De nuno magalhães a 28 de Agosto de 2007 às 12:20
Pois então vendem 1500 exemplares! E com boa parte dos leitores a fazer parte do círculo familiar próximo dos escribas, até aposto. As mães gostam sempre destas coisas. Quem costuma fazer valer o peso das vendas nestas coisas são os senhores que têm as orientações políticas da Atlântico assim como os seus publicitários, não confunda as coisas "Paulo." Nada tenho contra a existência da Atlântico, mas gostava de ver esse gosto pelo debate apoiado também noutras áreas políticas. É certo e sabido que qualquer jornal ou revista que se atreva a ser de esquerda (e que eu gostaria de ler) perderia publicidade e direito a existir.
Vendemos mais do triplo do que o "nuno magalhães" pensa, mas claro que ainda é pouco. Amanhã venderemos milhões. Mas saberá que o factor de quem lê - e lê mesmo - e o factor do que se lê - pode ser relevante em termos económicos. Há uma coisa chamada "investimento", sabia? Percebo que o "nuno" prefira as vendas do 24Horas, ou da Nova Gente, mas talvez algumas empresas e alguns empresários percebam que Portugal também tem direito a uma revista de debate de ideias. De resto é feita com muita carolice, misturada com muita boa vontade.
Obrigado pelo seu comentário.
De Paulo Pinto Mascarenhas a 31 de Agosto de 2007 às 14:08
nuno, nuno, realmente a inveja é muita feia - seja de direita ou de esquerda. Se não gosta tem bom remédio, não leia. Passar bem.
De nuno magalhães a 27 de Agosto de 2007 às 12:47
É coisa que me espanta este paradoxo. Como é que uma revista sem mercado (vendem quanto? 500 exemplares por mês?) consegue sobreviver no mercado? Liberais e conservadores resistem graças ao proteccionismo financeiro que lhes garante generosa publicidade. E depois falam dos outros.
De Ana Matos Pires a 28 de Agosto de 2007 às 15:38
Desculpe lá, Nuno Magalhães, mas não resisto a perguntar-lhe: está com dor de corno?
De nuno magalhães a 28 de Agosto de 2007 às 17:40
Desculpe lá, Ana, mas está-me a chamar o quê? Já agora, gostei de saber que têm um artigo de Mira Amaral. Deve aproveitar a pensão de três mil contos mensais que levou por ter trabalhado 18 meses num banco para reflectir sobre o partido a que pertence (um que é patrocinado pela SOMAGUE) e sobre o país. Mas que querem que vos diga? Ele de facto sabe onde deve investir o seu tempo e onde deve trabalhar. Eu cá tenho de me manter a recibos verdes sem fazer muitas reflexões e sem debater muitas ideias. Dá pouca saúde finaceira, digo-vos eu!
A Ana respondeu por mim, obrigado. São muito mais do que mil e quinhentos os que lêem a revista, "nuno", mas agradeço-lhe de novo a sua preocupação. Se a "esquerda" não consegue unir esforços para fazer uma revista, não sei, mas olhe que o "Avante" anda por aí há uns anos. Talvez possam aprender com ele.
De nuno magalhães a 29 de Agosto de 2007 às 12:18
Tal como a Ana também faz sugestões acerca da fidelidade da minha companheira (ou prefere esposa?)? Felizmente, "Paulo", confirma-me o que já se sabia. O Avante! (v. é jornalista, devia saber como escrever o título) é o jornal de um partido político, engajado e ligado a um partido. Ao fazer a comparação a assunção é sua: No fundo, vem dizer que a Atlântico não passa da revista de um banco. Grande novidade!
De Ana Matos Pires a 29 de Agosto de 2007 às 15:20
Ó homem, por quem sóis! Leia cotovelo, então.
(Mas lá que me apetece apelar à capacidade de pensamento abstracto, apetece. Pode ser avaliada com qualquer coisa do tipo pedir uma interpretação do provérbio "A galinha da vizinha é melhor que a minha").
Ps1: Declaração de interesses: gaja esquerdóide, leitora, por escolha e com gosto, da revista reaça.
Ps2: Não é para agradecer, Paulo, encanitaram-se-me os nervos.
De nuno magalhães a 29 de Agosto de 2007 às 15:28
(falando de capacidade de abstracção: parece que há quem não entenda as piadas). Nem cotovelo, nem quejandos, apenas me encanitam as incongruências da direita que quando se trata da esquerda apela ao mercado e para ela própria se encavalita no mais estreme proteccionismo. Este produto poderá ser muita coisa, até um folheto de propaganda bancária, para fazer pensar não é de certeza. V. esquerdóide? Para apreciar a Atlântico deve ser talvez do género socrático.
Comentar post