Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
Focas em Gaia
Através de um post de Valupi, no Aspirina B, descobri que a câmara de Gaia, de Luís Filipe Menezes, tenciona transformar essa honrada cidade numa “pequena Londres do Mediterrâneo” (sic). Pelo menos a acreditar nas palavras do vice-presidente da autarquia, Marco António Costa, sem dúvida um homem de génio e visão, talvez discípulo de João Vale e Azevedo. Como moro no Porto - à beirinha do Adriático, como se sabe -, aplaudo. Quem não vê já, por cima de um suave leito de vinho do Porto, chegar muito lampeirinha aqui à beira a National Gallery em peso? E Trafalgar Square, ali perto de Santo Ovídio? O problema com estas coisas é que nos deixam sempre insatisfeitos e ansiosos. Quando é que alguém importante de Ermesinde vai a Paris? Não ficava bem um obelisco em Ermesinde? E o actual senhor de Matosinhos a Florença? Tem lá coisas giras. Mas não nos precipitemos. Comecemos, de facto, por Gaia. E, mal o vice-presidente Marco António Costa chegar a estas plagas do Mediterrâneo, alguém que o envie em nova missão ao Pólo Norte. É que, vistos do Porto, ficavam a matar uns igloos gigantes em Gaia. E uns ursos brancos. E focas no Douro. Consta que elas se dão bem aqui pelos Urais. Sobretudo, não atacam gente delirante. É bom que ele pense nesse aspecto.