Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Com um beijo
Existe um pormenor que faria com que algumas pessoas se

aborrecessem com isso:aquela lei maçadora chamada Constituição

que prevê que ninguém deve ser discriminado em função, nomeadamente,

do sexo ou da cor da pele… detalhes.

Relacionar financiamentos aos partidos políticos

com imaginárias campanhas contra direitos assegurados

constitucionalmente parece-me descabido

mas tudo se pode esperar quando

se começa qualquer argumentação com “se um dia…”.


publicado por Pedro Marques Lopes
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Comentários:
De HO a 31 de Maio de 2007 às 14:46
Bem, vocês têm uma enorme vontade de ver "argumentos" em todo o lado... Freud explica. Se tivesse lido o meu comentário, ter-se-ia poupado a isto. Fica a auto-citação:

««
Lamento, mas não produzi o argumento que o José Barros me imputa; na realidade, nem produzi qualquer argumento especialmente notável - será melhor ler o que escrevi como uma profecia (embora, me disponha, desde já a cumprir a máxima de “put your money where your mouth is”), suscitada a partir do espanto, da estranheza e dos exacerbamentos que provocou o post do FMS.

O meu ponto não é nem mais nem menos do que está escrito e um comentário en passant, uma insinuação contra incertos quase instintiva, não merece grande hermenêutica: se a mensagem do cartaz fosse outra, posts como o do FMS seriam inúmeros e encarados com bonomia (para não dizer que seriam vistos como necessários) pela generalidade das pessoas - incluindo muitos dos que o criticaram.

De resto, também escrevi, logo de seguida (é o comment abaixo do transcrito), para esclarecer o “posts no sentido do FMS”: “Ou melhor: bem piores e completamente liberticidas”

Julgo que o “bem piores” é esclarecedor q.b. sobre a minha opinião quanto à tese do estado estar a promover agendas num ou noutro sentido. Defendo que os partidos detenham uma amplíssima discricionariedade quanto às mensagens que pretendem veicular na sua propaganda, venha o dinheiro de onde vier; mas não percebo o choque e a crítica acérrima ao FMS por este ter aproveitado o aparecimento de um cartaz que não lhe agrada (eu acho-o - ao cartaz, não ao FMS -, francamente idiota) para colocar em causa o sistema de financiamento público dos partidos. E a “legitimidade” que referi é precisamente essa: a de pôr em causa o financiamento público dos partidos, mesmo fazendo uso da “agenda mediática” e dos tiros nos pés que estes dêem. E olhe que eu nem tenho grandes problemas com o financiamento público: “Já agora, este é um dos gastos públicos que qualifico como assente em razões atendíveis e que menos me preocupa”.

Posto isto: derrota? Que derrota?

Um abraço.

p.s. - é claro que, acessoriamente, se pode inferir no meu comentário uma crítica à forma como a “tolerância” é entendida por muitos hoje em dia - como “aceitação” do que é “distinto”.
»»

Quanto à lei maçadora chamada Constituição, não percebo a que propósito a invoca, nem a relevância dos direitos estarem ou não "constitucionalmente assegurados" - ou é a favor da coarcão da liberdade de expressão para quem defende valores rácicos e homofóbicos?


De André Azevedo Alves a 31 de Maio de 2007 às 15:05
No caso da Constituição portuguesa não lhe chamaria "maçadora".

"Absurda" é mais adequado.


De Miguel Noronha a 31 de Maio de 2007 às 15:21
A CRP também diz que vamos a "caminho para uma sociedade socialista" (preâmbulo), que um (há mais...) dos papeis do Estado é " Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais" (art. 9º) e que os é as comissões de trabalhadores podem "Exercer o controlo de gestão nas empresas" (art. 54º 5b). Entre outras pérolas.

A leitura da CRP pode ser um exercício extremamente lúdico.


De Pedro a 31 de Maio de 2007 às 15:21
Pois é, mas até a mudarmos é a que temos. Pode ser que na próxima revisão se institua a diferenciação em função da opção sexual ou outras que tais.


De Ana Matos Pires a 31 de Maio de 2007 às 20:13
... como a diferenciação em função do sexo, por exemplo.

Com muitos, Pedro, com muitos... ;-)


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