Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008
Retratos de Sucesso

Portugal está a mudar a sua base competitiva, conseguindo ter hoje uma imagem externa diferente no mundo dos negócios, considera o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho.

 

Visão

 

 

 

Imagem gentilmente cedida por Miguel Frasquilho (carregue para ver em tamanho maior)


publicado por Afonso Azevedo Neves
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Grandes resultados para 2009

 

 

Como poderão conferir, carregando nas imagens se quiserem, a única coisa com que poderão contar deste governo é um agravamento da pressão fiscal para garantir o nível do défice.

 
Imagens gentilmente cedidas por Miguel Frasquilho



Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
O efeito de Paulson

A decisão de rejeitar o Plano Paulson parece ter dado razões para um aumento do pessimismo nos financeiros nacionais, com repetidos alertas para as graves consequências desta decisão na economia mundial.

James Surowiecki, apresentou num livro de nome “The wisdom of the crowds” uma ideia bastante interessante sobre a possibilidade de, em certas condições, o conjunto de conhecimentos detidos por uma multidão levar a melhores decisões que a do mais esclarecido dos indivíduos nessa multidão. Algo bem diverso da conhecida e real loucura das multidões que leva inevitavelmente a decisões erradas e não raras vezes catastróficas.

 

A relevância dos estudos feitos nesta área são especialmente importantes no que diz respeito aos processos de decisão colectivos em democracia. No entanto, ficou claro que os mesmos processos obedecem a critérios, um dos mais relevantes é a forma como um determinado problema é posto perante todos.

 

Surowiecki dá dois exemplos com resultados opostos, no primeiro uma sala de aula é confrontada pelo seguinte problema: terá de adivinhar quantos feijões existem num frasco transparente que se encontra à vista de todos,  a média dos resultados obtidos por cada estimativa individual aproximou-se espantosamente do número real de feijões.

 

Num outro exercício os alunos são convidados a observar um ribeiro e estimar o desenho do seu leito de forma a encontrar o melhor sitio para o atravessar sem terem de nadar, aqui a média dos resultados fornece uma estimativa optimista e errada enquanto que algumas estimativas individuais quase que acertam em cheio no desenho real do leito desse ribeiro. A decisão colectiva é aqui comprovadamente errada.

 

Onde é que a decisão de rejeitar as ideias de Paulson se enquadra, se no primeiro ou no segundo exemplo, é uma questão cuja resposta ditará o futuro da economia mundial nos próximos tempos.

 



publicado por Afonso Azevedo Neves
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
Vox populi
"Economia vista pela opinião pública portuguesa" de João Miranda

publicado por Miguel Noronha
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008
De regresso das férias do ano novo chinês
Concordo com o Ricardo Arroja: a China tem ajudado a estabilizar os activos financeiros em dólares. (Já não concordo com as culpas dos chineses nas maleitas mundiais, pelo contrário, penso que a China tem tido um importante papel a fornecer ao mundo bens baratos; também é imperdoável levar algo a mal a uma economia cujas empresas escolhem nomes poéticos tipo Xian Long Friend, mas isto não interessa nada. E, já agora, a propósito da "mania da réplica e da pirataria", lembrei-me de um caso de há uns três anos atrás: os Estados Unidos protestaram com mais veemência do que a costumeira contra a complacência das autoridades chinesas com a pirataria de produtos americanos. Os chineses, por uma vez, fizeram-lhes a vontade, investigaram muito,  alocaram recursos a este inquérito, colocaram os seus dirty zhangs no terreno e, por fim, prenderam um grupo de norte-americanos que se dedicava à contrafacção em terras dos mandarins.)

Não entendo é a surpresa desta ajuda, visível em alguns colunistas, bloggers (que não o Ricardo Arroja, que por acaso não me pareceu surpreendido) ou comentadores de blogues que pareciam esperar (ou desejar) que os chineses resolvessem vender as suas gigantescas reservas de dólares e provocassem uma desvalorização vertiginosa do dólar e consequente colapso dos mercados financeiros americanos, extinção do Fed, impeachment do Presidente ou outras consequências de igual espetacularidade. Os chineses não são tontos. A última coisa que querem é uma crise grave a afligir o seu grande parceiro comercial que lhe diminua a vontade ou capacidade de importar da China. Por outro lado, desconfio que a desvalorização consistente do dólar não os preocupa muito, afinal os norte-americanos, até há bem pouco tempo, só a ferros arrancavam aos chineses qualquer valorização do RMB face ao dólar.

