Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008
Tentando ver a Europa por uma lente

 

After the fall from 19th century’s Mitelleuropa directly into Inferno, western Europeans covered themselves with a veil of delusion, which is now revealing to be only a drag, stretched enough just to cover the shame, and unable to protect them from a changing world. Convinced they found the way to prosperity and peace, inebriated by Bismarck’s legacy, and overlooking (sometimes even denying) the flames of Hell that were still burning on the other side of the Curtain, they believed in a new life after WWII, away from the dreadfulness witnessed by the world during the first half of the century. In a quasi-religious manner, Europeans still eager for Eden, an earthly reward for all that former suffering. However, history never ends, and those who ignore this evidence engage in an existence on the edge of oblivion.

(...)

 

(O resto do texto - e algumas imagens - está aqui.)



publicado por Carlos M. Fernandes
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
O debate espanhol
Às 21h00 de Lisboa - 22h00 de Madrid - não perca o debate Zapatero-Rajoy na TVE. Dá para ver no cabo como está a política em Espanha.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2008
Kosovo, o princípio do fim?
O Primeiro-ministro kosovar afirmou que o Kosovo declarará independência amanhã, apesar de haver pressão de alguns países europeus para o adiamento, dizendo que é preciso deixar as coisas assentarem na Sérvia, e não queimar o recém reeleito presidente pró-europeu. Mas a questão ultrapassa a Sérvia. Não há um verdadeiro risco de violência, as tropas de manutenção de paz estão na região, e ninguém imagina uma Rússia armada até aos dentes para defender os sérvios. O problema será no seio da UE, onde metade concorda com a independência do Kosovo, e outra metade não. E Espanha, por exemplo, nem se pronuncia, não vá provocar um precedente com o País Basco. Cavaco Silva tem razões para ter um “efeito de contágio”. Se o poder internacional já está afastado da Europa, e uma união forte parece cada vez menos provável, o grande perdedor de todo o processo é a própria UE.
Que força terá um país que metade do mundo não reconhece? Está excluído das organizações internacionais, e acaba, no fundo, por depender do apoio dos americanos, que têm interesses estratégicos e militares na região. A importância do Kosovo está no travão que causa na entrada dos russos na Europa, mas a duvidosa condução deste processo arrisca-se a criar o efeito contrário. A Bulgária, embora membro da UE, tem negociado em privilégio com a Rússia, e uma Sérvia ressentida e integrada na Europa transforma-se num cavalo de Tróia para os russos influenciarem a política europeia. A hora das decisões aproxima-se para a UE. É que continuar assim, e a fingir que pode jogar entre os grandes, poderá custar-lhe mais caro do que pensa.

publicado por Alexandre Homem Cristo
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
Emoções
 

putin_gates.jpg





A imagem fria e distante de Vladimir Putin, uma herança do seu passado no KGB, constituiu uma forma bastante pessoal de exercer e demonstrar o novo poder que a Rússia conquistou sob a sua orientação. Mas é interessante verificar que ainda existem temas que fazem o presidente russo emocionar-se, ou pelo menos demonstrar que existem temas que lhe são muito caros.

Na Reuters:
President Vladimir Putin said on Tuesday that Russia could be forced to redirect its missiles towards former Soviet neighbor Ukraine if Kiev joined the NATO military alliance and deployed a U.S. missile defence shield.

When asked about Ukraine's possible entry into NATO, an emotional Putin said NATO membership could mean elements of a U.S. missile shield would be based on Ukrainian soil.

(...)

"I am not only terrified to utter this, it is scary even to think that Russia, in response to a possible deployment of (elements of the planned U.S.) ... missile shield in Ukraine... would have to target its offensive rocket systems at Ukraine," Putin said at a news conference in the Kremlin.


publicado por Bruno Gonçalves
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008
A luz vos esclarecerá
Paulo, não se esqueça que o Bento XVI não foi nada impedido de ir à La Sapienza; foi um medricas e não quis enfrentar os manifestantes, tudo gente cordata e que nem se preparava para transformar num folclore um momento que poderia ser de interessante debate. Também não se pode esquecer que sempre que os católicos se defendem (civilizadamente, que não consta que nos últimos séculos tenham feito apelo às bordoadas) estão a traír os ensinamentos daquele mestre, em cuja divindade as pessoas muito inteligentes não acreditam, de dar a outra face, ou são umas pobres marionetas de senhores padres sedentos de poder, ou então outra razão qualquer que inventem na altura.

