Quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
los partidos têm de tener cochones
Pedro Marques Lopes,

os partidos têm de partir da sociedade e não do estado. Se um partido não é capaz de se sustentar com o dinheiro que arranja - legalmente - na sociedade, então, não é representativo de coisa nenhuma e o estado não tem que o financiar. Quando o estado financia os partidos acontece aquilo que já descrevi e mais outra coisa: os partidos passam a representar causas, valores e até clichés abstractos (como aquela coisa do "bem comum", ou o "bem dos portugueses") sem ligação aos valores e interesses das pessoas concretas que vivem aqui e agora e não nessa terra do "bem comum".

Os partidos, em Portugal, não querem é trabalhar. Não têm cochones. As pessoas que compõem os partidos portugueses querem o status do poder (dinheiro, gajas e gajos, secretárias - as dos clips -, e a influência silenciosa típica deste país) mas não querem o trabalho que dá ter esse poder. Daria muito trabalho abrir o partido à sociedade e trabalhar para recolher os fundos necessários junto da sociedade. Muito mesmo. Portanto, é melhor sacar o dinheiro ao estado (x por voto; y por deputado, etc) do que andar realmente a fazer política. No terreno. No meio do pó, onde as coisas acontecem. Lá fora. Mas isto seria trabalhar para exercer o Poder. E - em Portugal - não se faz política e não se exerce o Poder. As pessoas querem estar apenas no seu little office, cheio de clips.

publicado por Henrique Raposo
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