Ora, cerca de 1,5 milhões de eleitores votaram “Não” no último referendo. (Curiosamente, a percentagem de votantes no “Não” (40%) foi superior à soma da percentagem de votos obtidos pelo CDS e pelo PSD nas últimas legislativas (36%), enquanto que a percentagem de votantes no sim foi quase idêntica à soma dos votos do PS, PCP e Bloco de Extrema Esquerda).
Suponhamos que existe uma pequena percentagem destes votantes (5%, por exemplo), que se sentem suficientemente motivados para votar de acordo com as suas posições sobre a vida e a família. Suponhamos ainda que esta minoria está minimamente organizada e pode, desta forma, ser mobilizada eleitoralmente. Estas hipóteses são bastante conservadoras… ;)
Suponhamos ainda que existe um empreendedor político suficientemente astuto para compreender que existe aqui uma “oportunidade de negócio político” – sempre seriam cerca de 75.000 votos…
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