Domingo, 2 de Março de 2008
Bush é um reptiliano?


Ler Teoria da Conspiração 2 e obrigado ao Jorge, que também recomendou este belo linque. Tenham medo, tenham muito medo.


Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
O debate espanhol
Às 21h00 de Lisboa - 22h00 de Madrid - não perca o debate Zapatero-Rajoy na TVE. Dá para ver no cabo como está a política em Espanha.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
Fazemos o possível
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Agradeço ao Luís Rainha o cartaz especialmente dedicado à Atlântico. Camarada Rainha, nós fazemos o possível para abreviar o "sofrimento desnecessário de tantos", mas infelizmente é um trabalho difícil e muitas vezes incompreendido. Se existirem realmente empresários com visão, estamos prontos para ajudar a salvar a pátria. Nem que seja do efeito nefasto do todo-poderoso Estado salazarento que se continua a arrastar em Portugal, agora também defendido pela esquerda socialista, laica e dita republicana (representada na imagem pelo monstro).


Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
Remédio santo contra a queda de cabelo: e será que vai ter direito a subsídio do Estado?
Reino Unido promove sexo como remédio
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) do Reino Unido lançou uma campanha, que tem como objectivo promover o sexo como alternativa ao ginásio, uma vez que acredita ser uma arma na luta contra a obesidade e como remédio para problemas cardíacos. A ideia, disponível no site do SNS, incentiva os britânicos a terem mais actividade física, principalmente aqueles que dizer não ter tempo para ir ao ginásio. «A solução», diz a página, «está em casa, debaixo dos lençóis».

As relações sexuais levam o organismo a produzir endorfinas, uma substância natural que tem efeitos benéficos a nível da prevenção dos problemas do coração, assim como para a pele, os músculos e até para o cabelo. De acordo com o jornal britânico The Guardian, especialistas defendem que tais conclusões não têm fundamento científico. Contudo, o SNS garante que o sexo é vantajoso até para dores de cabeça e constipações.



Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
4º Centenário do nascimento do Padre António Vieira
Podem encontrar o programa das celebrações do 4º centenário do P. António Vieira aqui. Recomendo o Encontro Fé e Justiça no dia 9, organizado pelos muito-agradecidos-pela-inspiração-para-o-nome CUPAV (Centro Universitário Padre António Vieira), Círculo Vieira e Instituto Padre António Vieira. (Se as obrigações familiares me permitirem a presença - o que de momento não se espera - eu estarei no 39º degrau do 6º lance das segundas escadas à esquerda, com um chapéu em magenta com uma peónia em cerúleo, camuflada atrás de uma Vogue britânica de 1998, desafinando aquela estrofe do Simpathy for the Devil sobre Pilatos - caso lá apareçam e me queiram cumprimentar).

publicado por Maria João Marques
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
Georgiana

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Aqui fica uma sugestão de leitura para estes dias de Carnaval (para aqueles que têm umas pequenas férias ou para os que odeiam o Carnaval e seus foliões e se recusam a sair de casa até a Quaresma começar e a normalidade e o bom-senso regressarem), muito adequada quando a candidatura da Hillary à nomeação democrata nos faz tagarelar e escrevinhar sobre a participação das mulheres na política.

Georgiana, Duchess of Devonshire, de Amanda Foreman é a biografia de Georgiana Cavendish, née Spencer (o mesmo Spencer de Diana de Gales e Winston Churchill),  duquesa do Devonshire em finais do séc. XVIII e que teria tido muito prazer em participar activamente e oficialmente nas políticas whigs não fosse o insuperável obstáculo - não, esta desculpa já não se aplica actualmente - do seu género. Assim, participou movendo influências - através do marido e amantes - e emprestando a sua figura e imagem nos comícios whigs (algo entre o patético e o profético).

