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blogue atlântico

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05
Nov08

To understand the primary elections, study music

Afonso Azevedo Neves

Duncan Watts, an SFI External Professor and Columbia University sociology professor, has done just that. And what he’s found is disturbing – if the purpose of the primaries is to pick the best candidate. Duncan wondered to what extent people’s opinions are influenced by the opinions of others and how much they reflect their own tastes. So he chose a simple case to study: musical preferences. He and his colleagues asked 14,000 people to rate their preferences among 48 songs they hadn’t heard before. He divided the listeners into nine groups. In eight of them, listeners were allowed to see the ratings of previous listeners in their group. In one group, the control group, listeners made their choices strictly on their own.

People, of course, tended to repeat the selections of their predecessors.

Duncan believes this helps explain why the winner of the Iowa and New Hampshire primaries usually goes on to win the party’s nomination. Early success acts as a kind of contagion, breeding later success. But the ultimate winner may not be the candidate most people prefer based strictly on their own  opinions.

 

Ler aqui

04
Nov08

Mudança ou Novidade

Afonso Azevedo Neves

 

Uma explicação para os resultados que se prevêem para Obama reside num fenómeno de adaptação do eleitorado. 

Este reage de forma lenta a alterações súbitas e imprevistas na performance política dos candidatos, algo natural em sistemas complexos como se pode considerar o universo eleitoral.

Por isto mesmo, as alterações de natureza similar na acção de quem exerce o poder, tendem a ter pouca relevância a curto e médio prazo, como se viu na segunda eleição de Bush, sobretudo porque o nível de ruído e incerteza no eleitorado face à  acção política ainda era grande.

 

Tal coisa não se verifica hoje em dia, algo que favorece quem oferece uma alternativa, uma escapatória. A mensagem de mudança é então fundamental para determinar a vontade do eleitorado.

 

 

Quer isto dizer que McCain não tem hipótese?

 

É bem possível que não, algo que se pode aceitar se olharmos para as duas soluções apresentadas pelos partidos republicano e democratae onde encontramos contradições curiosas:

 

 

04
Nov08

Nada mudará, nada que realmente importe.

Afonso Azevedo Neves

Os EUA com as suas fronteiras marítimas e rígido sistema fronteiriço, sempre foi menos permeável a ameaças exteriores nomeadamente do terrorismo e no entanto tal facto não impediu o 11 de Setembro, tal não acontece na Europa, cujas fronteiras são muito mais permeáveis e onde a sua segurança é posta em causa a níveis nunca antes experimentados e que parece impossível de conter sem manifesta violação dos princípios mais básicos da democracia.

As comunidades suspeitas gozam de uma liberdade quase total, com acesso a meios financeiros apoiados em métodos de detecção praticamente impossível – a oralidade dos contratos e acordos tem uma importância muito grande e a sua violação consequências mortais – no quadro de uma guerra entre muçulmanos extremistas e todos nós, os “cruzados” como somos por eles designados. Esta guerra já dura há mil anos e Alá não será subjugado – como no século passado – apoiados na inabalável crença de que serão vitoriosos, desprezam com todas as forças a intelectualidade do ocidente (esquerda incluída) e só poderão ser derrotados por dentro.

Os EUA, olham para a Europa com enorme desconfiança por estas razões mais do que o anti-americanismo de feira do PC português, esse é apenas um sintoma da na dificuldade geográfica e politica em responder aos novos desafios da segurança. Obama não vai olhar de maneira diferente, a guerra vai continuar.

 

04
Nov08

O PS terá a sua maioria absoluta.

Afonso Azevedo Neves

A nacionalização do BPN motivou ontem uma reacção muito forte de Miguel Cadilhe, o que até aqui não espanta ninguém, não assusta ninguém e muito menos chateia seja quem for. A não ser que alguém pergunte, como ele o fez, a quem esta decisão e o seu interesse eminentemente político serve?

 

É que se nos próximos meses, quando estivermos a assistir ao “pingar” cirúrgico de nomes na praça pública, gente (como já foi anunciado com imenso gozo) ligada ou do PSD, de preferência à actual direcção independentemente das suas reais responsabilidades nesta história toda e a utilidade desta nacionalização for clarinha como a água, então estaremos conversados.

 

Mas no dia em que alguém olhar para MFL como amiga de um “bando de malandrins” e a sua seriedade estiver pelas ruas da amargura, então vamos todos perceber a irritação de Cadilhe ontem e a maioria absoluta do PS amanhã.

 

Não se esqueçam disto quando fizerem escolhas.

 

26
Out08

De seqüestrador a prefeito?