Fazendo a devida vénia aos lúcidos posts do Henrique Raposo versando "o mundo pós-europeu" e saíndo totalmente do post do Ricardo Arroja, esta questão monetária é ilustrativa da importância que os europeus ainda se atribuem sem perceberem que os seus semelhantes diferem na valorização. A moeda única foi pensada e criada com vários objectivos - que agora também não interessam - e um sonho: o de substituir o dólar como moeda de transacção internacional (enfim, temos que ver que isto se passou há quinze anos e a China ainda não se tinha revelado um tigre tão capaz). Este sonho ainda é partilhado por alguns, que aparentam ser de opinião que uma crise do dólar permitirá ao euro tornar-se a moeda de referência, como se isso fosse do interesse dos países que transaccionam maioritariamente com os Estados Unidos. Entretanto, os chineses dedicam-se a ajudar a estabilizar a divisa que lhes interessa e da qual contam ser herdeiros no longo prazo.

publicado por Maria João Marques
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A socialização dos prejuízos privados
Diário de Notícias

Segundo a imprensa do Reino Unido, o plano [para para salvar o banco Northern Rock] deverá custar um total de 110 mil milhões de libras (146 mil milhões de euros) ao Estado britânico, cerca de 4660 euros por cada contribuinte


publicado por Miguel Noronha
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
Um pouco menos de entusiasmo, sff
A notícia que a economia portuguesa cresceu 1.9% em 2007 foi recebida de forma entusiástica por José Sócrates. Existem algumas razões para tal. É a maior taxa de crescimento desde 2001.

Deixando de lado a questão relativa a quem é devido o mérito pelo resultado deste ano (ou a culpa pelo dos anos anteriores) parece que o PM padece de um grave alheamento da realidade quando afirma que "o crescimento do PIB português em 2007 (...) mostra que Portugal reagiu bem às incertezas e dificuldades que a crise do 'subprime' veio colocar às economias mundiais.".

Pela mesma lógica se poderia afirmar que EUA (2.2%), Espanha (3.4%), Reino Unido (3.1%) e os países da Zona Euro (2.7%), para diminuir a excitação com os nossos "entusiasmantes" 1.9%, também revelaram ter superado a crise do "subprime".

O problema, para nós e para Sócrates, é que as verdadeiras dificuldades surgirão no corrente ano. Todos os organismos internacionais reduziram já de forma significativa as previsões de crescimento para 2008. E convém lembrar que em Espanha (de que dependem cerca de 30% das nossas exportações e onde trabalham dezenas de milhares de portugueses) as perspectivas não são nada animadoras.

publicado por Miguel Noronha
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
Post sobre senhores que sabem muito de empresas
"Empresariado anacrónico e analfabeto é a avó de vossa exa. Se o Manuel Carvalho soubesse o que é estar dois anos à espera de um reconhecimento de dívida, mais três à espera do inicio de um processo de execução e outros cinco até perceber que não tem maneira de receber coisa nenhuma; se tivesse um empregado que lhe desaparece durante um ano e ao fim de esse tempo lhe mete um processo no Tribunal de Trabalho e a sentença obriga à reintegração mais ao pagamento sei lá de quanto; se ao fim de um primeiro contrato de seis meses ao não renová-lo a um imbecil ainda lhe tivesse que pagar o equivalente a três ou quatro salários; se soubesse que pode estar doze (doze!) anos à espera de um alvará; se soubesse o que é o Pagamento por Conta, o PEC, o Imposto Autónomo, a Derrama, o Imposto de Selo, o IVA, o ISP, a TSU e as toneladas de taxas e taxinhas que os empresários anacrónicos e analfabetos pagam e mesmo assim contratam esses seres raros e absolutamente extraordinários que são as pessoas que procuram trabalho (não emprego)"

Helder, n´O Insurgente

Concordo e subscrevo. Também com frequência me questiono de que tipo de loucura sofrerei que me faz prosseguir com a minha empresa e procurar novos projectos e novos produtos e novos clientes. Também me debato a espaços com a vontade de fechar o estaminé e não me aborrecer mais. E, sobretudo, também adoro ouvir ou ler as saaaaabedorias de quem nunca pagou ordenados a ninguém.

