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blogue atlântico

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25
Nov08

E se...

Afonso Azevedo Neves

O PSD parar de fazer perder tempo ao seu eleitorado? Não seria melhor?

As últimas notícias dão conta de um indisfarçável desejo de Marcelo subir ao poder. Hesito... Será? O que Marcelo se diverte com estas coisas.

Manuela Ferreira Leite pode ser posta em causa pelo advento Marcelo? Pelos vistos pode e isso, só isso, já devia fazer pensar o PSD.

 

Vejamos, é Marcelo uma solução original? Deu provas no passado de ser sequer uma solução? O Marcelo é o passado, mais fotogénico que Manuela Ferreira Leite, mais bem falante, mas como ela, é o passado e como ela dado a episódios suicidas.

 

Nesta história toda sobra a amizade que os "amigos" e apoiantes de Manuela Ferreira Leite lhe devotam, todos estão prontos a dar-lhe aquele apoio final que a derrube da cadeira.

Todos!

 

Os que não estão a tomar balanço estão de braços cruzados à espera de saber quem vão apoiar: Sarmento? Rio? Marcelo?

 

...e Santana Lopes está à espera, prático e pragmático vai vendo se Menezes não se auto-destrói pelo caminho.

 

Tantos amigos.

 

 

 

Originalmente publicado aqui


11
Nov08

Sugestão de leitura nestes tempos de Obama

Afonso Azevedo Neves

“What is the use” Grover Cleveland once growled, “of being elected unless you stand for something?”

Whether an officeholder is a mayor, governor or a President he should be held to the spirit of that question; he can be a mayor like Tom L. Johnson of Cleveland, a governor like Altgeld of Illinois, or a President like F.D. Roosevelt, who stood not only for something but for something well in advance of accepted goals. (…) One of our national faults is our tendency to pay too much attention to personalities and too little to policy and argument; we are lazy, we like to drift, and we are willing to accept gestures for courage, and catchwords for ideas…

 

Allan Nevins in A Strategy of Peace by Senator John F. Kennedy

 

 

 

Uma das melhores colectâneas de discursos de JFK, de quem Obama é - neste ponto - um digno sucessor, Só nesta introdução de Allan Nevins ao livro está mais política do que Portugal viu nos últimos 10 anos, aqui a leitura deste livro pode tornar-se um pouco deprimente mas é um risco que vale a pena.

21
Out08

Estou com muita africa

Afonso Azevedo Neves

 

Deputados socialistas insurgiram-se hoje contra o discurso feito na véspera pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, durante o jantar das Jornadas Parlamentares do PS, considerando-o "paternalista" e "desprestigiante" para os membros da bancada.

Nesse jantar, o presidente da Assembleia da República usou o humor para advertir os deputados socialistas que, se quiserem ser reeleitos, terão de fazer o trabalho de casa com o partido e com os seus eleitores.

"Não comento esse discurso", reagiu de forma seca o porta-voz do PS, Vitalino Canas, um dos deputados presentes segunda-feira à noite no jantar da Mealhada, que teve como ementa leitão e vinho espumante.

No entanto, um membro do Secretariado Nacional do PS classificou à agência Lusa como "desconchavado e desprestigiante para os deputados" o discurso feito pelo ex-ministro dos Negócios Estrangeiros dos governos de Mário Soares e António Guterres.

De uma linha política oposta à da actual direcção, a deputada do PS Teresa Portugal também criticou o teor do discurso de Jaime Gama, sobretudo no que toca ao alerta de que os deputados têm de ter atenção se quiserem continuar na Assembleia da República na próxima legislatura.

 

"Esse discurso, infelizmente, correspondeu ao ambiente que já se começa a sentir no Grupo Parlamentar do PS. Estão todos a pensar com o seu próprio futuro como deputados", disse.

 

Lusa

 

10
Out08

Chiu...Não façam barulho.

Afonso Azevedo Neves

A queda mais abrupta é de Manuela Ferreira Leite, que também por esta via hipoteca as hipóteses de substituir José Sócrates - precisamente quem desce menos - na chefia do Governo. Trata-se, ademais, de um indício de que a estratégia de parcimónia nas intervenções públicas estará a produzir o efeito oposto ao pretendido. JN

 

Este é apenas o último dado que nos ajuda a compreender como o silêncio em política só é positivo com uma gestão mais pensada. Um dos erros que a maioria dos militantes de um qualquer partido fazem nestes casos, sem que tenham culpa, é presumir que este silêncio se deve a uma opção estratégica pensada pelo conjunto das pessoas que compõem a comissão politica o que pode não ser verdade.