Pedro Sette Câmara
Escrevi este texto há muitos meses para a Atlântico. Como esta se encontra em férias, o artigo não foi publicado. E como hoje é o segundo turno das eleições aqui no Rio de Janeiro, achei que era oportuno.

Os candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro começam a aparecer – e o mais interessante é Fernando Gabeira. O mesmo Fernando Gabeira que, em 4 de setembro de 1969, participou do seqüestro do embaixador americano Charles Elbrick. Que qualquer pessoa merece, na esfera íntima, perdão por seus crimes e pecados é coisa de que eu jamais discordaria. Mas pode haver perdão público para quem participou de um seqüestro, e, mais do que o perdão, o voto?

Gabeira pode condenar o seqüestro e dizer-se arrependido; eu posso, num momento de willing suspension of disbelief, acreditar que um político profissional não está sendo oportunista. Mas não é a falsidade ou veracidade de seu arrependimento que vêm ao caso. Nem mesmo o fato de que o seqüestro deu-se por motivos políticos e não obteve mais do que a libertação de prisioneiros políticos. O que vem ao caso é, naturalmente em primeiro lugar, uma questão de princípios, de fins que não podem justificar os meios; e depois, um questionamento muito simples: se o seqüestrador de 1969 pode tornar-se prefeito da cidade quarenta anos depois, por que um bandido de hoje não pode vir a ser prefeito daqui a algumas décadas? E não venham-me dizer que Gabeira era um militante de esquerda, porque boa parte do trabalho ideológico realizado pela esquerda há décadas – sob o nome de “produção acadêmica” – consiste em transformar bandidos em “agentes de transformação social”. Fora eu policial, começaria a temer por meu futuro. Será que não estou atacando hoje os bandidos que amanhã jurarei proteger? Será que estes bandidos serão compreensivos e perceberão que estou apenas fazendo meu trabalho?

Na verdade, Gabeira não é a primeira pessoa a ter participado da luta armada que teve ascensão política. O melhor exemplo seria José Dirceu, ex(?)-agente secreto cubano que foi nada menos que Chefe da Casa Civil de Lula. A esposa de Dirceu ignorou seu nome verdadeiro por dois anos depois do casamento. Polpudas indenizações são concedidas a antigos militantes, não só àqueles que foram eventualmente torturados ou perseguidos, mas também àqueles que mataram. Nesse sentido, a candidatura de Fernando Gabeira à prefeitura do Rio de Janeiro é o que há de mais normal na vida brasileira.

O que torna Gabeira ainda mais interessante é que, apesar de ser membro do Partido Verde, é o único candidato que adota um discurso mais simpático à liberdade econômica, prometendo ao combalido Rio de Janeiro, capital brasileira dos funcionários públicos e favelados, um “choque de capitalismo”. Bastou essa palavra de sensatez do ex-seqüestrador para que Chico Alencar, também candidato da esquerda carioca, dissesse que o que o Rio precisava era de “um choque de poder público”, o que seria lindo se soubéssemos que ele se refere a um Estado pequeno, confiável e forte, e não a um Estado com pretensões a reformar a sociedade.

O senador protestante Marcelo Crivella, outro candidato, já começou a atacar Gabeira por suas bandeiras mais conhecidas: legalização das drogas e do aborto, e defesa do casamento gay. (É até lamentável que hoje pouca gente recorde outra de suas bandeiras, o fim do alistamento militar obrigatório.) Ao fim dos anos 1980 era impossível não ouvir a piada: “Quem fuma, senta e cheira vota no Gabeira”. Diz a lenda que o ex-seqüestrador afirmou que se isso fosse verdade nem precisava fazer campanha. Se for capaz de falar com esse senso de humor para o grande público, será uma figura mais interessante ainda.
07
Out08

Trabalho Para Casa para povo laranja

Afonso Azevedo Neves

Os últimos dias têm sido muito interessantes para o PSD, Santana Lopes disse que sim a um convite de Manuela Ferreira Leite ao mesmo tempo que Castro Almeida dava uma entrevista em que afirma a excelência do candidato.

 

Manuela Ferreira Leite terá sido confrontada com sondagens favoráveis a Santana? Isso é suficiente?

 

Como é que esta escolha é justificável para os apoiantes da agora líder do PSD? Afinal não era ela que ia “limpar” estes focos de disparate no PSD?

 

Pacheco Pereira vai tirar fotografias na apresentação da candidatura de Santana?


Se Santana ganhar a CML, é bom para o PSD? Para a líder?

Se Santana perder, é bom para o PSD? Para a líder?

 

Isto é política? É pragmatismo? É asneira?

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