Sexta-feira, 7 de Março de 2008
Igualdade de género


Study shows American Men Gradually Doing More Housework, With Sex As A Payoff

[Via weirdnews, que descobri através do Pedro Norton no Geração de 60]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
Remédio santo contra a queda de cabelo: e será que vai ter direito a subsídio do Estado?
Reino Unido promove sexo como remédio
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) do Reino Unido lançou uma campanha, que tem como objectivo promover o sexo como alternativa ao ginásio, uma vez que acredita ser uma arma na luta contra a obesidade e como remédio para problemas cardíacos. A ideia, disponível no site do SNS, incentiva os britânicos a terem mais actividade física, principalmente aqueles que dizer não ter tempo para ir ao ginásio. «A solução», diz a página, «está em casa, debaixo dos lençóis».

As relações sexuais levam o organismo a produzir endorfinas, uma substância natural que tem efeitos benéficos a nível da prevenção dos problemas do coração, assim como para a pele, os músculos e até para o cabelo. De acordo com o jornal britânico The Guardian, especialistas defendem que tais conclusões não têm fundamento científico. Contudo, o SNS garante que o sexo é vantajoso até para dores de cabeça e constipações.



Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
do liberalismo marxista
Na American Interest, uma excelente crítica ao determinismo liberal que liga - num nexo de causalidade inevitável - globalização e democracia liberal. Ou como a malta devia largar Hayek e demais cafeína austríaca e ler um pouco de Montesquieu ou Aron.

publicado por Henrique Raposo
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
O contrário de Bush
The image “http://www.aramnaharaim.org/Photo/George-W-Bush.jpg” cannot be displayed, because it contains errors.

Haverá outro motivo de interesse nas eleições presidenciais americanas deste ano para além de saber se os EUA vão ter, como presidente, a primeira mulher, o primeiro afro-americano, ou o primeiro mórmon? A verdade é que para demasiada gente, não importa quem vai entrar na Casa Branca. O que importa é quem vai sair: Bush. Por isso, não se sente este ano o confronto de 2004, nem a tensão de 2000. O fundamental, para quase todos, é que quem vier seja o contrário de Bush. Mas o que é exactamente esse contrário?


http://www.visitingdc.com/images/bill-clinton-picture.jpg


Tal como aconteceu com Bill Clinton em 2000, não há neste momento quem não tenha queixas contra Bush. Na frente doméstica, a direita acusa-o de negligenciar a imigração, e a esquerda, o acesso aos cuidados de saúde. Na frente externa, há a questão das “guerras”: a esquerda roga-lhe pragas por as ter feito, e a direita por as não ter sabido fazer. Há razão nestes ataques? Haverá. Mas algumas das acusações pressupõem escolhas não menos problemáticas. Como fechar a porta da América, se a economia precisa dos imigrantes? E como montar um sistema de saúde à europeia, se os europeus não podem pagar os seus nem os acham eficientes? E alguém quer admitir que a alternativa às operações militares não teria sido necessariamente melhor (a de Bill Clinton, no caso do Iraque, consistiu em fome e bombardeamentos regulares)? Ou reconhecer que numa guerra, como dizia Nelson, a sorte também combate? Não, é preferível acreditar que tudo o que correu mal foi por “asneira” de Bush.


http://www.businessweek.com/the_thread/brandnewday/archives/Al_Gore_i_An_Inconv_100607o.jpg


Eis uma “verdade” muito conveniente. Nas últimas décadas, os americanos viveram provavelmente os melhores anos da sua história. Nunca foram tão prósperos nem tão poderosos. Neste momento, não querem admitir que a prosperidade teve custos, e que o poder, só por si, lhes granjeou aversões. Receiam ainda que o bom tempo possa acabar. Por isso, exigem “mudança” - a mudança necessária para que nada mude. E essa mudança passa por Bush, o bode expiatório de um mundo em que os jihadistas declararam guerra ao Ocidente, o petróleo está a 100 dólares, o crédito fácil poderá ter acabado, e até o clima parece variar. Porque não fazer de conta que o aquecimento global só começou quando Al Gore perdeu as eleições? Tudo então parece fácil de resolver: bastará dizer adeus a Bush, e os ursos polares voltarão a ser felizes.


