Terça-feira, 30 de Outubro de 2007
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"Há 40 anos, a 10 de Outubro de 1967, o mundo viu finalmente o seu cadáver, deitado numa maca, com os olhos entreabertos, vidrados. Depois de dois anos de mistério e rumor, ali estava, na lavandaria do hospital de Nossa Senhora de Malta da vila de Vallegrande, no sopé dos Andes bolivianos: era o médico argentino Ernesto Guevara, aliás “Che” Guevara, o “Che”, o ex-ministro do ditador cubano Fidel Castro, o homem que todos tinham esperado ver, a qualquer momento, irromper das sombras para fazer da América Latina um enorme Vietname, capaz de absorver a última gota do poder e prestígio dos EUA. Com ele, no sul da Bolívia, morria a grande ilusão castrista de revolucionar o continente a partir de uma ilha das Caraíbas protegida pelos soviéticos."

O artigo de Rui Ramos sobre Che da edição de Outubro: O Desprezo de Guevara. Na íntegra.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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De Luís Fonseca a 30 de Outubro de 2007 às 18:14
«K: É natural: tinha por trás o maior partido português ...

P.S.L. Eu sei. E foi como sabe: não falei na campanha porque o meu partido assim o entendeu - e eu achei bem, embora tenha sido um papel custoso, que eu fiz com todo o sacrifício. Mas eu acho que nos devemos sacrificar por causas colec­tivas, projectos colectivos. Trabalhei muito com o doutor Sá Carneiro. Eu era o seu assessor jurídico quando ele era Primeiro-Ministro. Era um gaiato, como se diz em certas zonas do país. O doutor Sá Carneiro, lembro-me, na altura dispensou a segurança e zangou -se com a polícia. E eu andei a fazer de guarda-costas dele; ele não aguentava, por causa da coluna, levar pancada nas costas quando estava no meio das pes­soas e eu, como era mais alto, lá andava sempre com os braços à volta, e adorava fazer o que ele me pedisse. Lembro-me que à noite - nunca escrevi isto; um dia hei-de escrever, tenho já muita história para contar, com quase 34 anos -, à noite ia ver o colchão dele, se ele tinha a tábua para as costas, e ia pôr-lhe um bocadinho de whisky que ele gostava e nunca me cairam os parentes na lama, pelo contrário. Com o professor Cavaco Silva (e para a maioria das pessoas era também um personagem caído do céu ou de outro sítio qualquer), andei a correr o país com ele, de ténis e calças de ganga, dentro do carro, escon­dido, a escrevinhar-lhe discursos e inter­venções de terra para terra, quando ainda não havia mais ninguém... Porque pouco depois passaram a ser milhares à sua volta e foi nessa altura que eu pedi para sair para o Parlamento Europeu. Estávamos a caminhar para ganhar e eu, quando vejo aparecer muita gente, gosto de me pôr de lado, gosto de fugir, de desaparecer. Detesto multidões; não é multidões, detesto é... ver chegar muitos, quando eles chegam com as malas, sabe qual é a sensação? Por isso fui para o Parlamento Europeu. E para pela primeira vez poder estar à vontade, pedi para sair do governo, que é coisa que ninguém sabe.»

Parte da entrevista dada a Graça Lobo, para a Revista Kapa Nrº 1(1990), pelo nosso Che Guevara:Pedro Santana Lopes.


De Catilina da Silva a 30 de Outubro de 2007 às 23:55
Saídos do mesmo ímpeto "revolucionário"(Novas Esperanças)o Santana acabou a chefiar o poder político aqui,como o Castro em Cuba.O Guevara das selvas africanas e sul-americanas assemelha-se mais ao nosso Júdice,com as suas gloriosas "guerrilhas",por tudo quanto é sítio.


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