Segunda-feira, 3 de Março de 2008
Fazer política na União dá trabalho não dá?
Nas anteriores versões mais curtas, 12 e 15, em que Portugal já participava, a integração europeia era, antes de mais, um pilar da política externa do país. Agora, apesar de continuar a ser, há uma alteração importante: acentuou-se a necessidade de se fazer política externa no interior da União. Com mais países, aumentam as divergências de interesses (o que é natural; não é nenhum drama) e a União torna-se mais política. Para Portugal responder adequadamente a esta nova situação, é necessário estudar os interesses e as estratégias de todos os Estados Membros, principalmente os novos.

Por fim, o Parlamento Europeu terá muito mais competências. Perante esta alteração, os principais partidos políticos nacionais terão que reforçar a sua dimensão europeia. Num Parlamento Europeu com poder, dá-se uma dupla mudança. Se por um lado os partidos nacionais passarão a ser ainda mais partidos europeus. Por outro lado, passam a desempenhar um papel mais relevante nas estratégias nacionais. Os partidos nacionais terão que perceber a importâncias dos Comités parlamentares e quais são os que mais interessam a Portugal.

João Marques de Almeida, Diário Económico.

publicado por Bernardo Pires de Lima
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