Talvez fosse sensato mostrar algum respeito pela "imprensa do Vaticano". Alturas houve em que L´Osservatore Romano foi o único jornal não censurado vendido em Itália. Os aliados consideravam-no um valioso instrumento anti-nazi e por isso mesmo em 1940 o L´Osservatore Romano foi neutralizado com pancadaria pelos fascistas italianos.

Há quem tenha credenciais piores.

publicado por Maria João Marques
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Domingo, 16 de Dezembro de 2007
A UE e o Kosovo
A UE a brincar com o fogo. Por Carlos Manuel Castro.

publicado por André Alves
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
Homens de Fé
I have visited many of the magnificent cathedrals in Europe. They are so inspired . So grand . So empty.
Mitt Romney

Poderá a vivência religiosa cingir-se ao mero cumprimento da letra da "lei religiosa"? Como num ritual sem sentido, feito apenas por tradição ou por pressão do grupo em que se está inserido? Poderá essa ferverosa vivência ser considerada, à letra da lei religiosa, uma demonstração de Amor a Deus? Não deve um bom cristão praticar por obras - e o que se escreve também são obras - que em cada segundo da sua vida se traduzam sempre em mais amor, compreensão ou compaixão?

Recordo-me, era eu adolescente, de na catequese discutirmos a ordem de importância das virtudes teológicas. Embora para nós, na altura, a Fé (em Deus) nos parecesse a virtude fundamental num bom cristão, depressa o nosso catequista nos desfez essa ideia, explicando que a virtude da Caridade estaria melhor definida como Amor - o Amor a Deus sobre todas as coisas e o Amor ao próximo como a nós mesmos. Esta era, segundo ele, a virtude fundamental, porque a Igreja é inclusão, compaixão, compreensão, nunca podendo ser discriminatória, segregadora, intolerante. Em jeito de conclusão, assegurou-nos que mais depressa chegaria ao Céu um ateu caridoso, alguém que respeitasse aquele que é diferente, do que um homem de fé inabalável mas intolerante e insensível para com os mais fracos, desprotegidos e segregados.

Penso nisso hoje, particularmente nas actuais circunstâncias, e sei que, independentemente dos momentos de Fé ou de falta dela, se agir segundo a minha consciência, com o coração pleno de bondade, estarei a agir de forma correcta perante Deus - ou, simplesmente, da forma correcta.

publicado por aLaíde Costa
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007
Donald Tusk
O Financial Times publicou uma entrevista ao recentemente eleito Primeiro-Ministro polaco Donald Tusk em que este nomeia principais linhas de orientação do seu governo em matérias económicas e de política externa.

Economia:

A lack of trust in the mechanisms of the market, too large a role for the state in the economy, and a growing number of regulations have made it difficult to unblock economic growth(...)

We have to recognize that an economy freed of unneeded regulations is more effective. You have to take a machete and cut, cut, cut. Determination is needed, because there is a regulation fetish. It comes from a naïve belief that for every social and economic problem there is a law or a regulation. Often people who have influence over legislation in Poland do not understand that every new law and regulation is a quiet attack on freedom and on the ability of the country to develop.


União Europeia:

With regards to the European Union, I feel an excess of emotion in the conduct of foreign policy hurt Poland and because of that, moderate Polish expectations in various negotiations within the European Union created the incorrect opinion that Poland was the most difficult of partners. I don’t want to inflate anyone’s expectations that Poland will suddenly become a problem-free member, of course not. We have lasting interests and we will pursue them, but it is very important to rebuild the sense that Poland is a predictable partner.


Alemanha:

Poland’s successes in Europe were made possible, among other reasons, thanks to good cooperation with Germany. Poland’s position in Europe and with other partners like the United States and Russia to a large extent depends on our relations with Germany. The better Polish-German ties, the stronger and better Poland’s position with other countries.


EUA:

I strongly believe in the Euro-Atlantic alliance. I think all efforts on the part of the European Union to distance itself from the United States are dangerous. We have very carefully thought over the sense of extending the Polish mission in Iraq, because we have stayed longer than we promised. I hope our decision is completely understood and that is not seen as a distancing from the United States or an effort to correct Polish –American relations. There is never an easy time for such a decision, but we are hoping that it in no way affects our relations and on the readiness of Poland to support the mission in Afghanistan.