publicado por Maria João Marques
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
Inundação de dólares (2)
A propósito da acção do Fed, recomendo também a leitura dos comentários do Carlos Novais.

publicado por André Alves
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
Inundação de dólares
Magia e Helicopter Ben. Por Ricardo Arroja.

publicado por André Alves
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Para resolver a crise
O Governo não pode fazer mais, mas podia e devia fazer menos.

publicado por André Alves
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Sobre os “remédios” do Fed e da Administração Bush
"The Keynesian Corner" de Robert Murphy (Townhall)

"The foolishness of economic ’stimulus’" de Don Boudreaux (Christian Science Monitor)

"The Sky is Falling; Fed Panics" de Charles N Steele (Unforseen Contingencies)

publicado por Miguel Noronha
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
O Povo é Sereno? É só Fumaça?
Vivemos um debate existencial em Portugal. Parece que a lei anti-tabaco pode levar à restauração do “regime fascista”! Será só fumaça?

Antes de responder, uma declaração de interesses – fumador ocasional me confesso, mas sobretudo passivo. Activo só de charuto (ou cigarrilha, no mínimo). É que gosto do meu tabaco saudavelmente biológico. Além disso não poderia deixar passar uma oportunidade de mostrar a minha solidariedade fair trade pelo Terceiro Mundo em geral, e Cuba em particular. Infelizmente as ocasiões de mostrar o meu exibir o meu empenho internacionalista escasseiam.

Quanto à lei. É certo que se trata de nos aproximar do resto da civilização. Uma das imagens de marca de Londres são os fumadores a decorar os beirais dos edifícios de escritório. Este é um campo em que Lisboa já pode competir com a metrópole britânica.

Sinceramente não creio que se corra o risco de cairmos no nazi-fascismo por via do anti-tabagismo. É que, por um lado, Hitler nunca foi tão longe na sua campanha contra o tabaco – portanto, quando muito cairemos em algo ainda pior. Por outro lado, já temos auto-estradas e Mercedes (outras imagens de marca do regime nazi). E se é verdade que matam muita gente, não tiveram efeitos assinaláveis (até ver) na solidez do regime democrático.

Mas que fique claro: é uma lei desnecessária e politicamente arriscada. Politicamente arriscada pois o governo deveria apreciar a elevada percentagem de fumadores compulsivos entre jornalistas e comentadores, havendo ainda que considerar o impacto orçamental da medida – menos impostos, mais reformados por mais tempo. Há ainda que considerar o impacto da medida na coligação do PS com o Bloco em Lisboa.

É uma lei desnecessária, porque também eu sou a favor de se confiar na civilidade, no bem-senso, no bom-gosto, na serenidade dos portugueses. Mas, enfim, parece que é a vez dos portugueses fumadores confiarem no bom-senso e civilidade dos portugueses não-fumadores na aplicação da lei. Nada de perder a esperança. Afinal, se o contrário funcionaria, porque não assim? Será que só os fumadores portugueses são capazes do bom-senso, tolerância, cuidado pelo próximo? Não faria muito sentido acreditar que sim.

Andaremos talvez todos precisados de miminhos. Pelo menos é que parecem dizer alguns altos responsáveis e estadistas séniores, a começar pelo Presidente da República. Mas não me parece que essa função de consolo psicológico caiba na lista de funções apropriadas de um governo democrático e liberal. Esperemos que a fumaça retórica clareie um pouco em breve, todos cuidemos mais uns dos outros e das coisas realmente importantes, e o povo serene. De um bom cigarro é talvez o que alguns precisem para serenar.

publicado por Bruno Reis
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Donald Luskin e Ron Paul
Don Luskin Named Economic Advisor to the Ron Paul 2008 Presidential Campaign


Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
Não há petróleo que chegue para alimentar um regime socialista
Venezuelan troops seize food

Venezuela's top food company has accused troops of illegally seizing more than 500 tonnes of food from its trucks as part of President Hugo Chavez's campaign to stem shortages.

The leftist Chavez this week created a state food distributor and loosened some price controls, seeking to end months of shortages for staples like milk and eggs that have caused long lines and upset his supporters in the OPEC nation.


publicado por André Alves
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008
Donald Luskin sobre Ron Paul
Um bom artigo na National Review: The Paulonomics Factor.

