26
Mar08
Boicotar o boicote
Ana Margarida Craveiro
Esta discussão do eventual boicote aos Jogos Olímpicos não faz sentido nenhum. A China não se tornou de repente numa potência tirana: a escolha da República Popular da China prendia-se com a não-segregação do país, atraindo-o para a ribalta internacional, ao invés de uma emergência obscura, fora de atenções dos media. Não se tratou de um prémio de bom comportamento, mas de de um empurrão para o meio da sala, à vista de todos. A China, longe de se sentir embaraçada, continuou com o comportamento de sempre, sendo o Tibete e a província de Xinjiang os melhores exemplos. Verdade? Não inteiramente. Com a responsabilidade da organização, vieram as pressões de bastidores, como a que levou a que a China se demarcasse do governo sudanês, apoiando a força de peacekeeping e nomeando um Representante especial para a crise do Darfur . A revista Time refere ainda a libertação de prisioneiros Uighur , conseguida discretamente pela Administração Bush .
Boicotar os Jogos Olímpicos não é só boicotar os esforços desportivos dos atletas, para quem se joga uma carreira, uma vida; boicotar os Jogos Olímpicos é condenar o povo chinês ao submundo dos párias, em permanente ódio com o Ocidente, e cada vez mais afastados da transparência. E, sobretudo, é boicotar os esforços de democratização e promoção de direitos que têm tido tantas pequenas vitórias durante este último ano.
Boicotar os Jogos Olímpicos não é só boicotar os esforços desportivos dos atletas, para quem se joga uma carreira, uma vida; boicotar os Jogos Olímpicos é condenar o povo chinês ao submundo dos párias, em permanente ódio com o Ocidente, e cada vez mais afastados da transparência. E, sobretudo, é boicotar os esforços de democratização e promoção de direitos que têm tido tantas pequenas vitórias durante este último ano.



Como esperado - e estive a acompanhar as percentagens apresentadas no canal russo da TV Cabo - Dimitriv Medvedev tem garantida a presidência da Rússia. Neste momento tinha mais de 60 por cento dos votos. Uma vitória de Vladimir Putin, próximo primeiro-ministro.
