Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
Quem tem medo de D. Carlos?
Através do João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos, fico a saber que num gesto de enorme coragem o ministro da Defesa ordenou que as tropas se retirassem da homenagem a D. Carlos I. Ao ler a notícia do DN verifico surpreendido que Nuno Severiano Teixeira sucumbiu às ameaças do deputado do BE, Fernando Rosas. Pior ainda o grau paroquial a que chegou um assunto como este, com um ministro a informar pessoalmente um deputado de uma decisão governamental.  Por telefone, como se ufana Rosas: "O ministro [da Defesa] teve a gentileza de me telefonar comunicando que já emitiu um despacho no sentido de não autorizar a participação de bandas do exército nas comemorações do centenário do regicídio". Grande despacho este.

Esperava mais e melhor do ministro. Sou republicano - ou melhor, não me parece que a questão monárquica seja hoje relevante em Portugal - mas admiro-me que cem anos depois ainda exista quem tenha medo do fantasma de D. Carlos I. Para comemorar a implantação de uma I República que foi tudo menos democrática e pluralista já se prevêem fatias do orçamento e outras prebendas em 2010. Mas não se pode recordar com a dignidade possível um Chefe de Estado que foi assassinado (como diz e bem o deputado Pedro Quartin Graça, do MPT, D. Carlos I, para além de monarca, era o Chefe de Estado em 1908). Este é realmente um Portugal muito pequenino.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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De Nuno Resende a 31 de Janeiro de 2008 às 20:21
Eu nunca, sinceramente, nunca...na minha vida...pensei chegar a ler uma notícias destas e desde ontem que ando a pensar que só pode ser mentira. Sejamos monárquicos ou republicanos, de esquerda ou de direita, azuis ou vermelhos, altos ou pequenos, mas sejamos honestos. Esta gente do República e Laicidade, e do Bloco de Esquerda e afins, por quem eu tenho o mínimo de consideração, devem ter abusado da marijuana. Mover interesses para impedir que forças militares não participem na cerimónias sobre a morte de um chefe de Estado não só é de uma inconsciência atroz, como é uma parvoíce. Ou esta gente é imbecil ou tem medo. Se é imbecil, não há nada a fazer, só a lamentar - o país está cheio deles. Tendo medo, sugiro-lhe que comprem um cão, ou saiam e divirtam-se em vez de andarem a fazer ofícios cuja saudação final é «a bem da República»? A BEM DA REPÚBLICA?? Esta gente não tem vida? Não tem alguém com quem se entreter? Bem pena tenho de alguém cuja infância deve ter sido bem infeliz para considerar que uma cerimónia sobre a morte de um rei é um perigo para a ordem pública...


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