http://tomroeser.com/blog/img/f22121/mccain.jpg


Os americanos fazem lembrar um paciente que, depois de um mau diagnóstico, se convenceu de que para ficar curado basta mudar de médico. As eleições primárias ainda não deixaram perceber quem vai ganhar, mas já revelaram essa tendência. As maiores sensações foram proporcionadas por candidatos que apareceram para unir, para confortar, para fugir aos problemas difíceis. É o caso de Barack Obama, à esquerda, e de Mike Huckabee, à direita. Apesar das ideias diversas, são duas versões -- uma mais sofisticada e outra mais popularucha -- do “nice guy”, afável, honesto e sonhador (alguém já chamou a Huckabee um “Obama for hicks”, isto é, para os pobres e menos instruídos). Vindos de baixo, cheios de moralidade e compaixão, propõem-se reunir o povo contra as dinastias políticas da capital. Com eles, a série B do velho populismo americano encontrou dois novos actores. Mas nem os outros candidatos escapam à onda das esperanças desvairadas. Veja-se o caso de John McCain, o mais corajoso perante a realidade. Porque acertou uma vez (era preciso mais infantaria no Iraque), já o tratam como se nunca pudesse errar.


http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,11749747-EX,00.jpg


Outro sinal dos tempos foi o alívio desesperado com que, no fim do ano passado, todos se dispuseram a acreditar no certificado de bom comportamento nuclear que a espionagem americana passou ao Irão. Pouca gente admitiu que os espiões se podem ter enganado, como se enganaram quando George Tenet, o director da CIA em 2003, garantiu a Bush que o Iraque era um supermercado de armas de destruição maciça. E se todos agora exigem que o presidente se comporte em conformidade com a informação sobre o Irão, porque é que o criticam por ter feito exactamente o mesmo em relação ao Iraque? E não terá a abstinência do Irão, decidida aparentemente no Outono de 2003, a ver com outra coisa que aconteceu nesse ano, na Primavera, e que talvez tenha feito a teocracia iraniana pensar duas vezes?


http://avenidadaliberdade.org/get_document.php?id=555


Enfim, Bush vai sair de cena. Qual será a sua cotação daqui a 20 anos? Foi o tempo que demorou até quase toda a gente reconhecer virtudes a um outro “cowboy estúpido”, cuja presidência aliás também terminou de rastos. Mas deixemos isso para a história. O problema agora é se o contrário de Bush for apenas o contrário da realidade.


[Rui Ramos]


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Público de 16 de Janeiro de 2008




Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Esquecer o socialismo
Nas actuais circunstâncias, uma política igualitária coerente e consequente só pode corresponder a um liberalismo social, mais igualitário do que o liberalismo clássico, mas menos estatista do que o socialismo histórico. Esta perspectiva assenta em três ideias básicas.

Em primeiro lugar, a igualdade da liberdade para todos. Este tipo de igualdade é um bem precioso a preservar, contra todas as formas de discriminação e contra as derivas comunitarista e multiculturalista. Depois do esgotamento do socialismo histórico, torna-se especialmente importante defender as liberdades económicas que aquele atacava. Contrariando a sensibilidade de alguma esquerda tradicional, é também necessário promover uma política de segurança de pessoas e bens sem recear as acusações habituais de “deriva securitária”.

Em segundo lugar, a política igualitária tem de levar a sério a promoção da igualdade de oportunidades. É especialmente importante a generalização da formação profissional e o acesso efectivo ao sistema de educação. Mas é também importante que este sistema seja meritocrático e não se confunda a facilitação do acesso com o facilitismo dos resultados. Os indivíduos são desigualmente dotados e as instituições educativas não devem deixar de espelhar essas diferenças. Infelizmente, muitos dos “socialistas à moda antiga” tendem a pensar que se cria igualdade de oportunidades efectiva deixando de seleccionar os indivíduos em função das suas capacidades.

Em terceiro lugar, o igualitarismo actual deve insistir na via de uma justiça social correctamente entendida. Ou seja, não através do crescimento do Estado-Providência (a estratégia do antigo socialismo democrático), mas mediante a dispersão da propriedade e do capital social pelo conjunto da população. Por outras palavras: a justiça deve ser mais distributiva do que re-distributiva. Não se trata de criar ou aumentar subsídios, mas antes de propiciar o desenvolvimento económico e o enquadramento fiscal que permitem aumentar os rendimentos mais baixos – e limitar os mais altos, em consonância com o apelo do Presidente da República.

Ao dizer isto, não estou a querer afirmar que o Governo tem acertado sempre nos aspectos essenciais de uma política igualitária, ou uma política de esquerda, para o nosso tempo. O que quero dizer é que, quando o Governo falha ou marca passo – na reforma do Estado, no combate à pobreza, na educação, na segurança interna, etc. –, isso não se deve ao facto de ter esquecido os princípios do socialismo histórico, mas antes ao facto de não os ter esquecido suficientemente.