Rússia:

Poland’s relations with Russia should be no worse than German-Russian relations. There’s no reason why relations between Moscow and Warsaw should not return to normal. This is a very important goal. Of course, Poland has its geographical position on the Vistula and lies between Germany and Russia. This was so in the past and it will be so in the future. This is the basic paradigm for Polish foreign policy.


publicado por Miguel Noronha
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Sábado, 27 de Outubro de 2007
A ler
UMA CERTA UTOPIA DE ESCOLA PÚBLICA. Por João Miranda.

SOBRE O PERIGO DE LEVAR OS BURROS A DECIDIR SOBRE COISAS IMPORTANTES e O TRATADO EXPLICADO ÀS CRIANCINHAS E AOS BURROS QUE NÃO PASSAM DA SEGUNDA PÁGINA. Por José Pacheco Pereira.

publicado por André Alves
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
A visita do Czar







A demonstrar-se a recepção pomposa ao czar Putin hoje em Lisboa, não se espera uma posição forte da UE para fazer face aos interesses da Rússia amanhã em Mafra. Está na hora da UE bater o pé e mostrar a Vladimir Putin que a sua esfera de influência não pode ser o que era e que o gás não pode ser forma de chantagem política.

A instalação de um radar na República Checa e um sistema de misseis na Polónia é cada vez mais essencial, por dois motivos. Primeiro, para acabar de vez com a ideia de que a Europa de leste continua a ser uma região de influência russa (a emergência de democracias de cariz atlântico constitui uma dor de cabeça para o Kremlin). Em segundo lugar, porque a única forma de lidar com esta Rússia não passa por uma estratégia individual de cada estado. Putin tem a lição bem estudada de Maquiavel. Se um imperador deseja manter o seu império intacto, o essencial é que os seus vizinhos se mantenham divididos para que não o ameacem.

publicado por Bruno Gonçalves
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007
Totalitarismos
Concordo com o JTCB que a (aparente) crescente legitimação/desculpabilização póstuma do regime nacional-socialista deve ser motivo de preocupação.

Mas não deve constituir surpresa, se tivermos em conta que nunca faltaram defensores e legitimadores/desculpabilizadores do totalitarismo comunista no Ocidente. O caso português é aliás bem elucidativo disso mesmo, com dois partidos de extrema-esquerda representados na Assembleia da República e com um fortíssimo peso no sistema de ensino e nos media.

Num contexto em que alguns totalitarismos são vistos com complacência (e, frequentemente, até com alguma bonomia), não nos deve espantar que outros - que julgávamos definitivamente proscritos - acabem por, lentamente, recuperar adeptos e sustentação social.

publicado por André Alves
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
Um mau tratado para Portugal e uma fuga em frente da UE
As perguntas ausentes. Por João Luís Pinto.


A FUGA EM FRENTE DA EUROPA 22.
Por José Pacheco Pereira.

Da série "Vejam como assobiamos para o lado enquanto batemos palmas". Por João Vacas.

Pró-referendo (4). Por Miguel Noronha.

publicado por André Alves
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Domingo, 14 de Outubro de 2007
Dos grandes paradoxos da modernidade,
, ou por que o Beck (o alemão, não o outro) e respectivos apóstolos deviam ser despachados para outro sítio qualquer.
A Europa, essa bonita ideia quase tão debatida como a “comunidade internacional”, tem algumas dúvidas sobre si mesma. Muitas certezas, mas algumas dúvidas: por exemplo, que fazemos com a PAC? Em que imponente Versalhes faremos a próxima CIG, na tua casa ou na minha? A minha flexigurança é melhor que a tua.
Dentre as certezas, devemos claramente salientar a imensa importância que temos para o mundo. O farol de normas que somos. A máquina exportadora de mecanismos de regulação. Os senhores da República Popular da China tremem diariamente, a pensar na avalanche de verbetes que podemos publicar antes das dez da manhã.
O que eu gosto do meu umbigo. E de o impingir a um resto do mundo que nunca realmente quis saber sobre Novembro de 1989. Mas frankly, Mr.Shankly, há vida para além dos Urais.

publicado por Ana Margarida Craveiro
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007
Era uma vez a Europa
A Holanda votou não à Constituição europeia (chame-se-lhe o que se quiser...). Agora, o governo local, aposta no défice democrático e julga incapazes os seus cidadãos. Depois, haverá ranger de dentes quando as mesmas elites políticas nacionais e da União Europeia (são, no final de contas as mesmas), experimentarem a natural azia e desconfiança dos cidadãos. Ironicamente este tipo de decisões políticas, acabará por dar força aos movimentos anti-constituição: nacionalistas, regionalistas e extremistas. Será que a União Europeia não tem nenhuma alternativa à existência de uma constituição? Não será suficiente um mercado completamente livre, em que que todos os estados-tão diferentes entre si- são tratados politicamente de igual modo?