Ron Paul can’t win, but he could make a real difference in the economics debate.



Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Index of Economic Freedom 2008
Já está disponível a edição de 2008* do IEF. O indice regista uma redução da liberdade económica relativamente ao ano anterior (caimos da 50ª para a 53ª posição).

Vale a pena ler na integra o comentário relativo a Portugal

Portugal enjoys very high levels of business freedom, trade freedom, investment freedom, property rights, and freedom from corruption. The average tariff rate is low, but non-tariff barriers include distortionary EU subsidies on agriculture and other goods. Business formation is efficient, although other commercial operations are often slowed by bureaucracy. Inflation is low, and the government actively promotes foreign investment. Case resolution is slower than the EU average, but the judiciary is independent and free of corruption.

Portugal has very low scores in government size, fiscal freedom, and labor freedom. Total government spending equals almost 50 percent of GDP, and the labor sector is highly restrictive in all areas, from maximum workweek hours to employment severance procedures.


* dados referentes a 2005

publicado por Miguel Noronha
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
Avisos à navegação
"America's 2008 recession, if it happens, will not catch anyone by surprise"

"US recession risk revisited" no blog New Economist

"Warning lights" na Economist

publicado por Miguel Noronha
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
A utilidade da CGD
Acerca da “necessidade” de um banco público e Uma perguntinha. Por Miguel Noronha.

Banco público financia assalto ao BCP e Banco público financia assalto ao BCP II. Por João Miranda.

publicado por André Alves
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007
Mais Estado para resolver o excesso de Estado
millennium_bcp_logo1.jpg
Meios. Por Helder.

Sobre a natureza humana II. Por João Miranda.

publicado por André Alves
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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007
Cada português já deve 11200 euros
Feliz Natal senhor(a) contribuinte. Por BZ.

publicado por André Alves
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Domingo, 23 de Dezembro de 2007
O aumento do salário mínimo
A recente discussão pública em torno do aumento do salário mínimo teve vários aspectos interessantes.

Em primeiro lugar, permitiu verificar mais uma vez que a blogosfera continua a contrastar frontalmente com a quase hegemonia da esquerda no panorama dos media tradicionais, onde foram muito poucas as vozes a chamar a atenção para os perversos efeitos económicos e sociais do salário mínimo.

A discussão revelou também que uma boa parte da esquerda (e dos estatistas de direita) continua a manifestar um grau assustador de iliteracia económica (em pelo menos um caso extremo, como muito bem realçou o João Miranda, chegou-se mesmo ao ponto absurdo de utilizar argumentos do tipo "Culto da Carga"). Serve para relembrar que a educação económica é um elemento fundamental do combate pela liberdade.

Muito do que escreveram os defensores do aumento do salário mínimo deixou transparecer que a crença na omnipotência do Estado e da planificação da economia, apesar de refutada teoricamente e de a experiência histórica ter evidenciado as suas desastrosas consequências, continua a ser popular em alguns segmentos.

A generalidade dos defensores do aumento do salário mínimo preferiu também nem sequer considerar as consequências sociais perversas da medida. Como recusam qualquer relação entre salário mínimo e empregabilidade dos mais jovens e menos qualificados no mercado formal de trabalho, colocam-se na posição de ignorar o sofrimento das principais vítimas do aumento do salário mínimo (e da rigidez do mercado de trabalho em geral).

Por último, foram igualmente ignorados os problemas éticos que decorrem de utilizar o poder coercivo do Estado para proibir a livre celebração de contratos de trabalho cuja única ilegalidade consiste no estabelecimento entre as partes de um salário abaixo de valor fixado politicamente.

Destaco de seguida alguns dos melhores posts que li a propósito do aumento do salário mínimo e da rigidez do mercado de trabalho:

Regulação máxima, emprego mínimo. Por André Abrantes Amaral.
Juventude amadurecida? Por Diogo Costa.
Serviço Público. Por Luís Aguiar-Conraria.
Entendimento Mínimo II. Por Migas.
Economistas de Todo o Mundo, Uni-Vos. Por João Caetano Dias.
Desafios fáceis. Por João Miranda.
Razão vs Emoção (4). Por BZ.

publicado por André Alves
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007
O salário mínimo e a demagogia da extrema-esquerda
Razão vs Emoção (4). Por BZ.