João Cardoso Rosas, in DE

publicado por aLaíde Costa
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008
O futuro da futurologia
Will Osama bin Laden be caught in 2008? Only a 15% chance, said Newsfutures in mid-October 2007. Would Iran have nuclear weapons by January 1st 2008? Only a 6.6% chance, said Inkling Markets. Will George Bush pardon Lewis “Scooter” Libby? A better-than-40% chance, said Intrade. There may even be a prediction market somewhere taking bets on immortality. But beware: long- and short-sellers alike will find it hard to collect.

The World in 2008, The Economist


publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007
Globalização e Estado garantia
Tem havido, na imprensa e na academia, uma discussão muito interessante sobre os méritos do “Estado Garantia” face ao “Estado Providência”. Para quem valoriza a liberdade individual, a escolha teórica é simples. E na prática, como se pode implementar o primeiro? É a isto que o PSD tem de responder quanto antes.

Tiago Mendes - Diário Económico

publicado por aLaíde Costa
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007
Mrs Donovan, Charlie Brown!

Excerto do programa “Descubra as Diferenças” de  dia 4 de Novembro (com Antonieta Lopes da Costa, Paulo Pinto Mascarenhas, Rodrigo Moita de Deus e Daniel Oliveira):


DO – As escolas privadas….


RMD – Mas tu tens é que agradecer à Opus Dei…


DO – Mas ouve, não estás a percerb…


RMD – Porque as escol…


DO – Os meios, o proble…


RMD – Eu quero acreditar que…


DO – Deixa-me terminar, é que…


RMD – Vê lá se me ouves, porque o…


DO – É que as escolas pub…


RMD – Eu sou um democrata que acredit…


DO – Estás a perceber? Há alunos em excess…


RMD – Os meninos pobres são dif…


DO – O ranking não…


RMD – São os métodos, perce…


DO – Os meios, estás a entend…


PPM – Posso…


DO – Espera aí, agora sou eu que…


RMD – Ouve, o que eu estou a….


ALC – Parece-me que foi isso que o Daniel…


DO – Não se pode exigir do aluno…


RMD – A diferença não é…


PPM – Posso…


DO – São décimas, é pouc…


RMD – Há trinta anos atrás…


PPM – Posso…?


Rapazes: para quando maior moderação e menos confusão?



publicado por Carlos do Carmo Carapinha
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
Parabéns


Daqui a uns anitos, também tu, Paulo, serás recordado.

publicado por André Abrantes Amaral
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PSD de esquerda
Um exemplo interessante do papel da social-democracia no PSD encontra-se num texto publicado no número de Outubro da revista “Atlântico” por Mira Amaral, um membro das elites do partido que não se dá mal com Menezes. O ensaio de Mira Amaral versa sobre “a social-democracia do século XXI”. O que propõe? Grosso modo, propõe a transferência para a sociedade civil das funções sociais do Estado e a adopção do princípio do utilizador-pagador. A proposta de Mira Amaral não consiste em dizer que o Estado deve garantir as suas funções sociais recorrendo à sociedade civil. O que ele propõe é que o Estado deixe pura e simplesmente de garantir muitas dessas funções. Algumas medidas que daqui decorrem são a privatização parcial do sistema de pensões, o fim do acesso universal aos cuidados de saúde e a necessidade de recurso a seguros privados, o pagamento integral dos custos do ensino superior pelos estudantes (ao nível do segundo ciclo), etc. Ou seja, tudo aquilo que Mira Amaral propõe equivale à destruição do legado social-democrata do pós-guerra preconizada pela direita europeia. Note-se que eu não estou a dizer que este discurso não tem sentido. O que não tem mesmo sentido é considerá-lo “social-democrata”.

Julgo que o programa de Mira Amaral será aplicado um dia, quando o PSD chegar ao poder. Será talvez suavizado, como sempre acontece com os programas e propostas políticas, mas não andará muito longe da teoria agora exposta. Como se vê, o PSD pode ter um Menezes e até o indescritível Santana, pode ter elites mais ou menos deprimidas, mas não corre riscos de hesitações à esquerda. A direita liberal e conservadora pode dormir descansada (pelo menos no que diz respeito à ideologia do seu partido; quanto à competência dos actores, nada direi).

