chávez, anunciou que o conteúdo do curriculum será conhecido "ao longo do ano escolar".

A Igreja Católica no país tem sido muito crítica desta mudança e teme que o Estado venha a confiscar várias das suas instituições escolares. Na semana passada, um grupo comunitário sequestrou durante seis horas três religiosas da escola "Margarida Bosco", de Coro, exigindo a transformação da escola numa instituição bolivariana.

"A educação na Venezuela, como a deseja o presidente Chávez, não é somente causa de preocupação, mas constitui um perigo para a democracia, e também uma agressão aos direitos universais", declarou recentemente o Pe. Pedro Freites, reitor do Pontifício Colégio Venezuelano, de Roma.

O Pe. Freites sublinhou ainda que se trata de uma tentativa de "impor um sistema educativo hegemónico que, ao invés de educar, faz uma lavagem cerebral às crianças e jovens".

O Estado exerce uma pressão crescente sobre as matérias de ensino e as instituições escolares são obrigadas a utilizar manuais aprovados pelo regime e destinados à "indoutrinação".



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Não me mordas o ADN
Big brother is coding you, de Pedro Sales no Zero de Conduta.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Como é claro, esta história não quer dizer absolutamente nada
Sábado fui ao Porto a uma festa de aniversário de um amigo. Além da natural animação provocada pelo evento, constatei uma mal disfarçada euforia pela vitória de Menezes em várias pessoas. Para alguns dos convivas só havia uma fonte de preocupação: a imprensa lisboeta ia fazer de tudo para o combater.

Quando cheguei a casa, o porteiro, que me acha uma espécie de espião do Norte em Lisboa, saudou-me com um: “lá ganhámos aquilo, hem?” Quando respondi que o devíamos ao grande Lizandro, respondeu-me muito depressa: “Não é isso. O Menezes, o Menezes”.

publicado por Pedro Marques Lopes
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O PSD de Maringá
 

Maringá não vai estar representada no Congresso do PSD, dia 12, 13 e 14 de Outubro. Os habitantes da cidade do Paraná, no sul do Brasil, teriam sérios motivos de queixa a apresentar contra o recém-eleito presidente do PSD. É verdade que não foram as únicas vítimas de insultos numa campanha muito pouco digna. Mas convenhamos que se podem considerar ofendidos, depois de deslocalizados para a Amazónia e comparados a índios ianomani por Luís Filipe Menezes. Maringá não irá ao congresso defender-se dos ataques porque, segundo indicavam fontes locais do partido, “não se mobilizou” e nem um dos dez militantes do PSD inscritos exerceu o direito de voto. Infelizmente, acrescento eu, porque os “maringanenses” – será assim que se chamam os habitantes da cidade? – poderiam juntar os seus protestos aos de todos os outros alvos da fúria eleitoralista de Menezes – dos “barões” não assinalados em combate, ao presidente da Câmara de Tavira, Macário Correia. Duvida-se, porém, que depois de conhecido o resultado, os ditos “barões” mantenham a vontade de comparecer num congresso em que as estrelas vitoriosas serão personagens ímpares como Mendes Bota, Marco António, ou o presidente da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves, para além das célebres “bases” e do novo “líder” do partido. De certo modo, pelo menos de acordo com a versão mítica de Luís Filipe Menezes, Maringá pode ser vista como símbolo do actual estado do PSD. Sobram os índios e faltam os chefes que ponham ordem na tribo.

(Publicado hoje no Meia Hora. 01.10.07)

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Momento de auto-promoção (sem talão de desconto e com as quotas em dia)

 


Há coisas novas aqui.


 



publicado por joao moreira de sá
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O Jazz subiu-lhes à cabeça e migraram para o Sapo
Jazza-me muito, o blogue da Rádio Europa, está agora no Sapo. Pode passar a ouvir o nosso programa directamente de lá - e, segundo fontes privilegiadas, vai haver também ipods. A acompanhar.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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E os índios de Maringá?


