Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007
Ler (III)
A verdadeira tragédia de Zita Seabra, e dos milhares de portugueses que seguiram o seu caminho, foi terem ido, em nome da liberdade, para uma movimento político muito mais totalitário do que o Estado Novo. Deixando agora de lado os mistérios da condição humana (como é que se explica que pessoas sérias, decentes, e bem-intencionadas fossem à União Soviética ou à China e vissem a “liberdade”?), uma coisa que não se pode perdoar ao Estado Novo é ter obrigado pessoas que queriam simplesmente ser livres a terem que aderir ao Partido Comunista. No fundo, o que “Foi assim” mostra, tal como muitos outros livros sobre a política do século XX português, é o triunfo das tradições anti-liberais em Portugal.
João Marques de Almeida, no "DE" de hoje
De Paulo Pinto Mascarenhas a 27 de Agosto de 2007 às 15:59
Ok, Lavoura, é a sua opinião, tem direito a ela. Mas não me parece que alguém que lutou contra a ditadura e que entrou para a clandestinidade, com 17 ou 18 anos, mereça o seu comentário, até para quem é de esquerda, como julgo ser o caso.
De Luís Lavoura a 27 de Agosto de 2007 às 15:43
Não concordo.
Zita Seabra não foi para o PCP, tal como não foi para o PSD, em nome da liberdade. Ela foi para o PCP, e depois para o PSD, precisamente por ser inimiga da liberdade.
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