João Cardoso Rosas, in DE

publicado por aLaíde Costa
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Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Lições da História
Rui Ramos
[Público 19.09.07]



Todos julgamos que a história está cheia de lições. Talvez esteja. O problema é que não há meio de impedir que cada um tire as que mais lhe convêm. A razão é simples: mesmo entre historiadores, numa grande parte dos casos, não há consenso acerca do que realmente aconteceu. O passado, apesar de conhecermos a sequência, mantém-se por vezes tão indeterminado como o futuro. É o que sucede com a história das aventuras americanas no Vietname durante a década de 1960, muito lembradas a propósito da ocupação do Iraque. Para uns, passou-se isto: os EUA atolaram-se numa guerra que não podiam ganhar. Lição? Evitar envolvimentos militares maciços em subversões remotas. Para outros, porém, passou-se isto: os EUA estavam à beira de vencer, quando os derrotistas minaram o apoio doméstico ao esforço militar. Lição? As vitórias dependem da capacidade dos líderes para resistir ao pessimismo.

O actual governo americano distinguiu-se por não querer desaproveitar nenhuma das lições vietnamitas. Por um lado, manteve a intervenção a um nível mínimo, com uma “iraquização” precoce da guerra; por outro, exibiu teimosia. O resultado foi o impasse. E aqui, para grande espanto dos seus críticos, George Bush começou a falar do Vietname. Não havia razão para o espanto. A evacuação do Vietname, independentemente das suas razões, rebaixou os EUA como poucos outros percalços desde 1945. Ora, apesar das suas desavenças, nenhum dos grandes partidos americanos quer abdicar daquilo que o candidato Barack Obama, intoxicado pela memória de Kennedy, chama a “liderança do mundo”. Acontece que essa pretensão não é compatível com o vexame em que os jihadistas saberiam tornar a saída americana do Iraque. A partir daqui, o governo americano tem podido utilizar, como no judo, o peso dos seus críticos para os deitar ao chão. Ao profetizarem um fim caótico, como em Saigão, são estes que agora fornecem a melhor razão para continuar no Iraque. Daí o modo como os sequazes de Bush caricaturaram a saída inglesa de Basra, em Agosto, como uma debandada vergonhosa. A imprensa anti-guerra, ingenuamente, ajudou. Inicialmente citado para desencorajar a intervenção, o fantasma do Vietname serve agora para dissuadir a retirada.

A guerra não está a correr bem a ninguém: nem aos críticos, nem aos crentes.





A escalada militar em Bagdade e a aliança com os xeques sunitas de Anbar abriram, para os críticos, uma perspectiva de pesadelo. No fundo, os críticos não têm alternativa, a não ser esta: como a subversão não desiste, é melhor desistirmos nós. Mas a ideia era fazer com que fosse Bush a desistir, de modo a ficar com o ónus do desaire. Só que se o presidente conseguir inventar os “progressos” suficientes para extrair alguma tropa em boa ordem, a decisão sobejará para o presidente Democrata que os críticos esperam ajudar a eleger no fim do próximo ano. E eis a receita para uma presidência desastrosa: se continuar a guerra, o eventual presidente Democrata dividirá os seus seguidores; se abandonar, para alegria de Bin Laden, a derrota será dele.

Os crentes, no entanto, também não têm razões de celebração. A estratégia actual, em alternativa ao “consenso internacional” (eufemismo para entendimento com o Irão) recomendado pelo Iraq Study Group no ano passado, não resolve o problema maior, que no Iraque é o mesmo do Vietname: a incapacidade americana de, apesar das eleições de 2005 e do governo de unidade nacional de 2006, produzir um poder nativo suficientemente legítimo e estável para enfrentar, por si, a subversão da Al-Qaida, a intromissão do Irão e a concorrência violenta entre as milícias. A sabedoria convencional diz que só uma solução política pode criar segurança. No Iraque, neste momento, essa sabedoria está de pernas para o ar: confia-se em que os militares americanos arranjem a segurança suficiente para levar a uma solução politica, de preferência unitária e democrática.

A chave, segundo o general Petraeus explicou a semana passada, é paciência. Mas a paciência é um bem escasso nos EUA. A prioridade americana é trazer as tropas para casa. O objectivo da ocupação, desde o primeiro dia, foi o de criar condições para desocupar rapidamente e com honra. Compreensivelmente, as milícias e gangs locais estão mais interessadas em consolidar posições para a guerra civil que se seguirá à saída dos americanos do que em comprometerem-se com um simulacro de Estado democrático que só existe à sombra dos Black Hawk.

No meio disto, a história, ao ajudar toda a gente, não ajuda ninguém em particular. E um dia, no futuro, quando outros quiserem tirar as lições desta guerra do Iraque, poderemos estar certos de uma coisa: não ficarão mais sábios do que nós.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
Jornais e Internet
Uma perspectiva muito interessante sobre o futuro da imprensa: Murdoch Delivers New News About News. Por Michael Lewis.