publicado por Rui Carmo
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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
A ler
Paris e Londres serão os protagonistas centrais na defesa europeia. Ou se entendem e lideram ou não haverá defesa europeia. Assim, a aproximação entre os dois países, desde a eleição de Sarkozy, é decisiva para o futuro da defesa e da segurança europeia. Resta verificar como é que vai evoluir a incógnita alemã na área da defesa. As discussões no país a propósito da operação da Aliança Atlântica no Afeganistão confirmam as hesitações em relação a assumir um papel maior em questões militares. Poderão a visão estratégica da Chanceler Merkel e o tradicional apoio do país à construção europeia triunfar sobre as tendências pacifistas e neutralistas de grande parte da população alemã? A resposta a esta questão será igualmente importante para o futuro da defesa ocidental.

João Marques de Almeida, no "Diário Económico"

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
Luz ao fundo do túnel?



sarkozy_president.jpg




President Sarkozy yesterday abandoned France’s long-held resistance to reforming Europe’s £30 billion farm subsidies.

In his first address to the powerful farming lobby since his election in May, Mr Sarkozy, a lifelong city-slicker, struck a reformist tone far removed from the rural rhetoric of Jacques Chirac, his predecessor.

“The Common Agriculture Policy, as it exists today, can no longer respond to the challenges of post2013,” Mr Sarkozy told farmers in the Breton city of Rennes. “Everyone knows this, but nobody says it. I want a new CAP.”

Embora esta notícia seja um bom indício, eu sugeria alguma cautela antes de dar início a alguma festa em Bruxelas, já que o fantasma do sr. Chirac não se desvanece assim tão rapidamente...

publicado por Bruno Gonçalves
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007
A “velha Europa” foi-se
A decisão de Sarkozy de enviar o seu ministro dos negócios estrangeiros ao Iraque prova que a França de Chirac desapareceu. E com ela a "velha Europa".

Vem aí um mais de realismo e um pouco menos de ressentimento.

publicado por Henrique Burnay
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007
Também já demos cabo da Alemanha
“The opening of the Cape route to India caused an economic collapse in Germany, the effects to which lasted for three hundred years.”

TAYLOR, A. J. P., The Course of the German History, Routledge Classics, NY, 2006, p. 7.

publicado por André Abrantes Amaral
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007
A falta de liberdade e de inteligência ofendem
Um estudante congolês que vive na Bélgica intentou uma acção contra a sociedade que administra os direitos da obra de Hergé, por considerar «racista» o livro «Tintim no Congo» (...) Mondondo Bienvenu, estudante de Ciências Políticas em Bruxelas, considera a linguagem, utilizada por Hergé, «ofensiva» para os congoleses (...) «Nem as crianças belgas nem as congolesas devem estar expostas a isto», disse Mondondo Bienvenu, alegando que «Tintim no Congo» está cheio de «estereótipos sobre os congoleses» e difunde «propaganda da colonização».

Não se pode retirá-las do mercado? É que cheiram mesmo mal.


Terça-feira, 24 de Julho de 2007
Quando a chantagem resulta
ota e tgv: uma solução prática. Por Rui A.

Estranha diplomacia. Por Filipe Melo Sousa.

publicado por André Alves
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007
Barroso anuncia o novo Império
baroleon.jpeg

The EU is not just any old international organisation, nor is it a superstate, but it might just be an "empire," according to European Commission chief Jose Manuel Barroso.

Comentários e polémica no EU Referendum.

publicado por Miguel Noronha
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Segunda-feira, 9 de Julho de 2007
Red Lines

 

brown_gordon.jpg




 


Gordon Brown, depois do encontro que teve com José Sócrates, afirmou que não colocará o novo tratado a referendo. Para justificar tal decisão, afirmou que este último não iria colocar em causa as várias "red lines" traçadas por Brown, que indicam as várias competências que devem ser controladas por Londres.



Em Portugal, porém, uma grande maioria de pessoas já se manifestou a favor da convocação de mais um referendo. Começou-se por afirmar que já é hora dos portugueses serem consultados acerca da União Europeia, mesmo que o tratado seja semelhante a todos os outros que Portugal assinou, e que na altura, todos pareciam estar de acordo em como não seria necessário um referendo. Mas as coisas evoluem. Agora, a nova sensação é que o tratado deve ser referendado pois coloca em causa diversas matérias, tal como aconteceu com a então falada Constituição. Não se discutem as nossas "red lines", pelo contrário. Embora o tratado ainda não esteja redigido, já todos exigem um referendo.