Ainda não tinha elogiado a emissão especial directas PSD no 31 da Armada. Aqui ficam por isso os parabéns ao pessoal trabalhador e um dos vídeos imperdíveis de Nuno Costa Santos, que serão ainda hoje repostos no blogue.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Santos de casa não fazem milagres?
Peço a Luís Aguiar Santos o favor de não insultar alguns dos seus próprios colegas de blogue, porque também lá tem quem escreva mais ou menos regularmente na "Atlântico". Pode dirigir os seus insultos ad hominem ao autor do texto que tanto o escandalizou, que ele aguenta-os bem sozinho, ainda que fosse porventura mais bem sucedido se utilizasse argumentos. Já agora, volto a repetir que, ao contrário de outros sítios de pensamento único, neste blogue - e também na revista - cada um escreve pela sua própria cabeça e assume as próprias responsabilidades pelos textos de que é autor. Quem não compreende isto e se exalta com insultos fundamentalistas, não parece saber o que é o pluralismo e tenho dúvidas que se possa chamar de liberal.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Do insulto
Quando um comuna me insulta, fico contente. Quando um nacionalista me insulta, fico contente. Quando um marxista-liberal me apelida de "nojento", dou uma rave em casa. E os libertários também podem ir.

Estes "libertários" falam com um fanatismo familiar: é o fanatismo do comunismo. Criticamos a doutrina, mas eles acham que estamos a falar da mãe deles. O liberalismo é um amigo deles. Eles falam com o "liberalismo" tal como uma criança fala com os amigos imaginários quando está com medo do escuro. Criticar o liberalismo é, para eles, o mesmo que chamar "nojento" a um amigo íntimo. Para esta simpática tribo, o liberalismo tem nome e tudo. É o João liberalismo, o Tiago liberalismo, ou o liberalismo Fonseca ou o liberalismo Teixeira.

 [Henrique "mãe, ele bateu no Ron Paul" Raposo]

publicado por Henrique Raposo
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Sinais dos tempos?
Interessante ver acérrimos liberais como Carlos Abreu Amorim e conservadores impenitentes como António Ribeiro Ferreira - ARF, um abraço - unidos na defesa de Luís Filipe Menezes no "Correio da Manhã". CAA chega ao pormenor de comparar elogiosamente Menezes ao democrata-cristão Ribeiro e Castro - o que, embora pareça ter boa intenção, não é um grande elogio para este último dirigente. ARF deita abaixo as elites, com o seu pessimismo militante. Mas os novos tempos do PPD/PSD prometem ainda mais surpresas.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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“Ran Paul”
http://www.channel4.com/film/media/images/Channel4/film/R/ran_xl_01--film-B.jpg

publicado por Henrique Raposo
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Contra o politicamente correcto


Eu atrevia-me mesmo a dizer que a capa do mais recente número da Atlântico é a melhor de sempre da imprensa portuguesa. Diz tudo sobre o endeusamento de um serial-killer, sobre o paradoxo de um símbolo comunista se ter tornado numa pop-star do marketing e sobre a forma como a preguiça mental do Ocidente e em particular dos portugueses acalenta o destino benigno da figurinha. Esta sim, é uma capa "revolucionária". Corajosa. Em nome da liberdade. Das liberdades. Parabéns à Lucy Pepper!

publicado por Bernardo Pires de Lima
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Em Kiev, amanhã


publicado por Bernardo Pires de Lima
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Em Kiev, hoje
As forças pró-ocidentais que fizeram à Revolução Laranja de 2004 estão à frente nas sondagens das eleições legislativas que decorreram hoje na Ucrânia, mas afigura-se possível um resultado que gere um impasse na formação do novo Governo.

 O sr. Solana, sempre tão interessado em "falar a uma só voz", evitou desta vez dar um sinal forte aos ucranianos sobre uma real aproximação futura à UE. Só não o faz por duas razões. Primeiro, porque anda amedrontado com a Rússia. Segundo, porque a UE já desiludiu os ucranianos pró-ocidentais após a revolução laranja: criou-lhes enormes expectativas às quais não soube dar seguimento. Isto não é forma de lidar com futuros alargamentos.

publicado por Bernardo Pires de Lima
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Em inglês



- I can't believe the price of these trousers!


- It's true, Sardi.



 

publicado por joao moreira de sá
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Trocadilho da moda



- O gajo anda sempre impecável, onde é que ele se veste? 

- Ele? Gant.



 

publicado por joao moreira de sá
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Já fui um conquistador
Muitos países optaram pelo civismo. 

Portugal e o Brasil optaram pelo "Si vira".


 



publicado por joao moreira de sá
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De cimeira em cimeira…



Hoje, por segurança, vou comer debaixo da mesa.  

Ouvi na rádio que hoje as alterações climáticas vão estar em cima da mesa.



 

publicado por joao moreira de sá
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Por outro lado
A eleição de Luís Filipe Menezes é um verdadeiro maná para a comunicação social. Os tempos que aí vêm serão muito interessantes em termos noticiosos.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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