But the decline of the newspaper business is a lot more interesting than your ordinary industrial creative destruction because newspapers aren't ordinary investments. They're also status goods. People want to own them for reasons other than their discounted future cash flows.

Amazingly, even rich people occasionally need to believe that their lives have meaning. Even more amazingly, owning a newspaper is still seen as one way to achieve that belief. And so the right price to pay for a newspaper company is a bit like the right price for a sports team or a work of art: whatever some rich person is willing to pay. And as profits dwindle, that rich person is paying less and less for the cash flows, and more and more for the cachet.

(...)

But there's a catch to the status of even great newspapers: When they lose their readers they lose not just their profits but their purchase on the culture, and the source of their prestige. It's only a matter of time before even Murdoch wakes up and realizes that the Wall Street Journal is not as glorious as he remembers. And what then? He -- or his heirs -- will want out. They'll sell it, at a big loss, to some lesser figure. (Inferior status goods attract inferior status-seekers.)

The Bancrofts won't believe it now but there may come a time when they long for the days when their baby was in the hands of such a fine and upstanding press baron as Rupert Murdoch.


publicado por André Alves
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Sábado, 11 de Agosto de 2007
Três recomendações
Recomendo a leitura de três artigos que esta semana foram publicados no Diário Económico.

"Sarkozy e o Nobel" de Pedro Pitta Barros

"Um genocídio prometido" de Fernando Gabriel

"Paródia de liberdade" de José Manuel Moreira

publicado por Miguel Noronha
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Quarta-feira, 25 de Julho de 2007
Descubra as diferenças
Curiosidades do jornalismo made in Portugal, no seio da imprensa dita «séria». No Domingo, na sua edição online, podia ler-se esta notícia no Público:
Israel mata quatro pessoas em ataques em Gaza (22.07.2007 - 23h17 )
Israel matou hoje quatro homens armados palestinianos na Faixa de Gaza, dois num assalto terrestre e dois num ataque aéreo a militantes que lançavam “rockets” contra o Estado judaico, disseram testemunhas palestinianas e médicos (...).

Na segunda-feira, por volta das 11 da matina, a mesma notícia sofria uma metamorfose digna de registo:
Exército de Israel mata quatro homens armados em Gaza (22.07.2007 - 23h17)
O Exército de Israel matou hoje quatro homens armados palestinianos na Faixa de Gaza, dois num assalto terrestre e dois num ataque aéreo contra militantes que lançavam "rockets" contra o Estado judaico, disseram testemunhas palestinianas e médicos (...).

Diferenças? No título, as quatro pessoas passaram a ser chamadas de «homens armados». No corpo da notícia, a tenebrosa e abstracta entidade «Israel» passou a «o Exército de Israel». Ena. A coisa está a evoluir favoravelmente. Há uns meses, ou há uns anos atrás, as «pessoas» continuariam a ser «pessoas», e o carrasco seria obviamente o mesmo: «Israel». Não haveria lugar a correcções. «Israel» (ou seja, toda aquela «canalha») matava «pessoas». Ponto final.

Hoje, há já alguém que repara na coisa e se digna a corrigir as palavras, concorrendo para a verdade: as «pessoas», afinal, são, ou podem ser, uns gajos armados que até andam a lançar uns «rockets» contra o Estado judaico (ainda assim, estou em crer, coisa pouca, tendo em conta que estamos a lidar com o gigante Israel e a pequerrucha e inocente Palestina). Seja como for, já não era sem tempo. Eu, que sou um pessimista em relação a quase tudo – inclusivamente em relação ao futuro de Israel –, acredito que vai chegar o dia em que finalmente uma notícia deste tipo receberá, desde logo, ou seja, desde o minuto x da hora y do dia z, um tratamento correcto. A dispensar correctivos.

publicado por Carlos do Carmo Carapinha
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Domingo, 1 de Julho de 2007
Os dias contados
Artigo de Alberto Gonçalves no Diário de Notícias

As laboriosas cabeças que reflectem sobre a educação prometem avançar com a obrigatoriedade do ensino a partir dos cinco anos. Eis uma medida consensual. A maioria dos pais não sabe o que fazer com as crianças, donde uma solução que antecipe a passagem do encargo para o Estado será sempre bem-vinda. O Estado, por seu lado, sabe perfeitamente o que fazer com elas, e, desde que a escola trocou a transmissão de conhecimentos pela partilha da ignorância, todo o tempo é pouco.