Eu até compreendo o rumo que as coisas estão a tomar. Caso houvesse discussão sobre as red lines, esta era uma matéria que seria discutida e votada no parlamento, como aliás faria todo o sentido e como já tinha referido aqui. Mas aqueles que tanto criticaram o método de consulta popular para inúmeros temas, são agora dos primeiros a vir reivindicar o novo referendo.

publicado por Bruno Gonçalves
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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007
O ISP e o Apocalipse climático
Sei lá. Por HF.

Não paro de me surpreender. Então não é que a dupla tributação nos outros casos é legal só porque a UE diz que sim? Ou seja, diz a UE que quando meto combustível na carripana compro duas coisas: o combustível e o ISP e que sim senhor, está certo. Para evitar o Apocalipse climático e para aliviar o meu pobre cérebro é necessário é inventar motores que funcionem só com o imposto. Pode ser? Agradecido.


publicado por André Alves
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007
Lógica da batata
De acordo com o novo argumento do governo, o tratado europeu não deve ser discutido por estar em negociação; mais tarde, não poderá ser discutido por já ter sido negociado.

publicado por André Abrantes Amaral
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007
Sócrates, we have a problem



sarkozy_kacynski.jpg





Os gémeos polacos embirraram com o sistema de votação proposto no novo tratado. Ao que parece não estão dispostos a abdicar do seu actual poder na UE, e querem uma solução "raíz quadrada". Neste método, o número de votos é proporcional à raiz quadrada do número de habitantes de cada país. Desta forma, os grandes países como a Alemanha seriam claramente enfraquecidos nas votações. Preparem-se porque estes dois senhores vão ser dois ossos duros de roer, e pelo que parece, estão-se nas tintas para a sua imagem na UE. Sócrates ainda estava com a esperança que Merkel conseguisse desfazer o problema polaco em relação ao tratado na presidência alemã. Desvaneceu-se esse sentimento.

José Sócrates tem um "caldinho" para resolver na presidência portuguesa. O discurso de esperança, de energia e de choques pode funcionar dentro das nossas fronteiras, mas não funciona nas cimeiras. Muito menos com os irmãos Kaczynski. Dificilmente Sócrates conseguirá encontrar uma solução para este problema, sem irritar vários países. Compreenderá então que necessita da ajuda de uma pessoa para arranjar solução para o impasse. Será ele quem vai dominar as negociações sobre o novo tratado durante a presidência europeia - Sarkozy.

publicado por Bruno Gonçalves
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Sábado, 16 de Junho de 2007
A escassez artificial de leite e a PAC
A política mais estúpida da Europa. Por João Luís Pinto.

A União Europeia, por via da sua famosa Política Agrícola Comum, faz um conjunto de raciocínios curioso: estabelece mecanismos de incentivo e subsídio à produção; simultaneamente, estabelece quotas dessa produção para cada país e penaliza com pesadas multas os excessos de produção que ultrapassem essa marca.

O que temos? Um mercado que, de tão condicionado, perdeu praticamente toda a ligação com a realidade da produção agrícola, com normais mecanismos de oferta e da procura, e que se deslumbra em soluções de novo intervencionismo para colmatar a realidade das consequências dos intervencionismos anteriores.


publicado por André Alves
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Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
Quem não se sente, não é filho de boa gente
Serbian Prime Minister Vojislav Kostunica said Monday that his country was "rightfully embittered" by Bush's remarks in support of Kosovan independence made during a brief stopover Sunday in Albania, adding that the United States "has no right to give away Serbia's territory to Albanians," according to a government news release.

"America must find another way to show its affection and love for the [Kosovan] Albanians, without offering them Serb territories," Kostunica told Serbian national television.

"Serbia is rightfully outraged at the American policies on the issue of Kosovo."

O presidente norte-americano teve a resposta merecida à sua desastrosa iniciativa.

CNN.

publicado por Rui Carmo
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Sábado, 9 de Junho de 2007
Bono e Geldof
Os idiotas bonzinhos do costume, persistem na esmola obrigatória. E que tão bons resultados tem dado.

publicado por Rui Carmo
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Bushismos
Proponho que seja dada a independência a Guimarães. Aquilo está cheio de galegos.

publicado por Rui Carmo
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Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Em nome das relações luso-angolanas


Tenho uma vez mais de discordar do Tiago Mendes. O meu voto no concurso Miss Universo 2007 vai para a representante de Angola, Micaela Reis. Desculpem a insistência.


