Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
Eu gosto deste Mário

Tenho observado a
recente cruzada anti-Mário Crespo que, suspeito, ainda está agora a começar. Parece que existe uma tendência recente defendendo que o papel de entrevistador serve apenas para fazer perguntas a que o entrevistado responderá como lhe apetecer. No fundo, o que se sugere, é que o entrevistador seja uma espécie de autómato que serve apenas como um debitador de frases programadas.
Mário Crespo tem – na opinião de alguns – um terrível defeito: gosta que lhe respondam às perguntas que faz e não às que o entrevistado gostaria que lhe fizessem. Além disso acha-se investido do direito – e muito bem – de pôr em causa afirmações que no seu entender são, no mínimo, controversas, como por exemplo a comparação entre um acto criminoso e uma fiscalização da ASAE. Julgarão os cruzados anti-Crespo que este tipo de afirmações não devem ser contraditadas? Ou preferirão as entrevistas do tipo Clara Ferreira Alves em que Mário Soares afirma conhecer um estudo americano em que se advoga o extermínio das populações do Sul e em que esta jornalista nem sequer lhe pergunta onde se pode encontrar tal estudo? Onde estavam estes paladinos do jornalismo sem cérebro quando Mário Crespo, por exemplo, foi insultado por Valentim Loureiro quando aquele exigiu que lhe respondessem a uma pergunta?
De Pedro Orleans a 29 de Agosto de 2007 às 07:19
Mas não é a primeira vez que o Mário Crespo pretende baixar o nível ao da converseta de café. Aquela fantástica e certamente muito profissional fleuma e tom de voz inquisitivo e ponderado, escondem muita da menoridade intelectual do jornalista. É um excelente pivot, sem dúvida, mas não mais do que isso. Desde que o texto seja previamente bem preparado, o Crespo é fantástico a ler aquilo e é um prazer ouvi-lo.
De Pedro Orleans a 29 de Agosto de 2007 às 07:13
Pior que Valentim Loureiro só mesmo Mário Crespo naquela famosa entrevista em formato converseta de café (disponível no youtube) . Mário Crespo imbecilmente a dada altura na entrevista resolve mandar bitaites jurídicos e confrontar Valentim a propósito da constituição de assistente em processo penal. Um jornalista com a suposta craveira de Crespo devia saber não ir por aí por ser uma questão demasiado técnica para alí ser equacionada. Essa entrevista foi uma supresa. Porque pela primeira vez ouvi o Valentim dizer alguma coisa acertada quando chamou surdo, ignorante e leviano ao Mário Crespo.
De S.V. a 28 de Agosto de 2007 às 19:15
Ninguém opinou sobre algo que não viu (e daqui penso que sou o único que não vi), pessoalmente opinei sobre o que li noutros blogs.
Aliás, nesses outros blogs (i.e.: Certamente Que Sim) ou neste não será capaz de ler da minha parte uma palavra de crítica a Mário Crespo*, apenas sobre algo que sinto que acontece vezes demais e que julgo que em parte estava presente na entrada do blog acima referido (apesar de não ter sido essa a intenção do autor segundo depois percebi): os jornalistas opinarem quando devem informar e fazê-lo como se estivessem a informar, veiculando pontos de vista, não factos, e não poucas vezes parecerem relações públicas dos mais variados partidos/grupos económicos (varrendo o espectro político sem excepção).
* muito pelo contrário, elogio a forma como normalmente conduz as entrevistas e faço isso sim uma comparação entre as duas análises
De Duarte Miguel a 28 de Agosto de 2007 às 23:37
Se há coisa que o Mário Crespo ontem não estava era mal informado. Se há coisa que Mário Crespo ontem não fez foram perguntas para não ser respondido.
Estava muitíssimo bem informado e as perguntas que fez não tiveram resposta porque não tem resposta. As únicas respostas foram mentiras e tentaivas de manobras de dispersão.
Isso é que irrita todos os que se manifestam conra a entrevista.
A entrevista foi muito boa e Crespo fez o que devia fazer. Colocou o entrevistado perante pergunats concretas e exactas, para as quais pura e simplesmente não havia resposta.
-Só falta o Miguel Portas aparecer no jornal das 9 para o massacre ficar completo. Por agora Mário Crespo 2 Esquerda caviar 0. Os melhores momentos foram obrigar Louçã a condenar a bardinagem e lembrar ao Gualter umas ideias que parece que o rapaz já esqueceu. Bem haja Mário Crespo!
Criticar Mário Crespo não é o mesmo que desqualificar Mário Crespo. Eu tendo a gostar das suas entrevistas, mas considero que as de Louçã e do Gualter Batista não lhe correram muito bem. Foi demasiado opinativo - o que não é o contrário de um entrevistador passivo ou dócil - e manipulou de forma descarada os entrevistados. Nem anjo nem diabom, pedia-se apenas que ele não se limitasse a confirmar os seus preconceitos. Acho que isso é o mínimo que se pede numa conversa: que ela não se limite a confirmar um ponto de vista .
Caro Pedro Marques Lopes,
a sua reacção já estava prevista, não surpreendeu. Ao contrário de Mário Crespo na "entrevista" em questão, fez o Pedro Marqes Lopes o que lhe competia.
É evidente que dar-lhe troco aqui é desnecessário e irrelevante.
Conhecendo Mário Crespo há duas décadas, não tenho de calar as críticas que lhe possa fazer -- e tenho feito raras, porque ele é um bom profissional.
Ontem, Crespo não fez perguntas para ser respondido. E por diversas vezes fez as perguntas que o seu interlocutor quis que ele lhe fizesse, a pedido. Crespo estava mal preparado, não conduziu bem a entrevista, acabou -- francamente -- por baixo. Muito longe desse Mário Crespo a que alude e que tão bem conhecemos.
Termino informando-o, e aos seu leitores, que não sou paladino do jornalismo nem, de resto, de qualquer outra causa.
De Carlos a 28 de Agosto de 2007 às 21:49
Mario Crespo fez o óbvio: manteve o foco na questão da invasão de propriedade, na legalidade do fato e suas ligãções políticas.
Os entrevistados é que queriam falar de transgênicos... já agora: o que o Louça entende disso?
De Carlos a 28 de Agosto de 2007 às 21:50
opss! ligações
De
CAA a 28 de Agosto de 2007 às 21:58
Completamente de acordo.
CAA
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