publicado por André Alves
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007
Read my lips
A crise do mercado subprime está controlada e não vai afectar o crescimento económico em 2008.

publicado por Miguel Noronha
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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007
Ilusão e realidade
Aquando da discussão do OE, o Ministro Teixeira dos Santos afirmou estar seguro que a crise no mercado hipotecário subprime estava ultrapassada e que as previsões para 2008 tinham tido em conta este cenário. Seria aconselhável um pouco mais de prudência. Os sinais são incertos mas acumulam-se as evidências que as notícias do fim da crise foram "bastante exageradas" (e, na minha humilde opinião, a acção do FED e da Administração não tem sido a mais apropriada). Muito pelo contrário.

publicado por Miguel Noronha
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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
Clinton, Giulliani (e Hayek)
"Clinton and Giuliani would grab even more power than Bush did" de David Boaz

Giuliani wants power concentrated in whatever position he holds at the time, and Clinton wants the federal government to have vast powers to do good as she sees it. Not a happy choice for the voters in a free country.


"Hillary Clinton and Friedrich Hayek" de Roger Kimball

On economic matters, Mrs. Clinton is at heart a socialist of Keynesian disposition. We’ve been there, done that. Do we have to go through it again?


publicado por Miguel Noronha
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007
Globalização e Estado garantia
Tem havido, na imprensa e na academia, uma discussão muito interessante sobre os méritos do “Estado Garantia” face ao “Estado Providência”. Para quem valoriza a liberdade individual, a escolha teórica é simples. E na prática, como se pode implementar o primeiro? É a isto que o PSD tem de responder quanto antes.

Tiago Mendes - Diário Económico

publicado por aLaíde Costa
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
Taiwan e África
Sonhos e nuvens no estreito e África em destaque. Por Miguel Monjardino.

publicado por André Alves
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007
A estranha regulação da ERSE
"Reguladores". Por JLP.

publicado por André Alves
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Uma empresa privada?
No Diário Económico

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações afirmou hoje que o 'chairman' da Portugal Telecom (PT) irá ter que "explicar melhor" as suas afirmações de que a operadora irá despedir mais de 600 trabalhadores em 2008.


publicado por Miguel Noronha
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007
Já nem nos “campeões nacionais” se pode confiar
PT defende menos regulação para manter investimentos em Portugal

É curioso que a PT que deve a sua posição dominante no mercado nacional à protecção do Estado venha agora defender a necessidade de menor regulação. De qualquer forma é uma evolução positiva.

publicado por Miguel Noronha
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007
Receitas “verdes”
O chamados "impostos ecológicos" parecem ser a nova receita milagrosa das receitas fiscais. Segundo o Diário Digital o governo prepara-se para impor uma taxa de 0,05€ por saco plástico nos hipermercados (imagino que o mesmo produto numa "pequena superficie" seja menos poluente). Como bem refere a notícia, caso venha a ser aplicada esta medida será um gritante caso de dupla tributação. Já há vários anos que os industriais são obrigados a pagar uma taxa pela recolha e tratamento dos mesmos produtos.

publicado por Miguel Noronha
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Donald Tusk
O Financial Times publicou uma entrevista ao recentemente eleito Primeiro-Ministro polaco Donald Tusk em que este nomeia principais linhas de orientação do seu governo em matérias económicas e de política externa.

Economia:

A lack of trust in the mechanisms of the market, too large a role for the state in the economy, and a growing number of regulations have made it difficult to unblock economic growth(...)

We have to recognize that an economy freed of unneeded regulations is more effective. You have to take a machete and cut, cut, cut. Determination is needed, because there is a regulation fetish. It comes from a naïve belief that for every social and economic problem there is a law or a regulation. Often people who have influence over legislation in Poland do not understand that every new law and regulation is a quiet attack on freedom and on the ability of the country to develop.


União Europeia:

With regards to the European Union, I feel an excess of emotion in the conduct of foreign policy hurt Poland and because of that, moderate Polish expectations in various negotiations within the European Union created the incorrect opinion that Poland was the most difficult of partners. I don’t want to inflate anyone’s expectations that Poland will suddenly become a problem-free member, of course not. We have lasting interests and we will pursue them, but it is very important to rebuild the sense that Poland is a predictable partner.