Para os mais preguiçosos, ou para aqueles que são demasiado sensatos para aceitarem sugestões de desconhecidas, poderão conhecer a extravagante Georgiana em filme com data de estreia prevista para final do ano, com a Keira Knightley como Georgiana Cavendish. (Vamos esperar que a interpretação seja pelo menos um bocadinho mais inteligente e mais subtil e com mais verve do que no caso da Elizabeth Bennet no Pride & Prejudice, que eu e qualquer aficionado de Jane Austen nunca lhe perdoaremos.) Mas o filme pode ser um incentivo a lerem o livro antes, pensem bem, ponderem o brilharete que podem fazer com os inesperados conhecimentos sobre a Georgiana (por exemplo o filho gay, será assim retratado no filme?), sobre a ménage-a-trois no seu casamento ou as dívidas de jogo, sobre as versões iniciais de fazer turismo, sobre o Charles James Fox e o Lord Grey, sobre os duques do Devonshire (a penúltima duquesa foi uma das notorious irmãs Mitford; só isto dá para horas de conversa). Na dúvida, leiam.

publicado por Maria João Marques
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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
Yes. We. Can.

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Um discurso eloquente, digno de um tribuno, onde até a escolha da música foi muito bem escolhida!

publicado por aLaíde Costa
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Sobre o passado do Movimento Ron Paul
A investigação de James Kirchick sobre as newsletters de Ron Paul na década de 80 e 90 revelam informações assustadoras sobre o candidato. O envolvimento de Ron Paul na maioria destas mensagens é duvidoso, mas a sua assinatura está lá. Como refere Kirchick no final do texto:
Paul's campaign wants to depict its candidate as a naïve, absentee overseer, with minimal knowledge of what his underlings were doing on his behalf. This portrayal might be more believable if extremist views had cropped up in the newsletters only sporadically--or if the newsletters had just been published for a short time. But it is difficult to imagine how Paul could allow material consistently saturated in racism, homophobia, anti-Semitism, and conspiracy-mongering to be printed under his name for so long if he did not share these views. In that respect, whether or not Paul personally wrote the most offensive passages is almost beside the point. If he disagreed with what was being written under his name, you would think that at some point--over the course of decades--he would have done something about it.

A ler: Angry White Man por James Kirchick

Adenda: A campanha de Ron Paul já veio negar a autoria dos textos e que o candidato não partilha das opiniões expressas. Porém, tenho que afirmar que fico espantado como é possível que o candidato nunca se tenha distanciado das opiniões de uma newsletter transmitida em seu nome durante tanto tempo.


Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
Ainda sobre a febre de atribuir galardões em cada fim de ano
Fiquei surpreendida e agradada com a escolha de Isabel Jonet como Figura Nacional de 2007 pelo Expresso. É uma escolha longe do mediatismo, longe da política, longe do glamour dos cargos de nomes pomposos. Mas reconhecendo o trabalho (em voluntariado) de uma pessoa e de uma organização, o Banco Alimentar Contra a Fome, com consequências visíveis junto dos mais pobres. É um escolha que nos responsabiliza, porque nos diz que lutar contra a pobreza ou contra a exclusão social não é apenas tarefa de políticos; cada um de nós tem as ferramentas que nos permitem melhorar a vida de outras pessoas que atravessam fases de pobreza, doença, solidão... Esta escolha é, sobretudo, um desafio para as nossas prioridades em 2008.

A escolha de Isabel Jonet pelo seu trabalho no Banco Alimentar mostra também a Igreja no seu melhor. Dir-me-ão alguns que o Banco Alimentar não faz parte da Igreja. De facto juridicamente não, e qualquer funcionário ou voluntário é aceite independentemente do seu credo ou falta dele; também o Banco Alimentar não é uma organização que se dedique à evangelização ou à formação religiosa ou a actividades espirituais. E no entanto... o Banco Alimentar foi criado em Portugal por um grupo de católicos (que incluía um padre) e a maioria dos voluntários que lá trabalham ou ajudam nas campanhas semestrais de recolha de alimentos são católicos (e incapazes de dissociarem este seu voluntariado da missão que, como católicos, têm para a sua vida). As referidas campanhas de recolhas de alimentos que se fazem duas vezes por ano terminam sempre com uma missa para os voluntários e funcionários no armazém do Banco Alimentar.

