Cada vez mais a CGD se constitui como o braço armado para a intervenção do Estado em sectores económicos relevantes. Desta feita através da compra de 10% da PTM.
A justificação desta compra ou de qualquer outro investimento da CGD não pode ser mais linear: expectativa de rentabilidade. Só que a CGD não é um banco como os outros pela simples razão de que é uma empresa de capitais públicos.
Dando de barato a inacreditável e perfeitamente estapafúrdia desculpa de que o Estado deve ter um banco para assegurar uma espécie de regulação concorrencial no sector (com resultados, aliás, brilhantes a ver pelos resultados dos seus concorrentes...), não se entende o afã investidor da CGD que vai da compra de participações em estâncias turísticas (Vale do Lobo) à compra de parte significativa da PTM. No limite e com a capacidade económica quase ilimitada que lhe advém do seu accionista a CGD podia controlar quase todos os sectores económicos...
O que é preciso que se entenda é que os actos de gestão, nomeadamente na aquisição de participações fora do sector financeiro, terão sempre uma razão política, pelo simples facto de que o proprietário da CGD é o Estado.
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