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blogue atlântico

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29
Fev08

Os europeus para Obama

Bernardo Pires de Lima
Obama parece ter-se lembrado que os europeus existem e que combatem em várias frentes. Podiam fazer mais e melhor, mas isso é outra conversa. O certo é que estão em vários teatros de guerra e de crise, com ou sem os EUA. Mas a verdade é que Obama não liga peva aos europeus, ao contrário destes que andam a babar-se por ele. Parece-me que ainda se vão arrepender no futuro.

É que este "endurecimento" da retórica de Obama, que o Henrique fala aí em baixo, está na linha da mantida pela Administração Bush nos últimos dois anos e sem grande sucesso. Para além deste ponto de continuidade, há um outro que é de ruptura, até com as propostas de John McCain. E aqui é que os europeus deveriam estar preocupados. Para Obama, uma vez infrutífero os apelos a um mais profundo compromisso europeu no Afeganistão, a NATO deixa de contar. Para ele o fim da NATO é mais um passo na sua "mudança". E isto é que é perigoso. Ele, sim, está à vontade para descartar aliados. Talvez por precaução, Sarkozy está a reposicionar toda a sua estrutura militar africana para o Golfo Pérsico, não vá ficar a ver navios a partir de 2009.

Por culpa dos europeus e não só, a inexistência de uma organização de segurança do calibre da NATO representaria um vazio nas relações internacionais e criaria uma tensão entre europeus e entre estes e Washington. Sobretudo entre europeus ocidentais e aqueles a Leste que olham para os EUA quando pensam em segurança nacional. Ora isto significa, também, crise e desconfiança na União Europeia, da qual fazem parte.

A diferença desta linha revolucionária-porque-sim de Obama e a visão exigente de McCain no que toca à NATO, é que este nunca a põe em causa, mesmo que a queira alargar a "novas" potências. E isto seria suficiente para sossegar os europeus. Aparentemente não é.
29
Fev08

Blogue Atlântico reforçado

Paulo Pinto Mascarenhas
Com o correspondente de guerra da revista Atlântico no Brasil:
Pedro Sette Câmara, carioca de junho de 1977, teve sua primeira experiência universitária em NYC e a segunda no Rio, encerrada quando sofreu uma tentativa de linchamento. Hoje tenta bacharelar-se em grego clássico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mas há sempre um volume de Shakespeare por perto que lhe desvia a atenção. Gosta de poesia e teatro e raramente lê prosa de ficção. Nasceu liberal e católico, mas provavelmente é melhor liberal do que católico. Trabalha como tradutor literário, intérprete de conferências, professor ocasional de literatura e gerente de operações do OrdemLivre.org, braço lusófono do Cato Institute, além de ser correspondente de guerra da Atlântico.

Bem-vindo, Pedro.
29
Fev08

O mapa suicidário do PSD

Paulo Pinto Mascarenhas
O líder parlamentar do PSD pediu hoje ao primeiro-ministro que falasse sobre a "fragilização" da justiça portuguesa e acabou a justificar a decisão do seu partido de quebrar o acordo sobre o mapa judiciário.

Pedro Santana Lopes abriu o debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento declarando que se constata "uma fragilização objectiva" da justiça, com "indefinição de caminhos, de métodos", e apontou o recuo de Almeida Pereira na aceitação do convite para ser director da Polícia Judiciária (PJ) do Porto.

Público
29
Fev08

A Atlântico avisou e aí está a esquerdização do regime

Paulo Pinto Mascarenhas
CDS em queda livre, BE em alta
Sondagem: PS mais longe da maioria absoluta mas aumenta vantagem sobre o PSD


-

José Miguel Júdice escreveu sobre os perigos da esquerdização do regime nas edições da Atlântico de Novembro e Janeiro, com a ameaça que significa a polarização da contestação na "esquerda proto-marxista". Eu próprio escrevi editoriais sobre o assunto. É isso que parece estar a acontecer, mais rapidamente do que se pensava. De acordo com o estudo de opinião da Católica, neste momento PCP e BE somam juntos 17 por cento - se a isto acrescentarmos os 39 por cento do PS, é fazer as contas. O CDS é vítima das últimas notícias e o PSD também desce para os 32 pontos percentuais: a antiga AD teria agora 35 por cento contra 56 por cento dos partidos à esquerda. Sim, é só uma sondagem, mas as sondagens costumam transmitir tendências. E tudo indica que a tendência é para uma maioria relativa do PS em 2009 - que poderá ficar dependente dos desvarios demagógicos do partido-tablóide, o Bloco de Esquerda.

Espera-se que os políticos do centro-direita percebam finalmente que é preciso fazer alguma coisa rapidamente para alterar este estado de coisas. E que os empresários percebam o risco que Portugal pode correr com esta esquerdização do regime. Quem avisa é a Atlântico.
28
Fev08

É o que acontece quando se dá passos maiores que as pernas

Alexandre Homem Cristo
À lei do tabaco, em vigor desde 1 de Janeiro de 2008, falta legislação referente às remodelações dos estabelecimentos.

Se falta legislação e os critérios da extracção do fumo não estão definidos, como é que um estabelecimento pode ter um espaço para fumadores? E quem já investiu em equipamento que afinal é inútil, volta a investir quando sair a legislação?

Há dias em que me sinto num filme dos Monty Python. O nosso dia-a-dia é um script de nonsense.

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