Mas, já sabem, em 2008 não se esqueçam how religion poisons everything.

publicado por Maria João Marques
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Sábado, 22 de Dezembro de 2007
Gen. David Petraeus, Man of the Year

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Gen. David Petraeus, Man of the Year por William Kristol:

Time ludicrously chose to make Russia's ex-KGB agent-turned president Vladimir Putin its cover boy. They just couldn't make Petraeus man--oops--person of the year. Our liberal elites are so invested in a narrative of defeat and disaster in Iraq that to acknowledge the prospect of victory would be too head-wrenching and heart-rending. It would mean giving credit to George W. Bush, for one. And it would mean acknowledging American success in a war Time, and the Democratic party, and the liberal elites, had proclaimed lost.

The editors couldn't acknowledge their mugging by reality. That's fine. Nonetheless, reality exists. And the reality is that in Iraq, after mistakes and failures, thanks to the leadership of Bush, Petraeus, and General Ray Odierno-the day-to-day commander whose contributions shouldn't be overlooked-we are winning.


publicado por Bruno Gonçalves
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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007
Coisas que não me saem da lapela*


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Isto porque ainda não chegou o pin "Mitt Romney,the Sexiest President"


*vagamente inspirado em Henrique Raposo




Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
Person of the year

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Why we choose Putin


publicado por aLaíde Costa
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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007
Comentários em destaque
Chego tarde a esta polémica. Nem percebi nada. Mas gostava de dizer que o Tiago é uma das boas razões (e eu que sou um individualista radical) que me fazem continuar a querer pertencer a um grupo a que temos vindo a chamar “a direita” mas a que, se calhar, devíamos chamar outra coisa.

Pedro Lomba

publicado por aLaíde Costa
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Descansar a oposição
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Bom, eu sempre me senti um pouco isolado no meu apoio a Giuliani neste blog, mas a preocupação do Carlos Novais não tem razão de ser. Pode ficar descansado que neste blog pode ainda encontrar pelo menos um apoiante do Rudy.


Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
Obrigada, Tiago!
Por todos os excelentes posts que por aqui foste escrevendo.
Bem, todos não... aqueles da Gisele Bündchen eram escusados!
Obrigada!

publicado por aLaíde Costa
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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
Quotes to remember
Speak softly and carry a big stick.

Theodore Roosevelt

publicado por aLaíde Costa
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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007
Jolie, A




A: O Insurgente tem Hayek e Belluci, porque razão irias escolher a Jolie?

B: She's hawkish.

publicado por Bruno Gonçalves
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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
The candidate with a lot of swing
Just move our hips, O! Move our hips!

publicado por aLaíde Costa
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Sábado, 27 de Outubro de 2007
Em campanha presidencial
It only happens once in your life time


nota: o conteúdo do video poderá ferir a susceptibilidade de alguns individuos

publicado por aLaíde Costa
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
Um campeão do liberalismo
O António Costa Amaral, agora no IESE, relembra Rafael Termes.


Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
Sobre o fenómeno Ron Paul (2)
Depois de Barry Goldwater, é a vez de Margaret Thatcher. Quase parece que é imperativo encontrar uma figura de relativo consenso na direita para justificar a candidatura de Ron Paul. Pelo menos é a impressão que me dá. Corrijam-me se estou enganado.

publicado por Bruno Gonçalves
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
Sobre a importância do jogging
 

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And so, Mr. Prime Minister, you're welcome here any time. I appreciate that you're setting such a good example for people in your own country and around the world by being an avid exerciser at the ripe old age of 50.

White House.


Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007
Separados à nascença! [um post very exceptional]

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publicado por aLaíde Costa
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007
O que é a Turquia?
Daqui até dia 28 deste mês veremos se os militares turcos se conformaram com a ideia de um país democrático sem tutela militar (parece que sim, por enquanto e pelo que é dito); depois, veremos se um "ex-islamista" (o que quer que ex ali queira dizer) se conforma com o conceito de democracia, sem tutela religiosa.