Visão
Lentamente os líderes europeus começam a recuperar alguma visão de futuro. Vem isto a propósito disto, ali em baixo, e sobretudo disto, ali ao lado.

publicado por Henrique Burnay
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Terça-feira, 29 de Maio de 2007
Entrada de pés juntos: em vez do tradicional olá, o Mediterrâneo e a Turquia
Escrevo na Atlântico há quase dois anos, e neste blog desde de hoje. O resto das apresentações foram tão bem feitas pelo Paulo que nem digo mais nada. Só que gosto muito da companhia. E passando ao que interessa:

No encontro que teve com Prodi, o Presidente francês terá falado de novo na sua proposta de União Mediterrânica. A proposta de Sarkozy surgiu, pela primeira vez, durante a campanha eleitoral e, de novo, na tomada de posse, tendo provocado reacções divergentes. É natural. Uns acham que é generosidade a mais, outros – os turcos – pressentem que é uma maneira engenhosa de os deixar de fora parecendo que ficam dentro. Talvez tenham todos razão, mas a proposta merece ser discutida. E, mesmo sem dever ser apresentada como tal, pode, de facto, acabar por ser uma solução para um problema que só devia ser resolvido daqui a dez anos mas que anda a ser discutido agora.
Já escrevi na Atlântico (em Outubro, se não me engano – e no 31 também disse uma coisa do género, mas não encontro) o que abaixo transcrevo.
Tanto faz que a Europa seja o centro do mundo, ou não. Do nosso mundo próximo e imediato é, e está, ao mesmo tempo, no meio do que há de mais relevante e complicado nas relações internacionais actuais: as relações entre o nosso mundo e o mundo islâmico. Por tudo isso, a proposta de Sarkozy devia ser discutida com atenção. É bastante mais importante do que as corridinhas de Sócrates à volta da Praça Vermelha.

“Um novo Projecto europeu. O maior sucesso da União Europeia é o efeito provocado pelos sucessivos alargamentos. A Portugal e Espanha, a oito países do que chamávamos Europa de Leste há vinte anos. E, noutra escala mas no mesmo sentido, a todos os países europeus que esperam um dia poder entrar. Muito mais do que o suposto e altamente discutível softpower europeu, é a perspectiva de adesão que tem provocado mudanças no Mundo. E mudanças para muito melhor. Estes sucessivos processos de adesão são a mais rápida e eficaz história de transformação democrática, reforma económica a progresso social em qualquer parte do Mundo nas últimas décadas. É esse o maior sucesso europeu. Acontece que o seu potencial está – por enquanto – limitado pela sua própria definição. Só quem tem expectativas de aderir é que se reforma o suficiente para poder entrar. Foi assim connosco, com Espanha, com os oito de Leste mais os dois que chegam já em Janeiro. E assim será, melhor ou pior, com os Balcãs e, talvez um dia, com a Ucrânia. Mas, e o resto? A capacidade europeia de provocar mudança no mundo tem sido este mecanismo, se ele se esgota geograficamente, o papel reformador da UE também termina aqui (esta tese, evidentemente considera que o efeito da UE no mundo fora do alargamento está muito muito longe de ser comparável tanto no passado como no futuro). A solução passa – deveria passar, entenda-se – por procurar reproduzir os efeitos desse mecanismo, exportando, consequentemente, o mesmo sucesso reformista. Como? Com um novo projecto europeu, desenhado em potencial parceria com os nossos vizinhos (estou a pensar primeiro que tudo nos mediterrânicos). Resumindo: criar, num futuro de médio prazo, uma área de livre circulação no Mediterrâneo tão próxima quanto possível da lógica do modelo da UE, à qual possam aderir os países aqui à volta que cumpram os critérios de democracia, economia de mercado e respeito pelos direitos humanos (o essencial dos critérios de Copenhaga). Seria uma espécie de adesão (com direito a beneficiar dos Fundos Europeus, das políticas comuns e das agências europeias) em troca de reformas. Seria, incidentalmente e sem ser essa a sua maior virtude, uma solução que, se interessasse a Marrocos, a Israel ou à Tunísia, poderia talvez interessar à Turquia se tivesse de concluir que o processo de adesão estava num impasse insuperável.
Em vez de lamentar a ausência de uma política externa comum ou de um lugar único no Conselho de Segurança das Nações Unidas – coisa que, curiosamente, nenhum dos “europeístas” defende – a União Europeia poderia assim cumprir eficazmente o seu projecto de promoção da paz e do desenvolvimento. Exportar, expandindo, o nosso modelo, é o melhor que a União Europeia pode fazer a si e ao Mundo. Ter vizinhos ricos, com populações sem necessidade de emigrar custe o que custar, pacíficos, democráticos e constrangidos pelos benefícios é um bom projecto europeu. E nem sequer é completamente novo.”