 

Estou em crer que este, no caso do PSD, se deve a uma opção pessoal da sua líder e vagamente explicada a dois ou três colaboradores mais próximos. O resto está à escuras, sobretudo as chefias intermédias que sem meios para perceber o porquê deste tipo de opção fornecem elas próprias explicações, sendo a mais conhecida a que defende que a crise que atravessamos está a “acabar” com Sócrates e basta ficar à espera porque, naturalmente, o povo português vai procurar uma alternativa. Não vai.

 

Não se pode estar mais errado, não só a escolha do PM é uma escolha de personalidades como Portugal nunca mudou de chefe de governo durante uma crise, há um “horror” à mudança e sobretudo quando essa mudança personifica opções do passado.

 

O PSD deve aprender com a magnífica lição de gestão política feita com a farsa Magalhães, uma proposta comercial para “atacar” um novo nicho de mercado e onde José Sócrates agiu como um verdadeiro agente comercial, recebendo os devidos agradecimentos públicos pela parte da Intel e da Microsoft.

Se o PSD e MFL não aprenderam que, neste caso, o silêncio não compensa então esqueçam a solução não está aqui.

07
Out08

Trabalho Para Casa para povo laranja

Afonso Azevedo Neves

Os últimos dias têm sido muito interessantes para o PSD, Santana Lopes disse que sim a um convite de Manuela Ferreira Leite ao mesmo tempo que Castro Almeida dava uma entrevista em que afirma a excelência do candidato.

 

Manuela Ferreira Leite terá sido confrontada com sondagens favoráveis a Santana? Isso é suficiente?

 

Como é que esta escolha é justificável para os apoiantes da agora líder do PSD? Afinal não era ela que ia “limpar” estes focos de disparate no PSD?

 

Pacheco Pereira vai tirar fotografias na apresentação da candidatura de Santana?


Se Santana ganhar a CML, é bom para o PSD? Para a líder?

Se Santana perder, é bom para o PSD? Para a líder?

 

Isto é política? É pragmatismo? É asneira?

26
Mar08

Boicotar o boicote

Ana Margarida Craveiro
Esta discussão do eventual boicote aos Jogos Olímpicos não faz sentido nenhum. A China não se tornou de repente numa potência tirana: a escolha da República Popular da China prendia-se com a não-segregação do país, atraindo-o para a ribalta internacional, ao invés de uma emergência obscura, fora de atenções dos media. Não se tratou de um prémio de bom comportamento, mas de de um empurrão para o meio da sala, à vista de todos. A China, longe de se sentir embaraçada, continuou com o comportamento de sempre, sendo o Tibete e a província de Xinjiang os melhores exemplos. Verdade? Não inteiramente. Com a responsabilidade da organização, vieram as pressões de bastidores, como a que levou a que a China se demarcasse do governo sudanês, apoiando a força de peacekeeping e nomeando um Representante especial para a crise do Darfur . A revista Time refere ainda a libertação de prisioneiros Uighur , conseguida discretamente pela Administração Bush .
Boicotar os Jogos Olímpicos não é só boicotar os esforços desportivos dos atletas, para quem se joga uma carreira, uma vida; boicotar os Jogos Olímpicos é condenar o povo chinês ao submundo dos párias, em permanente ódio com o Ocidente, e cada vez mais afastados da transparência. E, sobretudo, é boicotar os esforços de democratização e promoção de direitos que têm tido tantas pequenas vitórias durante este último ano.
05
Mar08

A política é combate

André Abrantes Amaral
O novo partido, Movimento Esperança Portugal, quer estar ao centro, entre o PS e o PSD. É demasiado português para ser verdade. Demasiado meias tintas, sonso e acomodado. Em Portugal todos querem estar no centro político. É o único lugar totalmente descomprometido. Aquele onde não se tomam opções, não se decide e se pode ir ao sabor da corrente que é o poder. Não se tem de dizer que sim, nem que não. Apenas, talvez. E sempre com um ar sério, sisudo quanto baste, de que a responsabilidade é muito importante, que ‘as coisas não são assim tão simples’, que é preciso ser ’prudente’ e ‘ponderado’.

