Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
O capital e o social
Já se percebeu que o capital confia menos nas bolsas que no seu próprio talento. O capital compra empresas em todo o mundo, endireita-as e vende-as a quem as quiser comprar. Há aqui muito para dizer mais também isto: o capital é cada vez mais objectivo e cada vez menos disposto a perder tempo a andar de braço dado com as donas de casa que investem na bolsa. A tecnologia permite que o capital circule à velocidade da luz, alheio a bandeiras, hinos, fronteiras ou culturas.
A globalização também é isto: objectividade. Chavez bem pode dizer adeus ao capital. Porque o capital não gosta da arbitrariedade.
A Venezuela sofrerá mas, provavelmente por causa do capital, vai ver-se livre de Chavez mais cedo do que julgava.
"A tecnologia permite que o capital circule à velocidade da luz, alheio a bandeiras, hinos, fronteiras ou culturas. "
Isso é um mito - ou melhor, o capital no sentido de "dinheiro" pode circular à velocidade da luz (na verdade um pouco, menos, mas pronto...), mas o capital no sentido de fábircas, máquinas, edificios, etc. (e é este capital que interessa), circula à mesma velocidade que circulava.
De
pedrobm a 31 de Maio de 2007 às 18:49
Caro Miguel,
hummm... a massaroca digitalizada anda de um lado para o outro em busca de objectividade. Em busca de fábricas e afins cuja vantagem comparativa seja clara. Essa massaroca digitalizada dos hedge funds e sobretudo das private equitys podem rebentar um país onde impere a arbitrariedade. Isso não é bom nem mau. É a globalização.
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