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blogue atlântico

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01
Fev08

A fraude à lei

Paulo Pinto Mascarenhas
Costa Andrade: “Uma fraude à lei sem relevância criminal”
01.02.2008 - 00h15 José António CerejoA assinatura de projectos por técnicos que não são os seus verdadeiros autores, a chamada “assinatura de favor”, não constitui crime mas é considerada uma “fraude à lei”. A organização profissional dos engenheiros técnicos defende a criminalização dessa prática e afirma que ela “mina a sociedade portuguesa”.

NO PÚBLICO: Sócrates assinou durante uma década projectos da autoria de outros técnicos
01
Fev08

Só sei que nada sei

Paulo Pinto Mascarenhas
 
NO PÚBLICO: Sócrates assinou durante uma década projectos da autoria de outros técnicos

José Sócrates assinou numerosos projectos de edifícios na Guarda, ao longo da década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele. Nalguns casos, esses documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário do município e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.

Via João Miranda no Blasfémias
01
Fev08

Errata

Paulo Pinto Mascarenhas
 
Total e completa responsabilidade da edição, O Coveiro de Tiago Galvão contém um erro. Onde se lê que Luiz Pacheco "foi o melhor aluno do pai de Eduardo Prado Coelho" (pág. 72)  devia estar "foi o melhor aluno do pai de Jacinto Prado Coelho", como consta do original.
As nossas desculpas ao autor e aos leitores.
01
Fev08

Repórter Atlântico no Centenário

Paulo Pinto Mascarenhas

Fui ontem à Universidade Católica ouvir o Rui Ramos a propósito do centenário do Regicídio. Cheguei ligeiramente atrasado, a sala estava cheia e já não se conseguia entrar. Felizmente, porque no interior do Auditório Cardeal Medeiros da Biblioteca João Paulo II existia um outro espaço mais arejado, com um grande ecrã de televisão, onde acompanhei desde o início o discurso do historiador. Nas escadas à frente das portas de entrada vendiam-se diversas publicações e, mais tarde, um militante monárquico expunha brochuras e revistas numa mesa encostada às portas de vidro. Mas a maioria da assistência estava muito longe de ser composta pelo velho estereótipo do adepto monárquico, onde dificilmente se enquadram Miguel Freitas da Costa ou Diogo Feio, para só falar dos que vi e cumprimentei.

Se o título oficial da cerimónia era o regicídio, o tema proposto seria “Dom Carlos I, Um Rei Constitucional”, a convite de D. Duarte de Bragança. As palavras de Rui Ramos não foram sobre o lado sombrio ou mórbido da efeméride - a morte do rei e do seu filho - mas contaram a história de uma personagem histórica chamada D. Carlos. Muito para além dos quadros, das caçadas e da inesgotável vida intelectual, um monarca realista que se preocupava com a agenda política diária, o estado de espírito das elites, as conspirações no parlamento e o bem-estar do povo. Um rei que tentava desempenhar o seu cargo com pragmatismo, muito bem documentado sobre o que se passava. As cartas trocadas com João Franco, seu chefe de Governo, lidas por Ramos, são disso testemunho.

Parece-me que uma das funções do historiador é desconstruir os mitos - positivos ou negativos - que se criam sobre as figuras do passado colectivo. D. Carlos I, depois de assassinado, foi vítima das lentes ideológicas que desfocaram a avaliação do seu papel em função de uma apologia forçada da instauração da I República, de que todos conhecemos as consequências: a ditadura militar seguida de quatro décadas de salazarismo. São essas historietas do papão monárquico que não têm qualquer razão de existir no nosso país, uma democracia consolidada em pleno séc. XXI.

Inventar uma questão de regime, pretender denegrir ou apagar uma personagem que faz parte da História, só lembra a republicanos muito inseguros de si próprios e do que defendem. Resumindo: Rui Ramos cumpriu a sua obrigação de académico e intelectual. Como historiador que não se sente obrigado aos falsos consensos do politicamente correcto. É também por isso - entre outras razões óbvias - que aconselho a que leia amanhã o ensaio D. Carlos Vivo! na Revista Atlântico de Fevereiro.

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