Uma Turquia sem militares a vigiar nem religiosos a impôr seria a prova que falta. Às vezes o mundo fica menos perigoso. Às vezes somos excessivamente optimistas.

publicado por Henrique Burnay
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007
Sobre a coligação que governa Lisboa
Homo Habilis e Homo Erectus conviveram juntos em África

publicado por Rui Carmo
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
[no feminino]
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Meninos não quererem elevar um pouco o nível do debate e discutirem sobre as candidatas a USA 1st Lady?

[Paulo, desculpa este post tão excepcional, mas alguém tinha de restabelecer a ordem aqui na casa]


Segunda-feira, 18 de Junho de 2007
Le domicile
 

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Numa noite em que o UMP venceu as legislativas com uma maioria absoluta, embora longe dos valores que se esperavam graças ao descontentamento com a possível subida do IVA, a grande surpresa da noite foi mesmo a notícia da separação do secretário-geral do PS, François Hollande, e da sua companheira Segoléne Royal. "J'ai demandé à François Hollande de quitter le domicile", foram as palavras de Mme. Royal. O que é irónico, é que esta não parece estar apenas a referir-se ao seu domicílio, mas também à liderança do partido...

publicado por Bruno Gonçalves
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007
Obama, Barack (2)
Embora não partilhe da opinião tão pessimista do HO sobre Obama, acho que este comentário foca alguns dos pontos fracos do candidato:

“votava no Obama sem pensar duas vezes.”


Nem sequer uma.

Obama fascina porque é telegénico, crocante e com sabor a manga/abacate. É o síndrome da “celebridade instantânea”.

Os discursos do Obama são tão vaniloquentes, despovoados e frívolos que me parece estaticamente provável qualquer pessoa concordar, em todos eles, com um terço, discordar de outro e ficar indiferente ao restante. A frase que o HR cita, mera variação de um mote milhentas vezes repetido, e nem sequer especialmente inspirada, é óptimo exemplo. É, numa analogia indígena, um híbrido de Sampaio com Sócrates - as proporções são, no caso, tudo.



Mas pronto, é um produto da fusão dérmica, com bom aspecto, e isso por si só, acarreta carradas de simbolismo. O assunto é sério (e recorrente), mas não me apetece elaborar sobre ele - basicamente, é o regresso ao tempo sofístico do corpo enquanto envelope e a imagem da alma. Quanto ao resto, Bloom, Steiner e toda a trupe dos pessimistas culturais têm boas pistas.

Também se diz que tem grande ideias. Infelizmente, ninguém parece ter um vislumbre claro (no pun intended) de quais possam ser. Eu li 100 páginas do livro dele, fiz diagonal nas restantes, e percebi que a hope é um vago vocábulo de newspeak para a egofania. É como Agostinho, mas epidérmico e upsidedown. Mas imperdoável, ainda mais num tipo que se quer sentar na cadeira de Reagan, é não se encontrar um pingo de humor (voluntário), de wit. É tudo emocional, lamechas, mas sério. Obama é a versão política do que Oprah é na tv e os modernos evangelismos são na religião: nenhum conflito, tudo docinho, tudo se perdoa, nada de julgamentos morais - pelo menos, dos consequentes.

Curiosamente, já existiu outro Obama, nos anos 80. Chamava-se Gary Hart e também era fresco, honesto e tinha “great ideas”. Um senhor chamado Walter Mondale arrumou-o num debate televisivo com esta simples pergunta “Where’s the beef?”. Se calhar, nos dias de hoje, já não será suficiente. Bush também foi eleito devido à graça pessoal e ao “very light résumé” (aposto que em 1999 o HR votaria sem pensar em Bush em detrimento de McCain). Blair também não hostilizava ninguém e era abrangente. Obama só aprofunda a tendência: é mais liofilizado e as cândidas confissões de fraqueza que encantam a doméstica moderna são mais apuradas (bourbon? na, cocaína). E conta com uma enorme vantagem: “carries no baggage” (o que, em tempos civilizados, o desqualificaria automaticamente como candidato à Casa Branca). Por isso, diz que foi contra a guerra desde o princípio, embora ninguém possa saber como votaria ele se tivesse no senado. Apesar de o que diz hoje sobre a guerra já ter pouco a ver com o que afirmou no discurso que o lhe conferiu o estatudo de celebridade - há 2 anos. Na verdade, há quem diga que é o exacto oposto. But who cares? Obama rocks. E tem o simbolismo, é o simbolismo. Muito pop, nem sequer é o pop da Paglia, pesado e pagão, é de plástico, mas tem simbolismo.

