14
Fev08
Um pouco menos de entusiasmo, sff
Miguel Noronha
A notícia que a economia portuguesa cresceu 1.9% em 2007 foi recebida de forma entusiástica por José Sócrates. Existem algumas razões para tal. É a maior taxa de crescimento desde 2001.
Deixando de lado a questão relativa a quem é devido o mérito pelo resultado deste ano (ou a culpa pelo dos anos anteriores) parece que o PM padece de um grave alheamento da realidade quando afirma que "o crescimento do PIB português em 2007 (...) mostra que Portugal reagiu bem às incertezas e dificuldades que a crise do 'subprime' veio colocar às economias mundiais.".
Pela mesma lógica se poderia afirmar que EUA (2.2%), Espanha (3.4%), Reino Unido (3.1%) e os países da Zona Euro (2.7%), para diminuir a excitação com os nossos "entusiasmantes" 1.9%, também revelaram ter superado a crise do "subprime".
O problema, para nós e para Sócrates, é que as verdadeiras dificuldades surgirão no corrente ano. Todos os organismos internacionais reduziram já de forma significativa as previsões de crescimento para 2008. E convém lembrar que em Espanha (de que dependem cerca de 30% das nossas exportações e onde trabalham dezenas de milhares de portugueses) as perspectivas não são nada animadoras.
Deixando de lado a questão relativa a quem é devido o mérito pelo resultado deste ano (ou a culpa pelo dos anos anteriores) parece que o PM padece de um grave alheamento da realidade quando afirma que "o crescimento do PIB português em 2007 (...) mostra que Portugal reagiu bem às incertezas e dificuldades que a crise do 'subprime' veio colocar às economias mundiais.".
Pela mesma lógica se poderia afirmar que EUA (2.2%), Espanha (3.4%), Reino Unido (3.1%) e os países da Zona Euro (2.7%), para diminuir a excitação com os nossos "entusiasmantes" 1.9%, também revelaram ter superado a crise do "subprime".
O problema, para nós e para Sócrates, é que as verdadeiras dificuldades surgirão no corrente ano. Todos os organismos internacionais reduziram já de forma significativa as previsões de crescimento para 2008. E convém lembrar que em Espanha (de que dependem cerca de 30% das nossas exportações e onde trabalham dezenas de milhares de portugueses) as perspectivas não são nada animadoras.