Alemanha:

Poland’s successes in Europe were made possible, among other reasons, thanks to good cooperation with Germany. Poland’s position in Europe and with other partners like the United States and Russia to a large extent depends on our relations with Germany. The better Polish-German ties, the stronger and better Poland’s position with other countries.


EUA:

I strongly believe in the Euro-Atlantic alliance. I think all efforts on the part of the European Union to distance itself from the United States are dangerous. We have very carefully thought over the sense of extending the Polish mission in Iraq, because we have stayed longer than we promised. I hope our decision is completely understood and that is not seen as a distancing from the United States or an effort to correct Polish –American relations. There is never an easy time for such a decision, but we are hoping that it in no way affects our relations and on the readiness of Poland to support the mission in Afghanistan.


Rússia:

Poland’s relations with Russia should be no worse than German-Russian relations. There’s no reason why relations between Moscow and Warsaw should not return to normal. This is a very important goal. Of course, Poland has its geographical position on the Vistula and lies between Germany and Russia. This was so in the past and it will be so in the future. This is the basic paradigm for Polish foreign policy.


publicado por Miguel Noronha
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007
Leitura recomendada
Carlos Novais sobre a proposta de descida de impostos do PP em Espanha.

publicado por André Alves
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007
Petróleo, Dólar, Euro e Ouro
Um conjunto de posts sobre a evolução do preço do petróleo que vão um pouco além das generalidades repetidas pela esmagadora maioria dos media:

A Vertiginosa Subida do Preço de Petróleo II.
Oil prices in Euros.
Evolução do preço de petróleo em termos de ouro.
Oil prices in Gold 1971-2007.

publicado por André Alves
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007
Austrian Business Cycle Theory
Ron Paul Schools Ben-throwing-dollars-from-helicopter-Bernanke Again

CNBC - Traders Cheering on Ron Paul

Ao ouvir Ron Paul questionar o Presidente do FED. E Rick Santelli, o meu comentador preferido da CNBC (a partir do floor dos futuros sobre taxas de juro - obrigações) nitidamente entusiasmado com o facto, argumentando com o senior economist. Incrível.


publicado por André Alves
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
Destruir riqueza não cria riqueza
A janela queimada. Por Bz.

publicado por André Alves
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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
O caso BCP e o tratamento da informação pelo mercado
No seguimento deste meu post, recomendo a leitura da resposta do João Miranda, deste texto do Rodrigo Adão da Fonseca e dos comentários do Carlos Novais.

publicado por André Alves
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
Um campeão do liberalismo
O António Costa Amaral, agora no IESE, relembra Rafael Termes.


Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007
Corporativismo (4)
Um excelente post do LA-C: Corporativismo médico.

Escrevi sobre o mesmo tema aqui.

publicado por André Alves
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Corporativismo (3)
Não acontece muitas vezes, mas neste caso concordo com praticamente tudo o que o Luís Lavoura escreveu nos seus comentários a este meu post:

[A] demonstração mais cabal de que faltam médicos em Portugal está nos altíssimos preços praticados nas consultas privadas de medicina. Os preços são tão altos que chegam a ser muito superiores aos praticados numa cidade, por exemplo, suíça. Apesar de, em média, os suíços ganharem bem mais do que os portugueses.

Se houvesse suficientes médicos (e menos corporativismo médico) em Portugal, certamente que uma ida de rotina ao dentista ou ao pediatra custaria menos do que o que custa em qualquer outro país europeu. Pois que a tecnologia disponível no consultório é a mesma, os valores das rendas são frequentemente muito inferiores, e os salários dos médicos não deveriam ser superiores.

A questão não é saber quantos médicos o Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai absorver. O objetivo do SNS é dar saúde aos portugueses, não é dar emprego aos médicos. Se os médicos não encontrarem emprego no SNS, têm diversas soluções - empregarem-se em hospitais privados, exercerem clínica em consultórios privados, ou emigrarem. Isso será lá com eles, médicos. O SNS não tem nada que dar emprego a todos os médicos que se formem.


publicado por André Alves
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Terça-feira, 9 de Outubro de 2007
Corporativismo (2)
Creio que o André precipita-se no seu comentário ao aplaudir a medida do governo. Vejamos:

1. O anúncio desta medida pelo Ministro revela bem o teor algo demagógico e claramente eleitoralista da notícia, que não parece assentar em qualquer estratégia de saúde a não ser a de "inundar" as faculdades com alunos, criando uma certa ilusão que está a lidar com o aparente problema da falta de médicos.