Enquanto todos estiverem engalfinhados a lutar pelo centro, o país não vai andar nem desandar. Ficará sempre na mesma. Sejamos claros: Para se estar na política é preciso tomar decisões; é indispensável ter opiniões concretas sobre os assuntos; é preciso ser responsável sim, mas pelas decisões que se tomam, pelas opiniões que se têm, por aquilo em que se acredita. Para se ser político, um ar pomposo e grave não se serve para nada. Não se pode agradar a gregos e a troianos. A política é uma luta e um debate. Pelo poder e pelas ideias. Tem de se ser um maquiavélico bondoso: batalhar pelo que se acredita e buscar apoios naqueles que confiam em nós. Se isto não for feito, o debate estagna, o país pára e empobrece. Irresponsáveis são os que se enrolam num palavreado barato e desvirtuam a dignidade da política.
04
Mar08

O segundo fim (não-anunciado) da URSS

Ana Margarida Craveiro

Dmitri Medvedev oferece uma nova imagem à Rússia. Primeiro, fala inglês – o que pode parecer coisa pouca deste lado da Europa, mas faz uma grande diferença do lado de Leste. Falar inglês, no mínimo, implica saber ler e ouvir discursos mais liberais. Depois, a sua carreira enquanto advogado parece oferecer alguma esperança quanto ao estado de direito. Medvedev insiste na importância do primado do direito, algo que considera nunca ter existido na Rússia. A verdade é que, mesmo não sendo a Gazprom um exemplo de transparência, Dmitry Medvedev respeita estritamente a lei, e nunca foi acusado do contrário. Até agora não lhe podiam ser imputadas culpas sobre a fraca legislação, parca em regulação e falhada em substância. Enquanto gestor, limitava-se a usar a lei disponível. Se os últimos tempos têm vindo a assistir a uma certa recuperação da antiga retórica soviética, para Medvedev a URSS está enterrada, e bem, a seu ver. O novo Presidente nada tem a ver com o período soviético, seja do ponto de vista político, seja na abordagem económica.

Há, assim, diferenças substanciais neste novo líder. Por um lado, não é um siloviki, o que faz com que não seja possível ler KGB nos seus olhos, como McCain dizia de Putin. Convenhamos que já é um grande avanço, tendo em conta o autoritarismo destes últimos anos. A sua carreira civil permite-lhe também olhar finalmente para a reconversão económica russa. Ainda que alguns comentadores não acreditem nessa possibilidade (a Rússia é gás e petróleo, e mesmo assim aproveita-os de maneira ainda ineficiente), inevitavelmente a Rússia terá de encetar um caminho de diversificação. Afinal, dificilmente se poderá comparar à Noruega, em termos de viabilidade futura. Finalmente, mais importante que a política externa, neste momento, é a política interna. Um país em suicídio demográfico não pode aspirar a ser um grande poder. Arrumar a casa deveria ser a grande prioridade de Medvedev, presidente provisório ou não.
03
Mar08

Os Dias Contados

Miguel Noronha
Crónica de Alberto Gonçalves no Diário de Notícias.

Entre as promessas de desmantelar o Estado (em seis meses) e as garantias de não fechar nenhum serviço público (em quatro anos), aos poucos o dr. Menezes vai-se aproximando de uma posição equilibrada. Veja-se, por exemplo, a proposta para a RTP revelada em entrevista à SIC Notícias. Como poderia ter defendido transportes colectivos sem tarifa, ensino superior sem propinas ou concertos para trombone sem bilhete, o dr. Menezes defendeu uma RTP sem publicidade e honrou a coerência pessoal. Se concretizada, a ideia manteria a televisão do Estado e, de caminho, provocaria um rombo de 500 milhões no dito. Um rombo que, nas contas do dr. Menezes, não requer cobertura. Não é à toa que, na citada entrevista, ele próprio citou (erradamente) John Wayne e esclareceu: está toda a gente contra mim excepto o povo.

O povo, parta-se então desse princípio, está com o líder do PSD. Os outros, de facto, não estão. Incluindo um certo PSD, que surgiu pela voz de Morais Sarmento a classificar a afirmação do dr. Menezes de "avulsa", "desencaixada" e "irreflectida". Já o ministro Santos Silva e uns senhores do BE foram mais específicos e acusaram o dr. Menezes de, em simultâneo, favorecer as estações privadas e prejudicar os contribuintes.

As críticas do dr. Sarmento têm contexto e propósitos peculiares (a luta interna no partido). As da esquerda têm o génio de conciliar o asco à concorrência e a defesa do consumidor. Mas o essencial é que a genérica preocupação com as despesas do vulgar cidadão não leva ninguém a propor a privatização da RTP. Acima de todas as discórdias, paira, inquestionável, o "serviço público" televisivo, ou seja, a "qualidade", ou seja, o sr. Malato, a boçalidade arrogante da "dois", uma imensidão de bizarros canais secundários e a "informação equilibrada" de que o Prós e Contras é paradigma. Além, claro, da única publicidade que nem o dr. Menezes, caso mandasse, se atreveria a extinguir: a que a RTP presta, gratuitamente, aos poderes que a tutelam. E, conforme os contribuintes sabem, gratuitamente é maneira de dizer.

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