Nunca é demasiado cedo para iniciar os fedelhos no "estímulo" de "competências", "valências" e outras joviais demências em que a escola democrática se tem especializado. Qualquer idade, tenra que seja, é ideal para se aprender que não há muito a aprender, tirando umas luzes de educação sexual, "aquecimento global", Internet e a convicção de que um chorrilho de lugares-comuns prepara melhor os meninos e as meninas do que os perniciosos resquícios da avaliação tradicional. O relativismo pedagógico não pactua com os factores de desigualdade entre os alunos: aritmética, português, etc. Nem, aliás, com o genérico critério da "exigência", já que tal aberração é susceptível de limitar a "criatividade" e ferir a "auto-estima" da petizada.

No fundo, uma criança é boa na sua absoluta pureza. Por isso não se compreende que o Ministério da Educação não a recrute logo no parto, poupando-a a cinco anos de influência familiar, eventualmente devastadora. É que, incrível que pareça, existem pais mais aflitos com o futuro intelectual e profissional dos filhos do que com a sua "auto-estima", o stress infantil e a construção de uma sociedade sem classes. Por sorte, pais assim são raros, e raramente representados nas respectivas associações. Progenitores conscienciosos não arriscam criar monstros: o Estado que crie idiotas.


publicado por Miguel Noronha
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Terça-feira, 5 de Junho de 2007
Pedro Lomba e Pedro Mexia no “Descubra as Diferenças”
Já que estamos em onda de anúncios, serve este só para lembrar que na próxima sexta-feira, logo depois das notícias das 19h, teremos Pedro Mexia e Pedro Lomba em debate na Rádio Europa (90.4 FM), com a supervisão de Antonieta Lopes da Costa e a minha colaboração presencial. A não perder, como é evidente.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quinta-feira, 31 de Maio de 2007
Em nome das relações luso-angolanas


Tenho uma vez mais de discordar do Tiago Mendes. O meu voto no concurso Miss Universo 2007 vai para a representante de Angola, Micaela Reis. Desculpem a insistência.


Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
Só 1
De facto, era.

publicado por Bruno Gonçalves
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
A profissão de Deus


“Deus vai fazer com que ela apareça”.


 


Mas a que propósito, se Ele não fez com que não desaparecesse?


 


Insistem em confundi-Lo com um bombeiro, polícia, médico.


 


Ele é apenas o Criador e que se saiba, sem contacto com o 112.



 


Quinta-feira, 10 de Maio de 2007
Pedro Marques Lopes no RCP


Ora aí está mais um atlântico a brilhar alto, estrela do éter, desta vez Pedro Marques Lopes. Agora a sério: o nosso Pedro vai estar hoje a partir das sete da tarde no Rádio Clube Português (104.3 FM). Em debate com Pedro Adão e Silva, pelo menos. Para outras informações, o melhor é não perder e ouvir com muita atenção.

Eu não perco.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Terça-feira, 8 de Maio de 2007
A ler
É preocupante que um sistema “garantístico”, pensado para proteger os cidadãos alvo de queixas ou investigações perante os eventuais abusos de órgãos de polícia criminal ou judicial, esteja a ser usado como “sismógrafo” de responsabilidade política. Segundo esta bizarra “teoria do arguido”, um cidadão que goza de um generoso corpo de direitos fundamentais de defesa a partir da sua constituição como arguido, passaria a ser politicamente culpado, quase um cadáver político, ao qual não se aplica sequer o princípio da presunção da inocência. (...) a “teoria do arguido” é tão juridicamente ignorante como politicamente perigosa.

Paulo Marcelo, no "Diário Económico".

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Quinta-feira nas bancas


O livro das crónicas de João Pereira Coutinho na "Folha de S. Paulo", quinta-feira nas bancas com a revista "Sábado". Aproveite e compre também a Atlântico - e leia mais uma de JPC.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Domingo, 29 de Abril de 2007
Jurassic Park
Jerónimo de Sousa exige medidas contra a extrema-direita

Chávez garante que Fidel Castro reassumiu presidência de Cuba

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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África ingrata
http://www.opinionjournal.com/editorial/feature.html?id=110009995

Os europeus querem a demissão do Paul Wolfowitz, mas os africanos querem que ele continue como presidente do Banco Mundial. Disto pouca gente fala. África só interessa para servir de poste para a exibição mediática da caridade europeia.