publicado por Henrique Burnay
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Domingo, 27 de Maio de 2007
Consciência tranquila e a alegria da asneira
Excerto da crónica de João Pereira Coutinho, intitulada Combates de boxe, escrita para a Folha de São Paulo. Vale a pena ler o resto (das crónicas), no livro Avenida Paulista, da colecção Inéditos da revista Sábado e editado pela Quasi.
-Olá Bob. tu estás mais magro, rapaz!

-Passo fome, Coutinho. solidariedade.

-Óptimo. Eu, não. Escuta Bob: no próximo dia 2 de Julho, em cinco cidades mundiais, haverá concertos rock a favor de África. Consegues explicar qual a relação entre concerto rock e combate à fome?

-Fácil: nós músicos, não vivemos de ar e vento. Precisamos de comer. tocar música é a nossa vida e, depois do concerto, haverá sempre discos, vídeos, merchadising. Quando fizemos o primeiro Live Aid, em 1985, Madonna não comia há duas semanas. "Like a virgin", dizia ela. E eu passava os meus dias com fish' n' chips. Uma nojeira.

-Sim mas eu estava a falar da fome da África, não da tua malandro.

-Sim, eu sei, estava a brincar, Coutinho. É preciso despertar consciências para o drama dos países africanos: o Sudão, a Somália, a Albânia, por aí.

-Bom, geografia não é o teu forte, nem economia by the way. Nos últimos cinquenta anos, o mundo enfiou 550 mil milhões de libras no continente. Cinquenta anos depois, o continente está mais pobre. O que fazer, Bob?

-Só vejo uma solução: duplicar, triplicar a ajuda. Temos de ajudar mais e eu quero 50 mil milhões de libras nos próximo anos.

-Entendo, Bob. Mas não será ao contrário? Sobretudo quando por cada dólar enviado para África, 80 cêntimos terminam na conta bancária dos seus líderes?

-Oitenta cêntimos? Mas isso é um escândalo. Tu consegues viver com 80 cêntimos?



-Eu estava a falar da situação na Etiópia. Tu sabias que a fome etíope foi resultado directo das campanhas militares do general Mengistu, que utilizou a fome como arma de guerra (destruindo colheitas, mercados, vias de comunicação)? E sabias ainda que foi ao general Mengistu que a ajuda do Live Aid foi entregue? Ou seja: não é um pouco absurdo entregar dinheiro ao principal responsável pela tragédia do seu povo?

-(Bob Geldof, lutando contra o sono). É preciso ajudar, é preciso ajudar...

-Bob, tu sabias que, de acorrdo com a revista The Spectactor, em 2003 o presidente Oasanjo, da Nigéria gastou 347 milhões de dólares na construção de um estádio de futebol? Ou seja, o dobro do orçamento nigeriano para a saúde?

-(Sala roncando)


publicado por Rui Carmo
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007
A razão para não apoiar a entrada da Turquia na UE
Enquantos as autoridades turcas não resolverem politicamente o caso curdo, e ambos os lados persistirem no uso da violência, não me soa nada bem a entrada da Turquia na União Europeia. Depois do passado arménio, é inconcebível pensar numa Turquia europeia com um presente e futuro pintado a vermelho curdo.


Afinal Chirac não abandonou o Eliseu…
A França continua a acreditar que adiando o inevitável "impacto", ele acabará por desaparecer. Uma questão de fé, portanto:
Mr Sarkozy, on his first presidential visit to Brussels, called on Europe to “protect” its citizens, buying them time to adapt to the pressures of globalisation.

His comments suggest he will pursue an assertive French agenda in Europe that could put him in conflict with free traders including Angela Merkel, German chancellor, and Gordon Brown, incoming UK prime minister.

(...)