Eu até aprecio, e em parte partilho, as teses do Lipset sobre a particular condição do POTUS. Mas ele partia delas para admirar Roosevelt e Reagan, não qualquer produto trendy. Infelizmente, o presidente americano tem hoje imensos poderes - não só os executivos mas os decorrentes da preversão do papel dos representantes e dos partidos. E Obama, como outro, teria de os usar. Para quê? Bem, segundo o próprio, para ser racionalista (no sentido oakeshottiano). Para encontrar problemas e resolvê-los. Como? Multando as empresas que se deslocalizam, aumentando o salário mínimo federal, limitando a independência do banco central, reforçando o poder dos sindicatos, “protegendo” as empresas e os empregos americanos, banindo vendas de armas, apostando na “reabilitação” dos criminosos, subsidiando a pobreza, aumentando os impostos. E tem um plano (ah, os planos) de saúde que “will cover anyone”. Uma agenda que assusta qualquer pessoa dotada de um mínimo de bom senso.

O problema com estes produtos é que, pela sua própria condição, têm de acompanhar o zeitgeist e prescindir de quaiquer conservantes. Assim, sofrem de extrema perecibilidade. Ri imenso com esta notícia:

“Al Gore is like a rock star,” a woman in line gushes. “He’s the new Obama. New presidential candidate Barack Obama might not be finished being the current Obama, but these rabid Gore fans would prefer old Obama get out of Super Al’s way. I’m with Obama up until Gore announces, and then Obama gets bumped one notch down,” says 28-year-old college student Cris Nolan of Mundelein”.
http://www.dailyherald.com/opinion/constable.asp?id=320843

Delicioso, mas expectável. Afinal, o outro até tem um Oscar. Ah, é tão cruel o star-system! Al Gore is the new Obama!

Posto isto, não fico nada surpreendido que o Henrique Raposo e o Daniel Oliveira partilhem a escolha. E, se calhar, o Ocidente é mesmo cada vez mais isto. Eu é que cada vez mais gostava de ser tailandês.


publicado por Bruno Gonçalves
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2007
Bons ventos



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No último debate, Giuliani afirmou (via AA):

"Health insurance should become like homeowners insurance or like car insurance: You don't cover everything in your homeowners policy. If you have a slight accident in your house, if you need to refill your oil in your car, you don't cover that with insurance. But that is covered in many of the insurance policies because they're government dominated and they're employer dominated."

A esta interessante resposta junta-se hoje o anúncio que nos próximos dias Giuliani vai apresentar detalhadamente a sua proposta na área da saúde. A estar atento.

publicado por Bruno Gonçalves
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Indícios
Parece-me que algo está mal em algumas posições de um candidato republicano, quando Daniel Oliveira recomenda vários vídeos desse mesmo candidato...

publicado por Bruno Gonçalves
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007
Plutonic Warming



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Por Fred Thompson:

Some people think that our planet is suffering from a fever. Now scientists are telling us that Mars is experiencing its own planetary warming: Martian warming. It seems scientists have noticed recently that quite a few planets in our solar system seem to be heating up a bit, including Pluto.

NASA says the Martian South Pole’s “ice cap” has been shrinking for three summers in a row. Maybe Mars got its fever from earth. If so, I guess Jupiter’s caught the same cold, because it’s warming up too, like Pluto.