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Uma comunidade das democracias?
Diana Soller, hoje no Público, numa recensão a "Second Chance" de Zbigniew Brzezinski:

"Para recuperar desta crise, a América precisa de aproveitar a "segunda oportunidade" que as eleições de 2008 e uma nova liderança podem trazer. Como? Reformulando a ordem de sucesso da Guerra-Fria, projectando-a a uma escala global; reconstituindo e alargando a comunidade atlântica a outras democracias..."

publicado por Constantino Hermanns Xavier
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007


Se amanhã pelas 10h20 ligar a sua rádio na Europa em 90.4 FM já ficará com uma ideia da conversa que tivemos com Manuel Falcão e Vítor Cunha no "Descubra as Diferenças" desta semana. Como sempre às sextas pelas sete da tarde - repetindo ao domingo às 11h e de novo às 19h - com a imoderação habitual de Antonieta Lopes da Costa e a minha presença. Esta semana, falamos das comemorações do 25 de Abril, nomeadamente do discurso do Presidente da República, o que nos leva à entrada de Pina Moura na TVI, entre outros assuntos de media, em que se inclui o papel crescente dos blogues como alternativa à imprensa mainstream. Claro que não nos poderíamos esquecer da relevância do blogue Do Portugal Profundo e das suas investigações de dois anos ao curso do primeiro-ministro José Sócrates. As eleições no CDS e em França são outros dos temas em debate numa conversa animada que, como sempre, pode ouvir também no seu computador em directo ou na power box da TV Cabo.



publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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Será?

A ilusão da escolha francesa


"Ségolène Royal talks of a gentler pace of reform and she is trying to forge a coalition with Bayrou. Last week Jacques Attali, one time sherpa of François Mitterrand and first president of the European Bank for Reconstruction and Development, spoke for them when he wrote that, far from switching to an Anglo-Saxon free market economy, France should follow its own destiny and protect the French model. ‘The rest of the world criticises us because it is jealous,’ he concluded. The argument may be elephantine, but it is undoubtedly a winner with the millions of French voters who depend on the French state, and who may yet sabotage Mr Sarkozy’s best efforts to lead them towards the world economy."

Na Spectator online

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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COM LIBERDADE E SEM FOLCLORE




Tornei-me, a partir de hoje, fã da jornalista Isabel Coutinho, que escreve hoje no Público (p. 5): “A deputada Maria de Belém Roseira iniciou o seu discurso com «Era Primavera, cheirava a madrugada e havia música no ar! E o dia foi abrindo, a esperança deu à luz e fez-se Praça da Canção e a canção na praça. E flores, muitas flores vermelhas que passaram a chamar-se liberdade.» (Arrepiados?) A seguir citou – às dez e meia da manhã – Paul Virilio, Zygmund Baumen, Thomas Friedman, Kant, Jeffrey Sachs, Ricoeur, Damásio.” Se para alguma coisa o que se passou em 1974 serviu – e justifica por inteiro o “25 de Abril” - foi para tornar as pessoas mais capazes de pensarem de maneira adulta. Como Isabel Coutinho, que obviamente não acha graça ao serafim-saudadismo parlamentar nem às exibições pedantes de cultura esforçada da deputada Dra. Maria de Belém Roseira. Sem dúvida que pode ser acusada, na sofisticada expressão do nosso primeiro-ministro, de “bota-abaixismo”. Mas foi ela quem, de facto, “comemorou” o “25 de Abril”, não a deputada. Com liberdade, e sem folclore.

publicado por Paulo Tunhas
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Sarjeta ou não?
Do ponto de vista da definição do ministro Santos Silva, a extensa e divertida cobertura noticiosa do problema de saúde de Eusébio enquadra-se no jornalismo de sarjeta?
Lembro que quase todos os jornalistas estiveram à altura do pacto eh-pá-é-chato-dizer-que-o-Eusébio-bebe-e-fuma-vamos-deixar-isso-de-lado-
-que-esta-obstrução-das-artérias-podia-acontecer-a-um-monge-tibetano-
-que-só-come-farelo.


E digo isto porque houve um jornal que escarrapachou na primeira página a seguinte informação: "Eusébio tem de parar de beber e fumar". (não faço ideia se Eusébio o faz, mas espero que sim, se gostar e se isso lhe der prazer).

Em suma, é sarjeta não referir as hipotéticas causas da aflição do King, ou é sarjeta afirmá-las?

Já agora, belo layout da renovada Atlântico. Os parabéns à L.P. e ao PPM.

publicado por Pedro Boucherie Mendes
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Cinderela em S. Bento
RUI RAMOS



Já sabemos – dito por quem de direito – que a licenciatura de Sócrates não é o maior problema do país. Estamos ainda para saber se não é o maior problema do primeiro-ministro. Entretanto, o governo e os seus procuradores tentam, sem excessos de subtileza, convencer-nos de que pode tornar-se um problema sério... para quem tiver o atrevimento de falar sobre o tema. É verdade que ainda não chegámos à Rússia de Putin, e que continua a ser geralmente seguro beber em restaurantes. Presumo, portanto, que ninguém arrisque mais martírio do que o de um telefonema zangado. De resto, a campanha oficial e oficiosa contra o “golpe de estado através da imprensa”, indistintamente atribuído à vingança de um “grupo económico” ou a mais uma conspiração da “direita radical”, esclareceu as regras do jogo: prosas a duvidar da mais célebre licenciatura de Portugal garantem pelo menos uma ficha de “vendido” ou “fascista”.



