Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
O partido está unido
Desde sexta-feira, sobretudo no "DN", assistimos ao spin dos homens de Luís Filipe Menezes - como diria o Paulo Gorjão. "Menezes vai entrar no Conselho de Estado", titulava-se no jornal diário. As considerações eram múltiplas e  lisonjeiras para o novo presidente do PSD.  Porém, tudo indica que Menezes não vai entrar  - nem se perceberia que entrasse, dado que todos os restantes líderes da oposição não estão lá representados.  O mais curioso é que não vai entrar porque António  Capucho não deixa e vai mesmo assumir o lugar a que tem direito. O amor  é bonito - como também pudemos ver, uma vez mais, no  "DN" de sábado - e o partido está  unido.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Comentários:
De Tiago Mendes a 29 de Outubro de 2007 às 14:55
Nao sei se responde na mesma moeda, sei que a faze-lo nao me parece que haja necessariamente a mesma legitimidade em faze-lo, algo que me parece implicito nas tuas criticas (e e' ai que eu discordo). Agora tenho de concordar contigo que o panorama "amoroso" naquelas bandas nao esta' famoso.


De Paulo Pinto Mascarenhas a 29 de Outubro de 2007 às 13:19
Não, Tiago, não é. Podes dizer "consensualizado" ou "aceite" - mas institucionalizado não está. Na AR foi institucionalizado em termos formais também por causa dos tempos das perguntas e respostas. No Conselho de Estado, é o PR quem escolhe quem lá está, ou por quotas - e não existe a quota do "líder da oposição". Eu também sou picuinhas...


De Tiago Mendes a 29 de Outubro de 2007 às 13:03
"Líder da oposição" é um estatuto "também" - e não "apenas" - institucionalizado no Parlamento. A vida não se rege só pelo que está escrito no hardware da República. Não pretendo defender o homem, apenas não punha tudo no mesmo saco e jamais me refugiaria, neste tipo de assuntos, num argumento formal/processual - "mas esse estatuto só se aplica no Parlamento".


De Paulo Pinto Mascarenhas a 29 de Outubro de 2007 às 12:56
Tiago, julgava que não tinha de te explicar que o "líder da oposição" é um estatuto apenas institucionalizado no Parlamento, onde Menezes não está.


De Paulo Pinto Mascarenhas a 29 de Outubro de 2007 às 14:36
Capucho responde na mesma moeda - má? - de Menezes e Santana. Quem desperta ventos...


De Tiago Mendes a 29 de Outubro de 2007 às 14:11
Nao esta' institucionalizado num sentido literal, e concedo que e' dificil usar esta palavra sem esse sentido, tens razao nisso. Nao me refugio em coisas meramente formais neste caso. A atitude de Capucho e' pura e simplesmente irresponsavel. Com elites destas, de facto nao vamos longe. Isto nao tem nada que ver com Menezes, mas com o sentido daquilo que esta' em causa. Tal como quando defendemos a presuncao de inocencia num caso de pedofilia nao estamos necessariamente a defender a pedofilia ou a inocencia dos reus - apenas o "principio" mais relevante no "contexto" em causa.


De Tiago Mendes a 29 de Outubro de 2007 às 12:51
"dado que todos os restantes líderes da oposição não estão lá representados."

Há que distinguir entre "líderes dos partidos na oposição" (plural) e "líder da oposição" (singular).


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