Sexta-feira, 29 de Junho de 2007
O estado da governação


Por alguns comentários na blogosfera e nos jornais, revejo algumas críticas habituais ao Compromisso Portugal, desta vez ao livro Revolucionários e à análise aos dois anos da governação Sócrates. Não é nada que me surpreenda, porque aconteceu e acontece o mesmo com a revista Atlântico - em vez de se lançarem iniciativas concorrentes, ou de se salientarem os aspectos positivos de um projecto único no mercado editorial que procura lançar todos os meses o debate de ideias, prefere-se a crítica pura e dura a aspectos laterais ou circunstanciais, quando não o simples silenciamento.

Parece-me bizarrro que num país em que se fala repetidamente da necessidade de uma sociedade civil forte e actuante, sempre que aparecem iniciativas como as do Compromisso Portugal se levantem críticas que vão desde o papão do neo-liberalismo - por alguma esquerda - à rejeição de que sejam estes os verdadeiros liberais - como se existisse esse tal de liberalismo cientificamente apurado, ou estivessem todos à espera de uma espécie de dom sebastião do liberalismo que só os donos do templo conhecem verdadeiramente.

A mim parece-me meritório e de excelência o trabalho até agora apresentado pelo Compromisso Portugal. Como digo hoje no "Descubra as Diferenças" (às sete na Rádio Europa), é sobretudo de aplaudir a independência de homens como António Carrapatoso, Joaquim Goes, Rui Ramos ou Cotrim Figueiredo, entre outros, na produção de uma análise documentada ao pormenor dos dois primeiros anos de Governo Sócrates. Num país em que muitos empresários e outros profissionais liberais vivem na dependência do Estado e muitas vezes silenciam os comentários em nome de possíveis contratos com entidades públicas, é bom verificar que há quem tenha o desassombro liberal - realmente liberal - de ser capaz de criticar o actual estado de coisas e afirmar que o mais importante ainda está por fazer. É isso que se pode ler no documento referido, do qual irei apresentando aqui algumas das principais ideias. Que não são só económicas, mas sobretudo políticas.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Comentários:
De Paulo Pinto Mascarenhas a 29 de Junho de 2007 às 15:58
Isa, essa é a atitude que eu não consigo entender: acha que não são precisos livros nem "bitaites". Prefere o silêncio e os negócios calados com o Estado? Nem toda a gente se "tem de chegar à frente"...


De isa a 29 de Junho de 2007 às 15:44
eu só n percebo é pq é que esse compromisso portugal, e o Borges, lembra-se (?), n se chega(m) à frente em vez de andar a publicar livros e a mandar bitaites.


De isa a 29 de Junho de 2007 às 19:37
claro que não caro PPM, claro que não. mas a vontade desse senhor de se chegar à frente já me pareceu muita. e o problema é que, salvo honrosas excepções que n vou mencionar sob pena de irritar o PML ;-), quem se chega à frente é quem normalmente não deve. Abraço


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