Felizmente, não corro esse risco, porque o objectivo deste texto é dar razão ao governo. Em tudo. Primeiro, no que diz respeito à conspiração. Há de facto uma conspiração contra Sócrates. Lembro-me perfeitamente de quando começou: no dia 25 de Abril de 1974, faz hoje 33 anos. Foi nesse dia que os membros do governo em Portugal deixaram de estar devidamente calafetados contra o “jornalismo de sarjeta” e as “campanhas orquestradas”. Foi também por esses tempos que se começou a notar uma certa irreverência no modo como os cidadãos se referiam em público aos dirigentes do Estado. Para facilitar ainda mais a vida aos conspiradores, os portugueses cometeram o erro de preferir uma “democracia formal” (como Sócrates lhe chama), e portanto pluralista e aberta à controvérsia. Resultado: nunca mais se pôde trabalhar em paz no governo deste país. Como todos sabem, a situação tem-se agravado. Nos piores momentos, dir-se-ia que estamos em Inglaterra ou na América. Sim, a conspiração contra Sócrates tem um nome: chama-se democracia. Terá ele percebido isso? A prometida “regulação” do jornalismo e a descida dos seus homens, em missão “ideológica”, até às empresas de comunicação social provam que percebeu.



Há quem acredite que Sócrates deveria ter-se conservado acima do que, no fundo, seria uma mera querela académica e de arquivo. Para quê afligir-se? Ninguém lhe contestou legitimidade para governar, e nenhum outro poder (presidente, parlamento, tribunais) o incomoda. Quando muito, seria uma questão de “imagem”, daquelas que vão e vêm conforme as manchetes dos jornais. Estão enganados. A reacção de Sócrates, da entrevista aos avisos à navegação, é justificadíssima. Ele compreendeu aquilo que a maioria dos seus críticos ainda não percebeu: que o seu é um governo de Cinderela, que não foi feito para resistir a demasiadas badaladas. E não apenas pela razão de que um dos outros efeitos perversos da “democracia formal” foi tornar todos os governos precários.



Cavaco Silva em 1985 e Guterres em 1995 surgiram com fórmulas mais ou menos novas, e perante uma economia a crescer. Passaram assim por cima das primeiras gafes e escândalos. Em 2005, Sócrates trouxe velhas “paixões” para enfrentar uma ruína. Não era um líder popular, nem a sua eleição correspondeu a uma vaga de entusiasmo. Venceu Alegre e depois Santana, porque teria sido preciso génio para falhar contra Alegre e Santana. Os votos que lhe deram a maioria absoluta (2,5 milhões) poucos mais eram do que os que, em 1999, não deram uma maioria absoluta a Guterres (2,4 milhões). A partir dessa base, Sócrates perdeu tudo o que havia de importante para perder. Perdeu as autárquicas e os principais municípios – com 1 930 191 votos, quase o mesmo resultado (1 918 359) que, em 2001, fez Guterres desistir. E perdeu as presidenciais, com um candidato que arranjou a pior votação de todos os candidatos apoiados por governos desde 1976.



Com certa habilidade, passou a viver de um equilíbrio fundamental: por um lado, deu ao PS o pasto das administrações do Estado e das empresas públicas, e ofereceu às esquerdas em geral, com a nacionalização dos abortos, uma viagem de saudade até 1911; por outro lado, satisfez as teorias daqueles que, à direita, estão convencidos de que nada como músculos de esquerda para meter na ordem funcionários e pensionistas. Mas quanto tempo pode durar este ajuste? O presidente, como lhe compete, coopera. E o eleitorado? Que acontecerá em 2009 se o país prolongar o maior período de divergência com a Europa desde há 60 anos? E se o PSD, por distracção, elege alguém com bom aspecto?



Sócrates não está condenado. Mas está mais vulnerável do que a rotina dos comentários tem reconhecido. O governo sabe que a série de badaladas para a meia-noite pode começar assim, com os percalços de uma licenciatura. Quando os pajens voltarem a ser ratos e a carruagem uma abóbora, desta Cinderela talvez nem fique o sapatinho.

[PÚBLICO 25.04.07]

publicado por Paulo Pinto Mascarenhas
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