2. Digo aparente, pois como aqui refere o Pedro, "a média de clínicos por habitante em Portugal é superior à media europeia". O que acontece é que existe uma má distribuição das especialidades existentes pelo nosso país, comparado com a respectiva procura.

3. Partindo do pressuposto que existe uma efectiva falta de médicos, a entrada de 600 novos alunos nas faculdades não é sinónimo de 600 médicos formados em X anos, muito menos nas especialidades que mais necessitam de profissionais. Uma verdadeira estratégia de saúde para atacar o problema, teria que corrigir a distorção no número de vagas das especialidades.

4. O Estado é o responsável, em regime monopolista é certo, dos cursos de medicina. Até esta situação se alterar, compete ao Estado garantir a qualidade do curso. Não vamos confundir as coisas. Não me parece que esta medida vá no sentido da manutenção da qualidade, nem do fim do monopólio.

5. Compete ao Estado garantir que o Sistema Nacional de Saúde não tenha nem um excesso, nem um défice de recursos humanos, tendo em conta o actual modelo do sistema. A ser verdade a existência um problema no número de médicos, a prioridade seria a de disponibilizar os meios para a formação pós-universitária de licenciados nos hospitais.

publicado por Bruno Gonçalves
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Corporativismo
Relativamente ao aumento do número de vagas em Medicina, discordo do Bruno.

A medida do governo, face aos bloqueios existentes, é positiva, embora o ideal fosse a abertura de novas faculdades de medicina e o fim (ou pelo menos substancial redução) das fortíssimas barreiras corporativas à entrada no sector.

publicado por André Alves
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Estupidez, não há outra palavra
No Público:
O Governo quer alargar de 1400 para dois mil o número de vagas em Medicina, anunciou hoje o ministro da Saúde, António Correia de Campos, sem avançar um prazo para atingir o objectivo.

O motivo é sempre o apocalíptico "há falta de médicos", mas agora com a nuance que "o país não pode deixar fugir os seus melhores intelectos, os estudantes que frequentam o curso de Medicina em Espanha, muitos aqui ao lado na Galiza, ou algumas centenas na República Checa".

A solução é mais do mesmo, a velha tradição política portuguesa. Nada de reformulação ou redistribuição. Não. A palavra-chave é criação. Inundar as faculdades com licenciados, esperando que o problema se resolva milagrosamente. Que as actuais faculdades estejam no limite parece ser um problema menor, dado que a tutela não se encarrega de tais trivialidades.

E depois há coisas fantásticas. Elogia-se a qualidade de um curso que educa no limite das suas capacidades, para anunciar o aumento de mais 600 vagas. E aposto que o sr. ministro deseja que a qualidade se mantenha. São demasiados milagres sr. ministro, mesmo para um país tão católico como nosso.


Domingo, 30 de Setembro de 2007
China, China
Há duas semanas falou-se da China. Do processo de adaptação das indústrias chinesas aos elevados padrões de qualidade e segurança. Do papel das mulheres nesta nova China. Tudo num único programa conduzido por Fareed Zakaria Where America meets the word!

publicado por aLaíde Costa
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007
A nossa despesa
Controlando a despesa. Por Migas.

publicado por André Alves
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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
Pela liberdade económica em Portugal
Pela Liberalização Total dos Horários do Comércio. Por Miguel Frasquilho.

É, pois, tempo de, em Portugal, nos deixarmos de preconceitos ultrapassados e de nos adaptarmos aos tempos que vivemos. E de não cercear a liberdade de iniciativa económica nem diminuir a liberdade individual do consumidor.


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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
VHS e QWERTY
VHS, QWERTY e o Esperanto. Por João Miranda.

Quando socialistas odeiam o mercado. Por Bz.

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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
Sick in America
Uma reportagem de John Stossel para a ABC sobre o sistema de saúde norte-americano que provavelmente nunca passará na SIC, na TVI nem - claro - na RTP: Sick in America.

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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
MJNP e o “comércio tradicional”
Uma perspectiva de esquerda que não subscrevo na íntegra mas cuja leitura recomendo: "Chinatown". Por Miguel Madeira.

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