Terça-feira, 28 de Agosto de 2007
Eu gosto deste Mário

 




Tenho observado a recente cruzada anti-Mário Crespo que, suspeito, ainda está agora a começar. Parece que existe uma tendência recente defendendo que o papel de entrevistador serve apenas para fazer perguntas a que o entrevistado responderá como lhe apetecer. No fundo, o que se sugere, é que o entrevistador seja uma espécie de autómato que serve apenas como um debitador de frases programadas.

Mário Crespo tem – na opinião de alguns – um terrível defeito: gosta que lhe respondam às perguntas que faz e não às que o entrevistado gostaria que lhe fizessem. Além disso acha-se investido do direito – e muito bem – de pôr em causa afirmações que no seu entender são, no mínimo, controversas, como por exemplo a comparação entre um acto criminoso e uma fiscalização da ASAE. Julgarão os cruzados anti-Crespo que este tipo de afirmações não devem ser contraditadas? Ou preferirão as entrevistas do tipo Clara Ferreira Alves em que Mário Soares afirma conhecer um estudo americano em que se advoga o extermínio das populações do Sul e em que esta jornalista nem sequer lhe pergunta onde se pode encontrar tal estudo? Onde estavam estes paladinos do jornalismo sem cérebro quando Mário Crespo, por exemplo, foi insultado por Valentim Loureiro quando aquele exigiu que lhe respondessem a uma pergunta?


 



publicado por Pedro Marques Lopes
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