Um verdadeiro liberal não fala sobre sexo em público. Faz em privado.
[...] os atlânticos Pela privatização do sexo [...]
De Ana Matos Pires a 30 de Junho de 2007 às 00:42
Ballet Rose?...
[...] que a subtileza do Paulo Pinto Mascarenhas foi em grande medida desperdiçada nos seus destinatários [negritos meus]: Um verdadeiro liberal [...]
Precisely, Paulo - e quando o obrigam a falar, normalmente tenta tornar cristalinamente claro que a esse respeito cada um deve meter o nariz na sua vida. Daí decorre que é liberal a oposição a qualquer forma de discriminação ou de vantagem na vida social com base no sexo que se faz.
É por isso que faz tanto sentido a famosa história de Pinto Balsemão ter concedido férias por casamento a um casal gay: um liberal e uma pessoa bem educada percebe que não tem nada que ver com o que os outros fazem na cama, apenas que respeitar os mesmos critérios para as mesmas situações.
[...] depois uma pessoa arrepende-se de ter sido menos correcta ou rigorosa. Percebo perfeitamente onde o Paulo quer chegar, mas não chega falar na importante questão da reserva da vida privada de cada um, por uma [...]
Don't ask, don't tell, responsabilidade individual.
Desculpem todos os restantes comentadores, mas o prémio do comentário mais extraordinário vai de pleno direito para a Ana Matos Pires. "Ballet Rose", diz ela, ao sabor da pena, associando o meu texto com a tal conotação salazarista que dá sempre jeito a quem comenta do lado esquerdo.
Eu, que acho que nestas coisas de sexo - e ainda mais de possíveis preversões relacionadas com ele - não há esquerda nem direita, pergunto-lhe se não poderia estar também a dizer Casa Pia...
Quanto a ideia de sexo leva a pensar em crime, está quase tudo dito.
De Ana Matos Pires a 2 de Julho de 2007 às 02:28
Por acaso não fui por aí, não foi tanto sexo e crime mas mais post e filme, foi uma associação livre mais imagética e menos ideactiva, digamos assim. Mas agora que o Paulo Pinto Mascarenhas associou sexo e crime, e olhando para a coisa dessa maneira, concordo consigo e, ao correr da pena, cá acrescento a Casa Pia. E também concordo que nestas coisas de sexo - e ainda mais de possíveis “perversões” relacionadas com ele - não há esquerda nem direita. Aliás, também aqui faço um acrescento: nem liberal nem não-liberal, nem branco nem preto, nem homem nem mulher, nem hetero nem homossexual…
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