Sondagens e o PSD
Não haja ilusões: o PSD com MFL será esmagado pela soma dos factores estruturais com os conjunturais. É a vida.
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Não haja ilusões: o PSD com MFL será esmagado pela soma dos factores estruturais com os conjunturais. É a vida.
Duncan Watts, an SFI External Professor and Columbia University sociology professor, has done just that. And what he’s found is disturbing – if the purpose of the primaries is to pick the best candidate. Duncan wondered to what extent people’s opinions are influenced by the opinions of others and how much they reflect their own tastes. So he chose a simple case to study: musical preferences. He and his colleagues asked 14,000 people to rate their preferences among 48 songs they hadn’t heard before. He divided the listeners into nine groups. In eight of them, listeners were allowed to see the ratings of previous listeners in their group. In one group, the control group, listeners made their choices strictly on their own.
People, of course, tended to repeat the selections of their predecessors.
Duncan believes this helps explain why the winner of the Iowa and New Hampshire primaries usually goes on to win the party’s nomination. Early success acts as a kind of contagion, breeding later success. But the ultimate winner may not be the candidate most people prefer based strictly on their own opinions.
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Uma explicação para os resultados que se prevêem para Obama reside num fenómeno de adaptação do eleitorado.
Este reage de forma lenta a alterações súbitas e imprevistas na performance política dos candidatos, algo natural em sistemas complexos como se pode considerar o universo eleitoral.
Por isto mesmo, as alterações de natureza similar na acção de quem exerce o poder, tendem a ter pouca relevância a curto e médio prazo, como se viu na segunda eleição de Bush, sobretudo porque o nível de ruído e incerteza no eleitorado face à acção política ainda era grande.
Tal coisa não se verifica hoje em dia, algo que favorece quem oferece uma alternativa, uma escapatória. A mensagem de mudança é então fundamental para determinar a vontade do eleitorado.
Quer isto dizer que McCain não tem hipótese?
É bem possível que não, algo que se pode aceitar se olharmos para as duas soluções apresentadas pelos partidos republicano e democratae onde encontramos contradições curiosas:
Os EUA com as suas fronteiras marítimas e rígido sistema fronteiriço, sempre foi menos permeável a ameaças exteriores nomeadamente do terrorismo e no entanto tal facto não impediu o 11 de Setembro, tal não acontece na Europa, cujas fronteiras são muito mais permeáveis e onde a sua segurança é posta em causa a níveis nunca antes experimentados e que parece impossível de conter sem manifesta violação dos princípios mais básicos da democracia.
As comunidades suspeitas gozam de uma liberdade quase total, com acesso a meios financeiros apoiados em métodos de detecção praticamente impossível – a oralidade dos contratos e acordos tem uma importância muito grande e a sua violação consequências mortais – no quadro de uma guerra entre muçulmanos extremistas e todos nós, os “cruzados” como somos por eles designados. Esta guerra já dura há mil anos e Alá não será subjugado – como no século passado – apoiados na inabalável crença de que serão vitoriosos, desprezam com todas as forças a intelectualidade do ocidente (esquerda incluída) e só poderão ser derrotados por dentro.
Os EUA, olham para a Europa com enorme desconfiança por estas razões mais do que o anti-americanismo de feira do PC português, esse é apenas um sintoma da na dificuldade geográfica e politica em responder aos novos desafios da segurança. Obama não vai olhar de maneira diferente, a guerra vai continuar.
A nacionalização do BPN motivou ontem uma reacção muito forte de Miguel Cadilhe, o que até aqui não espanta ninguém, não assusta ninguém e muito menos chateia seja quem for. A não ser que alguém pergunte, como ele o fez, a quem esta decisão e o seu interesse eminentemente político serve?
É que se nos próximos meses, quando estivermos a assistir ao “pingar” cirúrgico de nomes na praça pública, gente (como já foi anunciado com imenso gozo) ligada ou do PSD, de preferência à actual direcção independentemente das suas reais responsabilidades nesta história toda e a utilidade desta nacionalização for clarinha como a água, então estaremos conversados.
Mas no dia em que alguém olhar para MFL como amiga de um “bando de malandrins” e a sua seriedade estiver pelas ruas da amargura, então vamos todos perceber a irritação de Cadilhe ontem e a maioria absoluta do PS amanhã.
Não se esqueçam disto quando fizerem escolhas.
Como poderão conferir, carregando nas imagens se quiserem, a única coisa com que poderão contar deste governo é um agravamento da pressão fiscal para garantir o nível do défice.
Imagens gentilmente cedidas por Miguel Frasquilho
Os últimos dias têm sido muito interessantes para o PSD, Santana Lopes disse que sim a um convite de Manuela Ferreira Leite ao mesmo tempo que Castro Almeida dava uma entrevista em que afirma a excelência do candidato.
Manuela Ferreira Leite terá sido confrontada com sondagens favoráveis a Santana? Isso é suficiente?
Como é que esta escolha é justificável para os apoiantes da agora líder do PSD? Afinal não era ela que ia “limpar” estes focos de disparate no PSD?
Pacheco Pereira vai tirar fotografias na apresentação da candidatura de Santana?
Se Santana perder, é bom para o PSD? Para a líder?
Isto é política? É pragmatismo? É asneira?