Domingo, 30 de Setembro de 2007
Outras guerras
Não vejo a disputa Menezes/Mendes como uma guerra norte-sul, mas parece-me que existe por aí quem assim a entenda. Nesta versão, o derrotado Mendes era o homem do aparelho, telecomandado à distância pelos barões sulistas e elitistas, do velho eixo Lisboa/Cascais. Menezes é o candidato que veio das berças, o nortenho que até troca os "vs" pelos "bs". Não é essa a minha concepção de elites - as quais, como julgo que todos concordarão, são indispensáveis a qualquer projecto político. Elites, na minha concepção, não é palavrão e não tem a carga negativa que a campanha de Menezes lhe atribui. Sem elites - intelectuais, políticas, culturais, académicas - não se pode pensar em construir uma alternativa credível.

Ou seja, não é por elitismo social ou regional que a vitória de Menezes é uma má notícia para o espaço do "centro-direita" e, sobretudo, para o país. Nem pouco mais ou menos. Concordo ainda que Menezes é tão populista como José Sócrates, pelo menos em campanha eleitoral - e concordo com o RAF ao citar o excelente post de João Miranda. O problema é que não acredito que a alternativa ao populismo de Sócrates e do PS seja mais populismo do PSD - ou/e do CDS. Entre caminhos iguais ou paralelos, o povo português irá preferir o que já conhece.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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