Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007
“Os judeus”
O Paulo Pinto Mascarenhas escreveu um post sobre a profanação do cemitério judaico de Lisboa. Teve comentários que o acusavam de, indiferente a outras formas de racismo, ser unicamente, ou quase, sensível a esta. Não vale provavelmente a pena discutir a má-fé da acusação no que respeita ao Paulo: basta ler o que ele escreveu em ocasiões análogas, e, em geral, qualquer coisa que ele escreva, para perceber o absurdo preconceituoso dos comentários. Em contrapartida, eles são ilustrativos num outro plano. Uma parte não despicienda da esquerda, tal como uma parte não despicienda da direita (embora, esta, menos vocal), vive numa frágil linha entre a detestação de Israel (baptizada “anti-sionismo”, ou, em gente menos aguerrida, sem nome reconhecível) e um anti-semitismo que conhece várias tonalidades. A detestação de Israel é a alavanca para a suspeita levantada sobre quem condena o anti-semitismo. E, nesse sentimento de suspeita, a linha divisória entre “anti-sionismo” e anti-semitismo esbate-se. Falando dos outros, revelam-se a si mesmos. Os comentários feitos ao post do Paulo exibem isso perfeitamente. São, pura e simplesmente, ideológicos. Ideológicos de uma ideologia pouco recomendável.

publicado por Paulo Tunhas
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