This has led some people, not necessarily scientists, to wonder if Mars and Jupiter, non-signatories to the Kyoto Treaty, are actually inhabited by alien SUV-driving industrialists who run their air conditioning at 60 degrees and refuse to recycle.

Silly, I know, but I wonder what all those planets, dwarf planets and moons in our Solar system. Hmmmm. Solar? I wonder. Nah, I guess we shouldn’t even be talking about this. The science is absolutely decided. There’s a consensus.

Ask Galileo.

publicado por Bruno Gonçalves
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Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Em nome das relações luso-angolanas


Tenho uma vez mais de discordar do Tiago Mendes. O meu voto no concurso Miss Universo 2007 vai para a representante de Angola, Micaela Reis. Desculpem a insistência.


Quinta-feira, 24 de Maio de 2007
An Inconvenient Truth







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Não vou dizer que fiquei surpreendido, mas é de assinalar a esperança que Vital Moreira deposita numa eventual candidatura de Al Gore à Casa Branca. Além disso, não queria deixar sem resposta, a questão que coloca no título do seu post:

Caso cedesse à tentação, Al Gore perderia a nomeação. Tão simples quanto isto.

publicado por Bruno Gonçalves
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007
Pedro Marques Lopes no RCP


Ora aí está mais um atlântico a brilhar alto, estrela do éter, desta vez Pedro Marques Lopes. Agora a sério: o nosso Pedro vai estar hoje a partir das sete da tarde no Rádio Clube Português (104.3 FM). Em debate com Pedro Adão e Silva, pelo menos. Para outras informações, o melhor é não perder e ouvir com muita atenção.

Eu não perco.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Terça-feira, 8 de Maio de 2007
Parabéns sr. Hayek
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Comemora-se hoje o 108º aniversário do nascimento de Friedrich Hayek. Nesta data aproveito para relembrar a reedição de The Road to Serfdom, aqui comentada por Roger Kimball.

publicado por Miguel Noronha
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007
Dúvidas e Confusões
Dizer que a campanha eleitoral na Madeira demonstra uma confusão no plano ideológico da sociedade portuguesa é, na minha opinião, querer fazer da Madeira uma espécie de escape do verdadeiro problema do país.

Se é um facto que a Madeira é governada há 30 anos pelo mesmo partido e pelo mesmo governante, também convém lembrar que o PSD/M nunca teve uma grande sinergia com o PSD nacional. Se este último está actualmente num dilema ideológico, isso em nada se reflecte na Madeira. Por várias vezes, Alberto João Jardim expôs as bases das suas políticas, uma das quais o papel que deve ter o Estado na sociedade, enquanto corrector das desigualdades sociais e enquanto motor da economia, através do investimento público. Este é o mesmo Alberto João Jardim, que perante uma alteração na leis das Finanças Regionais, reconheceu que o modelo de desenvolvimento da região teria que ser alterado.

Se agora está tanto na moda falar-se de anti-americanismo primário, sugeria que se começasse a pensar também em anti-jardinismo primário. Cada vez mais se lê tanta estupidez e tantas ideias erróneas sobre o que se passa na Madeira, facto que já nem dá revolta. Dá pena. Talvez seja por isso que os madeirenses aceitem tão alegremente os insultos que o seu presidente recebe.

O problema do PSD nacional não é Alberto João Jardim, nunca foi. A razão para esta governação social-democrata na Madeira é, para além da habilidade política do seu líder, a mediocridade dos socialistas na Madeira. O problema actual do PSD nacional, tem apenas um nome: José Sócrates. Até no PSD/M, este está a ter repercussões. Ignorar isto é fechar os olhos. Nada mais.

E apenas mais uma coisa. Há umas semanas, num jantar, disseram-me que Alberto João Jardim era a vergonha da nossa democracia. Na altura respondi: Para alguns até pode ser verdade. O que é certo, é que não consigo imaginar a nossa democracia sem o seu contributo, seja ele positivo ou negativo. Conseguem?

publicado por Bruno Gonçalves
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