“Europe has to protect its citizens, not worry them,” Mr Sarkozy said. “Europe has to prepare itself for globalisation – it can’t just be overtaken by it. Globalisation can’t be a Trojan horse in Europe.”


publicado por Bruno Gonçalves
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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007
Laura Abreu Cravo e Henrique Raposo na Europa


É amanhã pelas 7 da tarde no "Descubra as Diferenças" da Rádio Europa que estreamos nova dupla de peso, conta e medida: Laura Abreu Cravo e Henrique Raposo debatem comigo e com Antonieta Lopes da Costa, assuntos tão essenciais como as eleições intercalares em Lisboa, os candidatos às catadupas e o súbito recuo de Carmona Rodrigues - a propósito, se ouvirem um irritante ruído de fundo é mesmo mais uma obra barulhenta na cidade. Comentários também sobre a visita do Papa Bento XVI ao Brasil; as guerras internas entre palestinianos que são quase silenciadas na comunicação social - talvez porque não se possa culpar Israel -; e ainda a história do filme agora divulgada na net da rapariga lapidada até à morte no Curdistão iraquiano. Para terminar, breve referência ao congresso do CDS deste próximo fim de semana e uma música especialmente dedicada por Laura Abreu Cravo ao candidato a ministro de Lisboa, António Costa.

Como habitual, o programa repete domingo às 11h e às 7, podendo ser ouvido em directo de qualquer parte do mundo através do computador, ou de qualquer parte do país nas rádios da TV/Cabo se tiver power box.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
Os novos mundos e seus mercados
O Henrique Raposo já referiu o artigo de Edward Luttack, na última ‘Prospect’, sobre a irrelevância estratégica do Médio Oriente. Análises como a de Luttwack são muito importantes para Portugal. Um país atlântico como o nosso, com fortes ligações a África e ao Brasil, só ganha em fomentar o interesse por estas zonas do globo. Pouco lucra com o enormes recursos empregues pelo Ocidente no mundo árabe, que é pobre e onde não se antevê grande progresso.

Há 500 anos (mais coisa, menos coisa) alguns portugueses puseram-se numas barcaças, contornaram o continente africano, alcançaram a Ásia por mar e foram ao Brasil. Voltaram com uma alternativa à rota do Oriente Médio. Ontem, um pouco como hoje: Existem imensos mercados à espera de atenção. A política externa portuguesa dos últimos 30 anos tem tentado juntar Portugal à Europa. Talvez seja a hora de aproximar a Europa ao resto do planeta.

publicado por André Abrantes Amaral
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007
Radiografias de um país


 


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Dados da Comissão Europeia, apresentados por Sofia Galvão no "Geração de 60".




 



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Domingo, 6 de Maio de 2007
A dra. Ana Gomes enganou-se outra vez
Ségolène Royal assume derrota nas presidenciais francesas

As primeiras projecções das empresas de sondagens indicam pelo menos 53 por cento dos votos para Nicolas Sarkozy.

No Público.

(recordar o poste ségolèneano da optimista Ana Gomes - é claro que todos já nos enganámos).

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007
Uma conferência na hora certa: como conciliar os cidadãos com a classe política



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Terça-feira, 1 de Maio de 2007
Enquanto isto, na Turquia


O primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan anunciou hoje que pretende pedir ao Parlamento a convocação de eleições legislativas antecipadas, depois do Tribunal Constitucional ter anulado hoje a primeira volta das presidenciais.

A propósito desta notícia do "Público", ler o muito recomendável Notícias da Turquia, de Lídia Lopes, em Ancara.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
Mas quem defendeu o direito de veto?
The president of the European Commission said Sunday that Russia should not have a veto over a proposed U.S. missile defense system in Europe.

(...) 

 "We should not accept any third power to have a kind of veto power on what a sovereign state is doing," he said. "Any sovereign state of the European Union has the right to establish security arrangements with others." 

Ler a notícia completa, aqui.

publicado por Bruno Gonçalves
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2007
Turquia
 

sarkozy_nicolas.jpg





A opinião de Sarkozy sobre a Turquia na Europa:

 The real problem lies with Turkey; I cannot tell young French school students that Europe’s borders lie along Syria and Iraq. If we accept Turkey then, putting aside the Ukraine for a moment, we have to accept Lebanon, Israel, and the Magrib.

If Europe really wants to give off a sense of security, then its borders must be defined.

We should deepen our relations with Turkey, but not to the point of EU membership.

What we need is an urgent declaration of ‘privileged partnership’ with Turkey... 

publicado por Bruno Gonçalves
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